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TOC

Eu tenho umas manias que acho aceitáveis. Nem a psiquiatra ou a psicóloga diagnosticaram TOC. Bem, na época que eu ainda ia à psicóloga, antes de tudo ficar repetitivo e eu me estressar no consultório. Não tenho problema com coisas um pouco bagunçadas. Meu quarto pode confirmar isso. Desculpa, mãe. Algum dia eu arrumarei. Um dia que não seja chamado de “hoje” 

Não fico com siricuticos se alguma coisa estiver torta, se um pontinho verde aparecer no meio de pontos amarelos. Não piso só nos quadrados ímpares e por aí vai. Mas (sempre tem um mas), eu simplesmente não consigo passar a mão que eu segurei na barra do ônibus no meu cabelo ou rosto. Não encosto a cabeça no assento do ônibus. Não coloco nada na minha cama. Se quiser me deixar louca, é só colocar um troço no meu edredom. Quer dizer, se for roupa lavada, ok. Agora, se for alguma coisa suja, eu surto. Assim que eu chego em casa, lavo as mãos. Não faço carinho na Tigresa com a “mão de rua”. Acho que nas barras do transporte público têm líquido amniótico, seminal, remela, meleca, mão de cara que fez xixi e não lavou a mão, suor, vírus, bactérias, peste bubônica, câncer, pneumonia, raiva rubéola, tuberculose e por aí vai. 

Não sou hipocondríaca. Nem curto tomar remédio, na verdade. Acho que rola toda uma teoria da conspiração entre médicos e indústrias farmacêuticas em alguns casos. Atocham remédio na galera só pro lucro aumentar. Não duvido. Médico é meio carniceiro, gente. Tá, tem uns bacanas que vão lá pro meio do nada e fazem jus ao juramento de Hipócrates. Porém, parece que a maior parte faz o juramento do hipócrita mesmo. Se a pessoa não tiver um bom plano de saúde ou não pagar a consulta particular, deixam morrendo no corredor do hospital. Ah, mas Sara, o governo... Tá, o governo deixa de fazer uma pregada de coisas. Falta a fartura. Contudo, quem não conhece médico da rede pública que entra mais tarde e sai mais cedo? Ou mesmo o médico do plano que te atende roboticamente, como se diagnosticar alguém fosse parte de uma linha de montagem? Então pronto. Enfim, toda essa explicação pra dizer que se alguém espirrar ou tossir perto de mim, me sinto numa cena de House: a doença esguichada pelo ar e atingindo meus órgãos. Eca. 

Uma vez sentou um garoto com catapora do meu lado. Ou sarampo, sei lá. Tava todo cheio de pontos vermelhos assustadores. Busão lotado. Fiquei com a cara pra fora da janela, tentando não encostar na criança. Já tenho marca de espinha na cara, não to a fim de ter marcas de doenças infantis no corpo todo. Ah, mas é só se coçar, Sara. E o que você acha que eu ia fazer com as minhas unhas? Ia me lanhar toda. Pra tirar, só me jogando num tonel de peeling ácido e depois tacando massa corrida. 

Toda essa divagação isso pq fui num hospital público hoje. To bem, graças a Deus. Tudo beleza. Era uma maternidade. Não, não to grávida. Não é nenhum milagre natalino e eu não tenho um noivo chamado José. Também não conheço nenhuma grávida. Fui lá por causa de uma contingência da vida. 

Enfim, meu, que sensação! Primeiro pq o prédio parece uma prisão. Depois, pq eu me senti como o Rick de The Walking Dead acordando no hospital infestado de zumbis. Tá, não vi nenhum. Mas aposto que eles poderiam tomar o prédio. E seria difícil escapar, pq o prédio é meio torto, com entradas sem saídas (não me pergunte. Tem que ir lá pra ver). Se não fosse pelos zumbis, os funcionários insatisfeitos poderiam correr atrás da galera com seringas infectadas. Isso sem falar das doenças pululando no ar. Fiquei sentada com os olhos arregalados, balançando as pernas freneticamente. Mas deve ser comum ter umas manias mesmo. Um dos meus sonhos era ter uma roupa de apicultor invisível. Ia andar tranquila na rua, sem me preocupar com a sujidade dos lugares, de carros jogando água e esgoto na galera, podendo apertar a mão dos velhinhos que você tem certeza que têm um pouco de Parkinson na hora de fazer xixi e não usam sabonete e tals. Nem é TOC no fim das contas. É só preservação da espécie. Da minha, no caso. 

Sei lá, acho que se eu sentar de boa no meio de um hospital cheio de gente com doenças contagiosas, se ficar com cara de “pode vir quente que eu estou fervendo de anticorpos”, as paradas sinistras vão querer me pegar. Não dá pra ficar de boa assim, gente. Deixando alguém tossir na tua cara. Tipo: é alergia, a pessoa engasgou, é tuberculose ou alguma parada de filme? Na dúvida, é melhor prevenir. Até pq, quase todo mundo sabe que os vírus e bactérias são tipo alienígenas feiozões. Só que menores. E querem aportar no seu corpo e fincar a bandeira, declarando a posse do território. Sei lá, só acho. Mas tenho quase certeza.



 Escrito por Sara 8:) às 1h09 AM
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Como proceder na festinha de natal quando alguém perguntar por seu namorado ou namorada:

1. Olhe para os lados, como se tivesse procurando o indivíduo. 
2. Ué, mas cadê? Estava por aqui. Só um minuto que eu vou procurar.
3. Suma por uns 10 minutos e passe pelas pessoas se elas viram. Antes que elas tenham tempo de perguntar "quem?", você segue adiante, com olhar preocupado.
4. Simule um ataque de desespero.
5. Segure nos ombros da pessoa que te perguntou pelo seu/sua namorado(a).
6. Diga que precisa chamar a polícia, pois obviamente esse é um caso de sequestro.
7. Entre em pânico.
8. Diga que ele(a) trabalhava com documentos secretos pra polícia norueguesa, com conexões nos EUA.
9. Comece a gritar: "sequestro! Abdução! Ninguém está salvo!".
10. Jogue-se no chão.
11. Finja um ataque epilético, seguido por um falso desmaio.
12. Aposto que a essa altura, a pessoa já esqueceu o que te perguntou.



 Escrito por Sara 8:) às 1h07 AM
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Enquanto isso, na consulta com o ortopedista:

- Bom dia, Sara. Qual é o problema?
- Eu to crocante.
- Hã? Crocante?
- É. Meus pés e joelhos começaram a estalar. Coisa horrível! Não é coisa de velho?
- Não, você não é velha.
- Mas eu to ficando, né? É o começo do fim: a crocância.
- Fica em pé pra eu ter certeza de uma coisa.
- Eu sou toda torta, doutor.
- Não é isso, não. Você é longilínea. Alta, magra, um corpo bom.
- E daí?
- E é por isso que faz os barulhos de vez em quando. Sem contar que você é mulher.
- E?
- Pessoas longilíneas tem a tendência a frouxidão nos “xxx” (não lembro o nome que ele disse). E o estrogênio contribui pra isso.
- Frouxa? O problema é que eu to frouxa?!
- Não você, os “xxx”. E isso é comum.
- E como é que eu amarro as coisas soltas?
- Hahahahaha! Não tem como. Já te disse. Você é longilínea e tem a ação do estrogênio. 
- Hum. Então o lance é engordar até meu joelho virar uma bola de gordura e abafar os sons...
- Hahahahahaha!
- ... e tomar muita testosterona. Receita aí pra mim.
- Hahahahaha! Não! Isso vai te deixar com barba.
- Olha só como eu sento torta. To toda jogada aqui na cadeira. Como eu resolvo o problema? É a velhice?! É a velhice?!
- Não. Mas a velhice pode ajudar a parar com isso.
- Pq vou ficar demente e não vou lembrar de nada nem ouvir o barulho?
- Hahahahaha! Não. Pq um dia todo mundo morre.
- Ah, obrigada, viu. Tá dizendo que só quando morrer para. Aliás, só pq eu to aqui no consultório, não fez barulho nenhum. Olha só (fiz rotações nos pés e pernas > silêncio). Então tá, né? Pelo menos não to morrendo disso e não é nada que vai fazer meu joelho cair da perna assim, do nada. 
- Hahahahaha. 
- Vou embora. Bom ano novo.
- Pra você também. Boa crocância em 2014.
- Hey! Eu quero ser chocolate ao leite e não crocante. Foi por isso que eu vim aqui, mas não adiantou nada. Acho que vou colocar uns sinos pra fazer mais barulhos.
- Hahahahahaha!



 Escrito por Sara 8:) às 1h05 AM
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