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Quadro de Karabekian (Parte 2)

- Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa?

         Uma observação tão pequena foi capaz de conseqüências tão arrasadoras porque a matriz espiritual do bar do hotel estava no que eu gosto de chamar de condição pré-terremoto. Forças incríveis estavam trabalhando em nossas almas (...)

         Uma das forças, certamente era a cobiça por dinheiro que infestava tantas pessoas no bar do hotel. Elas sabiam o quanto Rabo Karabekian havia recebido por seu quadro e também queriam cinqüenta mil dólares. Poderiam se divertir um monte com cinqüenta mil dólares, ou pelo menos achavam isso. Mas elas tinham que ganhar dinheiro do jeito difícil, apenas alguns poucos dólares por vez. Isso não estava certo.

         Outra força era o medo que essas mesmas pessoas tinham de que suas vidas pudessem ser ridículas, de que a cidade toda pudesse ser ridícula. (...)

- Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa? Perguntou ele a Bonnie MacMahon.

Bonnie MacMahon explodiu. (...)

- Ah, é? – disse ela. – Ah, é? (...)

- Você não acha Mary Alice Miller grande coisa? – perguntou. – Bem, eu não acho a sua pintura grande coisa. Já vi quadros melhores pintados por crianças de cinco anos.

Karabekian desceu do banco alto para poder encarar todos aqueles inimigos de pé. (...)

- Escute... – disse ele, muito calmamente -, eu li o editorial contra a minha pintura em seu maravilhoso jornal. Li cada palavra das cartas ofensivas que vocês foram tão atenciosos de mandar para Nova York.

Isso constrangeu algumas pessoas.

- A pintura não existe antes de eu fazê-la – prosseguiu Karabekian. – Agora que ela existe, nada me faria mais feliz do que vê-la reproduzida muitas e muitas vezes, e vastamente melhorada, por todas as crianças de cinco anos da cidade. Adoraria que seus filhos descobrissem, de um jeito agradável e divertido, o que eu levei muitos anos furiosos para descobrir.

- Agora, dou-lhes minha palavra de honra – continuou – de que o quadro do qual a cidade de vocês é proprietária mostra tudo o que realmente importa na vida, sem nada ter sido deixado de fora. É um quadro sobre a consciência de cada animal. É o cerne imaterial de cada animal, o “eu sou” para o qual todas as mensagens são enviadas. É tudo aquilo que está vivo em cada um de nós, num rato, num cervo, numa garçonete de bar. É inabalável e puro, independente de qualquer aventura absurda que venha a nos acontecer. Uma pintura sagrada do Santo Antônio sozinho é um facho de luz vertical inabalável. Se uma barata estivesse perto dele, ou uma garçonete de bar, o quadro mostraria dois fachos de luz. Nossa consciência é tudo o que está vivo e que talvez seja sagrado em cada um de nós. Todo o resto é maquinário morto.

- Acabei de ouvir desta garçonete de bar aqui, deste facho de luz vertical, uma história sobre o marido dela e um idiota que estava prestes a ser executado em Shepherdstown. Muito bem... deixem uma criança de cinco anos pintar a interpretação sagrada desse encontro. Deixe essa criança de cinco anos arrancar a idiotice, as grades, a cadeira elétrica à espera, o uniforme do guarda, a arma do guarda, os ossos e a carne do guarda. Qual é esta pintura perfeita que qualquer criança é capaz de pintar? Dois fachos de luz inabaláveis.

         O êxtase floresceu no rosto de Rabo Karabekian.

 

 

Outras parte do livro no post Livros 2008 - #10: Café-da-manhã dos Campeões



 Escrito por Sara 8:) às 5h03 PM
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Quadro de Karabekian (Parte 1)

 

Cumprindo a promessa (?), a parte do discurso do Karabekian sobre esse quadro aqui. Catei o e-book, mas não achei. Apenas as primeiras páginas. Quem tiver a fim de conferir o estilo, tá aqui.

 

Suprimi algumas partes com (...), ou não terminaria a digitação tão cedo.

 

“E também fiz, no meu tampo de mesa de fórmica, uma réplica invisível de uma pintura de Rabo Karabekian, intitulada A tentação de Santo Antônio. (...)

A obra original tinha seis metros de largura e cinco de altura. O campo era Abacate havaiano (...). A listra vertical era fita adesiva cor de laranja luminosa fosforescente. Esta era a peça de arte mais cara (...). O preço da tela era um escândalo. Foi a primeira aquisição para a coleção permanente do Centro Memorial de Artes Mildred Barry. Fred T. Barry, o presidente do conselho de administração da Barrytron Ltda., havia desembolsado cinqüenta mil dólares do próprio bolso pelo quadro.

         A cidade de Midland ficou indignada. (...)

 

...

 

Então fiz Beatrice dizer o seguinte a Rabo Karabekian no piano-bar:

         - Vou fazer uma confissão trrível, eu não faço idéia de quem foi Santo Antônio. Quem foi ele, e por que alguém quereria tentá-lo?

         - Não sei e detestaria descobrir – respondeu Karabekian.

         - Você não tem utilidade para a verdade? – perguntou Beatrice.

         - Você sabe o que é a verdade? – replicou Karabekian.

- É uma coisa maluca em que meu vizinho acredita. Se quero fazer amizade com ele, pergunto no que ele acredita. Ele me diz, e eu respondo “Pois é... isso é verdade”.

 

...

 

         Eu não tinha respeito algum pelo trabalho criativo nem do pintor nem da escritora. Achava que Karabekian e seus quadros sem sentido haviam se envolvido numa conspiração com milionários para fazer as pessoas pobres se sentirem idiotas. (....)

 

...

 

Rabo Karabekian pediu que Bonnie MacMahon lhe contasse alguma coisa a respeito da garota adolescente na capa do programa do Festival de Artes. Ela era o único ser humano internacionalmente famoso na cidade de Midland. Era Mary Alice Miller, a Campeã Mundial de Nado Peito de Duzentos Metros Feminio. Bonnie disse que ela tinha apenas quinze anos. (...)

E Bonnie MacMahon contou a Beatrice e a Karabekian que o pai de Mary Alice, que era membro da comissão condicional de Shepherdstown, havia ensinado Mary Alice a nadar pelo menos quatro horas por dia, todos os dias, desde seus três anos de idade.

Rabo Karabekian pensou nisso e depois disse em voz, para que muitos pudessem ouvi-lo:

         - Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa? (...)

...



 Escrito por Sara 8:) às 5h02 PM
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Picasso

 

Ontem eu estava mal. Mané ontem. Ontem E hoje. Estácio e sua costumeira e contumaz desorganização de começo de aulas, alunos falando de disciplinas que ainda não cursei, a sensação cíclica que não farei nada de proveitoso na vida, a mediocridade pairando no ar... Eis que vejo agora um trabalho de uma disciplina on line (absurdo pagar o mesmo preço por uma aula não presencial) e tenho a certeza que estava certa:

 

 

Descreva e identifique os detalhes visuais da obra “Três Músicos” de Pablo Picasso, com propósito interpretativo em relação ao título. O que você vê nesta pintura? Atividade 1: Analise as formas, cores, texturas e padrões e categorize-os como sendo colados ou pintados. - Que cores ou formas têm texturas ou padrões que parecem com pedaços de papel? - Quais formas parecem coladas? - Quais formas ou cores parecem pintadas? Neste contato com Picasso, o que você sugere para a criação de uma colagem? Atividade 2: Analise a pintura, relacionando abstrações com a figura humana. - Que artifício o artista empregou para imprimir, em cada face, um desenho similar? - Todas as faces têm máscaras? Como ele ao mesmo tempo pintou cada face diferente? - Como ele representou os braços de cada figura diferentes da outra? - O que os trajes acrescentam à pintura? - Como Picasso manteve as pernas dos homens e as pernas da mesa separados? - Por que você acha que Picasso adicionou formas geométricas em torno dos três homens?

 

Sorte (?) que minha imaginação para explicação de quadros é à la Rabo Karabekian*.

 

 

*Trecho do livro amanhã. Ou não, claro.



 Escrito por Sara 8:) às 2h40 PM
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Ônibus – coisas que irritam (parte 3)

 

22. Mochila nas costas é algo irritante. Não basta o corredor lotado de humanos (?)?! Pra diminuir mais ainda o já diminuto espaço para a passagem, as pessoas ficam com a mochila nas costas, à la tartarugas. Não ninjas, claro.

 

23. Alguns beócios sentam lá na frente, quase no colo do motorista, só pra terem o prazer de gritar ESPERA AÊ QUE EU TO DESCENDO! *Ódio*. Se vão descer, pq não levantam logo? Não, não. Eles precisam sacanear todo mundo. Eles deveriam levar uns choques só pra aprenderem a deixar de ser bestas.

 

24. Basta a temperatura descer um tiquinho ou chover meia gota que o povo cerra as janelas do ônibus. TODAS as janelas. E claro, CLA-RO que pelo menos três pessoas tossirão, espirrarão e manifestarão ter alguma doença. Fico logo cabreira, imaginando a quantidade de coisas ruins espalhadas em um ambiente hermeticamente fechado e infecto. Argh!

 

25. Tem gente que não se contenta em dar o sinal para descer. Os caras apertam a campainha umas dez vezes e ainda gritam desesperadamente “vou descer no próximo, piloto!”. Gritam várias vezes a mesma coisa, claro. Eles sentem satisfação em fazer isso. Só pode.

 

26. É chato aturar pessoas que chamam os motoristas de ônibus de “piloto”. Putz! Tá em helicóptero? Tá em avião? Então não chame o motorista de “piloto”, caramba!



 Escrito por Sara 8:) às 1h30 PM
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Ônibus – coisas que irritam (parte 2)

 

14. Gente com mau gosto olfativo deveria se obrigada a usar desodorante sem perfume. Fora de brincadeira, aturar odores nauseantes já de manhã cedo é dose! Pra piorar, os maus cheiros se fundem num troço que deixaria aquelas marginais fedegosas de Sampa com inveja.

 

15. Ônibus no verão é a própria sucursal do inferno. Um monte de gente suada, fedida, com as axilas pingando, totalmente aglutinada. Ecaaaa! E sempre SEMPRE há a “mulher da toalhinha”. A criatura passa a porcaria da toalha no corpo todo, assoa o nariz e encosta aquela porcaria nos outros passageiros. Dá pra ter vertigens só de imaginar.

 

16. Vá tamborilar os dedos na tamborinlolândia! Não é legal quando o cara que está com o celular nas alturas começa a tamborilar. Nem quando as pessoas com gosto duvidoso se empolgam e além de cantar o pagode famigerado, resolvem tamborilar perto de você ou atrás do banco onde você miraculosamente conseguiu sentar.

 

17. Eu não sou psicóloga. Se fosse, não faria consultas grátis no meio do ônibus. Mas é claro que a pessoa problemática não liga pra isso. Ela começa a contar todas as desgraças da vida e quer que você responda. Mesmo que esteja com fones de ouvido. Mesmo que sustente o ar de desinteresse total. Ela não sossega enquanto você não emite uma opinião. Não sossega enquanto você não conversar com ela. Não sossega enquanto a conversa não for animada e empática.

 

18. Na frente do ônibus, há o número e o destino dele. No ponto, nego já começa a perguntar: qual ônibus passa no Chimbobó. Você diz que o 123 passa em Chimbobó. O 123 surge no horizonte, ostentando “Chimbobó” lá no alto. A pessoa sobe no ônibus e pergunta para o motorista: “Esse ônibus passa em Chimbobó?”. Ele responde que sim. A pessoa vira então, para meia dúzia de gente e repete a pergunta, com ar meio assustado/duvidoso. Depois de ter certeza que a porcaria do ônibus passa em Chimbobó, ela começa a inquirir quanto tempo falta pra chegar. Depois de exaurir quem está próximo, ela começa a questionar se há um viaduto verde depois da pracinha, no ponto de Chimbobó...

 

19. Não sou miss bodega nenhuma, mas cara, como tem gente feia nos ônibus! Putz grila! Medonho. Feio é pouco. Gente feia E estranha. Você vê cada coisa...

 

20. Idosos. Nada contra os idosos. As senhoras lá da igreja me adulam (pq eu falo meia dúzia de besteiras pra elas) e vice versa, mas idoso em ônibus é o ó. Parece que liberam os portões dos asilos no horário que as pessoas estão indo ou saindo do trabalho. Basta você sentar (miraculosamente, não se esqueça), que o coletivo pulula de senis que resolvem parar bem na sua frente.

 

21. Ainda na linha milagre: se você sentar, as pessoas tentarão grudar em você. Sim, basta sentar e logo tem alguém se atirando loucamente e com sofreguidão.

 

 

Teletransporte, pleeeeeeease!

 

(Aceito sugestões de coisas que te irritam nos ônibus).



 Escrito por Sara 8:) às 1h44 PM
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Ônibus – coisas que irritam

 

Eu pego quatro ônibus por dia. Não consigo parar de pensar em todo tempo da minha vida que perdi em coletivos. Pelo nome percebe-se que não é algo profícuo: “coletivo”. Por acaso você escolhe a coletividade que dividirá o espaço com você? Não. Só por isso já é possível notar que andar de ônibus não é algo bom. Abaixo, algumas situações corriqueiras que tiram totalmente minha paz de espírito:

 

1. Você dá sinal e o motorista desventurado para trocentos metros antes. Ou depois. Você corre pq está atrasado e precisa pegar logo o transporte. O desditoso motorista dá ré, engata a primeira ou qualquer coisa que tire o ônibus da tua frente e te faz andar desesperado atrás dele.

 

2. Na tentativa de usar algo que aprendeu em casa, você usa a educação. “Bom dia/ boa tarde/ boa noite". E claro, o motorista não responde. Se bobear, ainda reclama.

 

3. Você, que usa o cartão fornecido na empresa, fica empacado nas escadas da porta de entrada, pq a tiazinha cata as moedas na bolsa gigante ou o tiozinho resolve pagar a passagem com uma nota de R$ 50,00.

 

4. Enfim você consegue passar o cartão. E pra variar, há uma pessoa com abastada quantidade de tecido adiposo trancando a roleta. Ou um cara com marra de bad boy. Ou uma magrelinha com cara triste. Essas pessoas atravancam o caminho e atrasam a viagem.

 

5. Depois que você passa da roleta, percebe que o ônibus parece bem mais lotado. Aí, começa a briga para achar um lugar para colocar os pés e um lugar pra se segurar.

 

6. Aproveitando o pouco espaço, os tarados passam se esfregando em todas as mulheres.

 

7. Celulares deveriam ser proibidos nos ônibus. Meu, ninguém personaliza a porcaria do toque? Hoje qualquer um tem celular com MP3. Não posso crer que todos usam o toque padrão. Aí, você está no ônibus e um celular qualquer toca um som padrão qualquer, que mesmo sendo padrão, varia de um telefone para o outro. TODO MUNDO começa a revirar bolsas e bolsos procurando o aparelho, com ar diligente. Sim, deveras diligente. Parece que o mundo acabará se não acharem o telefone. RAIOS! Ninguém conhece o toque do próprio celular?!

 

8. Dae, alguém atende e começa a GRITAR. ALÔ! ALÔ! TO NO ÔNIBUS, PASSANDO EM FRENTE A PADARIA. VOU DESCER EM FRENTE AO MERCADINHO DA ESQUINA E PEGAR O 789, PRA PASSAR NA... Irritantemente, a pessoa gritará durante a maior parte do seu trajeto. E a conversa nunca parece ser proveitosa. Pior é quando decidem brigar com quem está do outro lado da linha.

 

9. Sempre tem alguém ouvindo uma música altamente duvidosa no celular. Pq essas pessoas não usam fone de ouvido?! Pq isso tira o prazer em atormentar outrem, colocando um pagode, um funk ou um forró (todos com letras horrendas) no último volume. Tortura. Tortura.

 

10. O motorista parece ter estudado todas as leis de Newton (inércia, dinâmica, ação e reação) só pra sacanear os passageiros. Sim, pq o dito cujo passa as marchas igual a cara e todo mundo é arremetido pra tudo que é lado, de forma abrupta. É massa, velocidade e aceleração numa combinação perigosa.

 

11. Gente enorme nos ônibus chamados de “micro”. É micro mesmo! Se alguém mais gordinho passar, fica entalado. E sempre tem gente grande passando. Ou gente magra com sacolas variadas. Dois corpos podem SIM ocupar o mesmo lugar no espaço, se esse espaço for um ônibus.

 

12. Sempre tem alguma mulher sentada que se prepara como se fosse pra descer do ônibus. Elas colocam a bolsa em posição de saída (quem anda de ônibus conhece bem o tipo). Você fica esperançoso, achando que finalmente sentará, mas a monstra faz isso só pra aguçar suas pernas cansadas. Se bobear, descem quase no ponto final.

 

13. Maximizando tudo isso aí e mais um pouco, engarrafamentos e congestionamentos terminam de ferrar o já ferrado juízo.

 

 

Alguém pode, por favor, descobrir como a gente se teletransporta? Obrigada.



 Escrito por Sara 8:) às 12h57 PM
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Instruções para os meus amigos

 

1. Estique o braço direito.

2. Estique o esquerdo.

3. Coloque a mão direita em cima do ombro esquerdo.

4. Coloque a mão esquerda no ombro direito.

5. Agora aperte.

6. Seja feliz, pq eu gosto muito de você e quero que você seja feliz. Ótimo dia do amigo pra você.



 Escrito por Sara 8:) às 1h34 PM
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