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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, Livros, Cinema e vídeo
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Pérolas Acabei de ouvir do telemarketing: "a senhora entra em contato e vamos estar verificando as possibilidades possíveis". Bom saber que são possíveis.
Escrito por Sara 8:) às 4h14 PM
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E isso pq o windows é um SO amigável... Acabei de receber o seguinte diálogo real, narrado e protagonizado pelo meu irmão, que trabalha em um suporte de informática. Preciso dividir a pérola com vocês. Perdido:- Por favor, poderia falar com a Luiza? Irmão:- No momento ela está em reunião Perdido:- A Cláudia?! Irmão:- Está em atendimento Perdido:- O Fernando ou o Gustavo, então?! Irmão:- Estão em atendimento Perdido:- Será que você pode me ajudar? Irmão:- Pois não. Perdido:- Eu não consigo encontrar a lixeira. Irmão:- Desculpe, não entendi. Como assim? Perdido:- A lixeira do meu computador. o_O Irmão:- Provavelmente está na direita da tela, no canto inferior. Perdido:- Obrigada, eu achei agora. E sim, perdido é um eufemismo. P.S.: Tenho muitas coisas pra comentar aqui, mas quando tenho algum tempo, não tenho paciência.
Escrito por Sara 8:) às 11h01 AM
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O sábio e a montanha O sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida, o universo e tudo mais. O sábio, entrou no google para olhar a montanha. O sábio percebeu que não tinha condicionamento físico suficiente para escalar algo tão alto. O sábio fez matrícula em uma academia. Comprou roupa de ginástica, garrafinha térmica de água, tênis com amortecedor. O sábio adquiriu resistência física. Então, o sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida, o universo e tudo mais. O sábio conversou com algumas pessoas que faziam trilha. O sábio percebeu que precisava de equipamentos especiais para dormir no meio do caminho até o topo da montanha. O sábio comprou sapato e roupas especiais. O sábio comprou uma mochila reforçada, comidas especiais e isotônicos. O sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida, e o universo, mas resolveu fazer um curso de orientação sobre rumos do vento, como suportar bem a altitude e como usar uma bússola. O sábio decidiu comprar um GPS, um celular com GPS e um notebook com conexão GPRS (caso ficasse entediado ou precisasse pagar alguma conta pela internet). O sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida. Mas, choveu no dia previsto para a saída. Ele adiou. O sábio decidiu fazer um curso sobre como captar as vibrações vibrantes da montanha. O sábio decidiu mais uma vez subir a montanha e preparou novamente a mochila. Percebeu que ela estava deveras pesada. O sábio contratou um carregador para a sua mochila e aprendeu a falar armênio, língua do carregador. Afinal, o sábio não queria deixar de se comunicar com o funcionário. O sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida, mas resolveu começar a escrever um livro sobre como é a experiência montanhosa. Quando regressasse, terminaria o livro e incluiria belíssimas fotos de sua meditação na montanha. O sábio decidiu se transformar num fotógrafo profissional, em prol de seu livro que seria um best-seller, com certeza. O sábio decidiu subir a montanha para meditar. Antes, resolveu ter aulas de alongamento para evitar estiramentos quando estivesse nas posições de meditação. O sábio decidiu subir a montanha. Como sua casa ficaria desabitada, anunciou que estava alugando durante o período da subida. O sábio não gostou dos prováveis inquilinos e vendeu a propriedade. Alugou um flat. O sábio decidiu que não queria decidir mais nada. O sábio não sabia mais o motivo de querer subir a montanha, já que poderia ver em fotos e meditar em casa. O sábio questionou a razão de ser chamado de sábio. E a montanha, bem, a montanha ainda está no mesmo lugar.
Escrito por Sara 8:) às 4h13 PM
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Autoajuda* é para os fracos “As pessoas de nosso tempo, observou Albert Camus, sofrem por não serem capazes de possuir o mundo de maneira suficientemente completa: Exceto por vívidos momentos de realização, toda realidade para eles é incompleta. Suas ações lhe escapam na forma de outras ações, retornam sob aparências inesperadas para julgá-los e desaparecerem, como a água que Tântalo desejava beber, por algum orifício ainda não descoberto. Isso é o que cada um de nós sabe por um olhar introspectivo: isso é o que nossas próprias biografias, quando examinadas em retrospecto, nos ensinam sobre o mundo em que vivemos. Mas não quando olhamos ao redor: quanto aos outros que conhecemos, e especialmente pessoas de que sabemos – “vistas à distância, [sua] existência parece ter uma coerência e uma unidade que na verdade não pode ter, mas que parece evidente ao espectador”. Isso é uma ilusão de ótica. A distância (quer dizer, a pobreza de nosso conhecimento) borra os detalhes e apaga tudo o que não se encaixa na Gestalt. Ilusão ou não, tendemos a ver as vidas dos outros como obras de arte. E tendo-as visto assim, lutamos para fazer o mesmo: ‘Todo o mundo tenta fazer de sua vida uma obra de arte’. Essa obra de arte que queremos moldar a partir do estofo quebradiço da vida chama-se “identidade”. Quando falamos de identidade há, no fundo de nossas mentes, uma tênue imagem de harmonia, lógica, consistência: todas as coisas que parecem – para nosso desespero eterno – faltar tanto e tão abominavelmente ao fluxo de nossa experiência. A busca da identidade é a busca incessante de deter ou tornar mais lento o fluxo, de solidificar o fluido, de dar forma ao disforme. Lutamos para negar, ou pelo menos encobrir, a terrível fluidez logo abaixo do fino envoltório da forma; tentamos desviar os olhos de vistas que eles não podem penetrar ou absorver. (...) As identidades parecem fixas e sólidas apenas quando vistas de relance, de fora. A eventual solidez que podem ter quando contempladas dentro da própria experiência biográfica parece frágil, vulnerável e constantemente dilacerada por forças que expõe sua fluidez e por contracorrentes que ameaçam fazê-la em pedaços e desmanchar qualquer forma que possa ter adquirido. A identidade experimentada, vivida, só pode se manter unida com o adesivo da fantasia, talvez o sonhar acordado. Mas, dada a teimosa evidência da experiência biográfica, qualquer adesivo mais forte – uma substância com maior poder de fixação que a fantasia fácil de dissolver e limpar – pareceria uma perspectiva tão repugnante quanto a ausência do sonhar acordado.” Trecho do livro A Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman *Aqui diz que a grafia agora é assim.
Escrito por Sara 8:) às 1h33 PM
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Tempo O tempo é uma coisa que eu não entendo. Você acorda, está chovendo horrores, tudo escuro e tals. Você coloca um casaco e sai de casa com o guarda-chuva. Dez minutos depois, faz um sol de rachar. Não entendo essas variações bruscas. Sério. Agora, eu não fico por aí comentando “tá chovendo muito, né?” “na tv disseram que ia abrir sol” e outras frases do gênero. Taí um troço irritante: gente puxando assunto, falando sobre... O tempo! Basta você entrar num elevador, subir no ônibus ou ficar em um local com desconhecidos. Querem falar. Há uma necessidade imperiosa. Na falta de um tema interessante, sempre usam o tempo. Irritante. E sempre, SEMPRE se referem ao tempo como “louco”, “maluco” e afins. O tempo nuca está normal para as pessoas. Nunca. Para aguentar as agruras cotidianas, penso em algumas respostas enquanto para essas situações. “É, tá fazendo sol, né?” “Não no planeta de onde eu vim.” “É... De manhã estava chovendo e agora está fazendo sol. Tempo maluco!” “Maluco mesmo. Não teve nem um show de pirotecnia no interstício!” “Engraçado, na televisão disseram que ia chover na quinta feira.” “Engraçado? Hilário pra caramba! HAUHAUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHUAHUAHHUAHUAHA!” “Tempo doido, né?” (sussurrando) “Doido?! Quem te disse que eu sou um ser doido?!” (gritando e ameaçando bater na pessoa) “MEU PSIQUIATRA LIGOU PRA VOCÊ?! FALA! FALAAAA!” “O tempo tá feio, né?” “Não tanto quanto você.” “Detesto tempo fechado” “Detesto quem não consegue manter a boca aberta dentro do elevador e vem com esse papinho de tempo...” “Tempo maluco!” “Olha aqui, maluco é a mãe, hein?! Eu tive alta da clínica! Disseram que eu já estava curada da minha desordem mental.” “Tá quente demais hoje, não?” “É comum sentir calores na menopausa, senhora.” “Tá sentindo frio, não? Hoje o dia está horrível.” “Na minha terra, ursos polares e criogenia são coisas comuns.” “E o tempo, hein?” “Carambaaaaa! Eu soube. Bafão, hein? Ba-fão! Pior é que foi um escândalo isso, vazou e tudo. Não se pode mais confiar em ninguém atualmente.” Essas pessoas deveriam passar um dia em Curitiba. Meu, um dia em Curitiba muda a sua concepção sobre o tempo. Lá chove, faz sol, neva, cai granizo (se bobear, até granito), venta pra caramba em um período de 10 minutos. Bizarro. Tenho pena dos noticiários locais que precisam passar a previsão do tempo para aquele lugar.
Escrito por Sara 8:) às 5h02 PM
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Quadro de Karabekian (Parte 2)
- Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa? Uma observação tão pequena foi capaz de conseqüências tão arrasadoras porque a matriz espiritual do bar do hotel estava no que eu gosto de chamar de condição pré-terremoto. Forças incríveis estavam trabalhando em nossas almas (...) Uma das forças, certamente era a cobiça por dinheiro que infestava tantas pessoas no bar do hotel. Elas sabiam o quanto Rabo Karabekian havia recebido por seu quadro e também queriam cinqüenta mil dólares. Poderiam se divertir um monte com cinqüenta mil dólares, ou pelo menos achavam isso. Mas elas tinham que ganhar dinheiro do jeito difícil, apenas alguns poucos dólares por vez. Isso não estava certo. Outra força era o medo que essas mesmas pessoas tinham de que suas vidas pudessem ser ridículas, de que a cidade toda pudesse ser ridícula. (...) - Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa? Perguntou ele a Bonnie MacMahon. Bonnie MacMahon explodiu. (...) - Ah, é? – disse ela. – Ah, é? (...) - Você não acha Mary Alice Miller grande coisa? – perguntou. – Bem, eu não acho a sua pintura grande coisa. Já vi quadros melhores pintados por crianças de cinco anos. Karabekian desceu do banco alto para poder encarar todos aqueles inimigos de pé. (...) - Escute... – disse ele, muito calmamente -, eu li o editorial contra a minha pintura em seu maravilhoso jornal. Li cada palavra das cartas ofensivas que vocês foram tão atenciosos de mandar para Nova York. Isso constrangeu algumas pessoas. - A pintura não existe antes de eu fazê-la – prosseguiu Karabekian. – Agora que ela existe, nada me faria mais feliz do que vê-la reproduzida muitas e muitas vezes, e vastamente melhorada, por todas as crianças de cinco anos da cidade. Adoraria que seus filhos descobrissem, de um jeito agradável e divertido, o que eu levei muitos anos furiosos para descobrir. - Agora, dou-lhes minha palavra de honra – continuou – de que o quadro do qual a cidade de vocês é proprietária mostra tudo o que realmente importa na vida, sem nada ter sido deixado de fora. É um quadro sobre a consciência de cada animal. É o cerne imaterial de cada animal, o “eu sou” para o qual todas as mensagens são enviadas. É tudo aquilo que está vivo em cada um de nós, num rato, num cervo, numa garçonete de bar. É inabalável e puro, independente de qualquer aventura absurda que venha a nos acontecer. Uma pintura sagrada do Santo Antônio sozinho é um facho de luz vertical inabalável. Se uma barata estivesse perto dele, ou uma garçonete de bar, o quadro mostraria dois fachos de luz. Nossa consciência é tudo o que está vivo e que talvez seja sagrado em cada um de nós. Todo o resto é maquinário morto. - Acabei de ouvir desta garçonete de bar aqui, deste facho de luz vertical, uma história sobre o marido dela e um idiota que estava prestes a ser executado em Shepherdstown. Muito bem... deixem uma criança de cinco anos pintar a interpretação sagrada desse encontro. Deixe essa criança de cinco anos arrancar a idiotice, as grades, a cadeira elétrica à espera, o uniforme do guarda, a arma do guarda, os ossos e a carne do guarda. Qual é esta pintura perfeita que qualquer criança é capaz de pintar? Dois fachos de luz inabaláveis. O êxtase floresceu no rosto de Rabo Karabekian. Outras parte do livro no post Livros 2008 - #10: Café-da-manhã dos Campeões
Escrito por Sara 8:) às 5h03 PM
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Quadro de Karabekian (Parte 1) Cumprindo a promessa (?), a parte do discurso do Karabekian sobre esse quadro aqui. Catei o e-book, mas não achei. Apenas as primeiras páginas. Quem tiver a fim de conferir o estilo, tá aqui. Suprimi algumas partes com (...), ou não terminaria a digitação tão cedo. “E também fiz, no meu tampo de mesa de fórmica, uma réplica invisível de uma pintura de Rabo Karabekian, intitulada A tentação de Santo Antônio. (...) A obra original tinha seis metros de largura e cinco de altura. O campo era Abacate havaiano (...). A listra vertical era fita adesiva cor de laranja luminosa fosforescente. Esta era a peça de arte mais cara (...). O preço da tela era um escândalo. Foi a primeira aquisição para a coleção permanente do Centro Memorial de Artes Mildred Barry. Fred T. Barry, o presidente do conselho de administração da Barrytron Ltda., havia desembolsado cinqüenta mil dólares do próprio bolso pelo quadro. A cidade de Midland ficou indignada. (...) ... Então fiz Beatrice dizer o seguinte a Rabo Karabekian no piano-bar: - Vou fazer uma confissão trrível, eu não faço idéia de quem foi Santo Antônio. Quem foi ele, e por que alguém quereria tentá-lo? - Não sei e detestaria descobrir – respondeu Karabekian. - Você não tem utilidade para a verdade? – perguntou Beatrice. - Você sabe o que é a verdade? – replicou Karabekian. - É uma coisa maluca em que meu vizinho acredita. Se quero fazer amizade com ele, pergunto no que ele acredita. Ele me diz, e eu respondo “Pois é... isso é verdade”. ... Eu não tinha respeito algum pelo trabalho criativo nem do pintor nem da escritora. Achava que Karabekian e seus quadros sem sentido haviam se envolvido numa conspiração com milionários para fazer as pessoas pobres se sentirem idiotas. (....) ... Rabo Karabekian pediu que Bonnie MacMahon lhe contasse alguma coisa a respeito da garota adolescente na capa do programa do Festival de Artes. Ela era o único ser humano internacionalmente famoso na cidade de Midland. Era Mary Alice Miller, a Campeã Mundial de Nado Peito de Duzentos Metros Feminio. Bonnie disse que ela tinha apenas quinze anos. (...) E Bonnie MacMahon contou a Beatrice e a Karabekian que o pai de Mary Alice, que era membro da comissão condicional de Shepherdstown, havia ensinado Mary Alice a nadar pelo menos quatro horas por dia, todos os dias, desde seus três anos de idade. Rabo Karabekian pensou nisso e depois disse em voz, para que muitos pudessem ouvi-lo: - Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa? (...) ...
Escrito por Sara 8:) às 5h02 PM
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Picasso Ontem eu estava mal. Mané ontem. Ontem E hoje. Estácio e sua costumeira e contumaz desorganização de começo de aulas, alunos falando de disciplinas que ainda não cursei, a sensação cíclica que não farei nada de proveitoso na vida, a mediocridade pairando no ar... Eis que vejo agora um trabalho de uma disciplina on line (absurdo pagar o mesmo preço por uma aula não presencial) e tenho a certeza que estava certa: Descreva e identifique os detalhes visuais da obra “Três Músicos” de Pablo Picasso, com propósito interpretativo em relação ao título. O que você vê nesta pintura? Atividade 1: Analise as formas, cores, texturas e padrões e categorize-os como sendo colados ou pintados. - Que cores ou formas têm texturas ou padrões que parecem com pedaços de papel? - Quais formas parecem coladas? - Quais formas ou cores parecem pintadas? Neste contato com Picasso, o que você sugere para a criação de uma colagem? Atividade 2: Analise a pintura, relacionando abstrações com a figura humana. - Que artifício o artista empregou para imprimir, em cada face, um desenho similar? - Todas as faces têm máscaras? Como ele ao mesmo tempo pintou cada face diferente? - Como ele representou os braços de cada figura diferentes da outra? - O que os trajes acrescentam à pintura? - Como Picasso manteve as pernas dos homens e as pernas da mesa separados? - Por que você acha que Picasso adicionou formas geométricas em torno dos três homens? Sorte (?) que minha imaginação para explicação de quadros é à la Rabo Karabekian*. *Trecho do livro amanhã. Ou não, claro.
Escrito por Sara 8:) às 2h40 PM
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Ônibus – coisas que irritam (parte 3) 22. Mochila nas costas é algo irritante. Não basta o corredor lotado de humanos (?)?! Pra diminuir mais ainda o já diminuto espaço para a passagem, as pessoas ficam com a mochila nas costas, à la tartarugas. Não ninjas, claro. 23. Alguns beócios sentam lá na frente, quase no colo do motorista, só pra terem o prazer de gritar ESPERA AÊ QUE EU TO DESCENDO! *Ódio*. Se vão descer, pq não levantam logo? Não, não. Eles precisam sacanear todo mundo. Eles deveriam levar uns choques só pra aprenderem a deixar de ser bestas. 24. Basta a temperatura descer um tiquinho ou chover meia gota que o povo cerra as janelas do ônibus. TODAS as janelas. E claro, CLA-RO que pelo menos três pessoas tossirão, espirrarão e manifestarão ter alguma doença. Fico logo cabreira, imaginando a quantidade de coisas ruins espalhadas em um ambiente hermeticamente fechado e infecto. Argh! 25. Tem gente que não se contenta em dar o sinal para descer. Os caras apertam a campainha umas dez vezes e ainda gritam desesperadamente “vou descer no próximo, piloto!”. Gritam várias vezes a mesma coisa, claro. Eles sentem satisfação em fazer isso. Só pode. 26. É chato aturar pessoas que chamam os motoristas de ônibus de “piloto”. Putz! Tá em helicóptero? Tá em avião? Então não chame o motorista de “piloto”, caramba!
Escrito por Sara 8:) às 1h30 PM
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Ônibus – coisas que irritam (parte 2) 14. Gente com mau gosto olfativo deveria se obrigada a usar desodorante sem perfume. Fora de brincadeira, aturar odores nauseantes já de manhã cedo é dose! Pra piorar, os maus cheiros se fundem num troço que deixaria aquelas marginais fedegosas de Sampa com inveja. 15. Ônibus no verão é a própria sucursal do inferno. Um monte de gente suada, fedida, com as axilas pingando, totalmente aglutinada. Ecaaaa! E sempre SEMPRE há a “mulher da toalhinha”. A criatura passa a porcaria da toalha no corpo todo, assoa o nariz e encosta aquela porcaria nos outros passageiros. Dá pra ter vertigens só de imaginar. 16. Vá tamborilar os dedos na tamborinlolândia! Não é legal quando o cara que está com o celular nas alturas começa a tamborilar. Nem quando as pessoas com gosto duvidoso se empolgam e além de cantar o pagode famigerado, resolvem tamborilar perto de você ou atrás do banco onde você miraculosamente conseguiu sentar. 17. Eu não sou psicóloga. Se fosse, não faria consultas grátis no meio do ônibus. Mas é claro que a pessoa problemática não liga pra isso. Ela começa a contar todas as desgraças da vida e quer que você responda. Mesmo que esteja com fones de ouvido. Mesmo que sustente o ar de desinteresse total. Ela não sossega enquanto você não emite uma opinião. Não sossega enquanto você não conversar com ela. Não sossega enquanto a conversa não for animada e empática. 18. Na frente do ônibus, há o número e o destino dele. No ponto, nego já começa a perguntar: qual ônibus passa no Chimbobó. Você diz que o 123 passa em Chimbobó. O 123 surge no horizonte, ostentando “Chimbobó” lá no alto. A pessoa sobe no ônibus e pergunta para o motorista: “Esse ônibus passa em Chimbobó?”. Ele responde que sim. A pessoa vira então, para meia dúzia de gente e repete a pergunta, com ar meio assustado/duvidoso. Depois de ter certeza que a porcaria do ônibus passa em Chimbobó, ela começa a inquirir quanto tempo falta pra chegar. Depois de exaurir quem está próximo, ela começa a questionar se há um viaduto verde depois da pracinha, no ponto de Chimbobó... 19. Não sou miss bodega nenhuma, mas cara, como tem gente feia nos ônibus! Putz grila! Medonho. Feio é pouco. Gente feia E estranha. Você vê cada coisa... 20. Idosos. Nada contra os idosos. As senhoras lá da igreja me adulam (pq eu falo meia dúzia de besteiras pra elas) e vice versa, mas idoso em ônibus é o ó. Parece que liberam os portões dos asilos no horário que as pessoas estão indo ou saindo do trabalho. Basta você sentar (miraculosamente, não se esqueça), que o coletivo pulula de senis que resolvem parar bem na sua frente. 21. Ainda na linha milagre: se você sentar, as pessoas tentarão grudar em você. Sim, basta sentar e logo tem alguém se atirando loucamente e com sofreguidão. Teletransporte, pleeeeeeease! (Aceito sugestões de coisas que te irritam nos ônibus).
Escrito por Sara 8:) às 1h44 PM
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Ônibus – coisas que irritam Eu pego quatro ônibus por dia. Não consigo parar de pensar em todo tempo da minha vida que perdi em coletivos. Pelo nome percebe-se que não é algo profícuo: “coletivo”. Por acaso você escolhe a coletividade que dividirá o espaço com você? Não. Só por isso já é possível notar que andar de ônibus não é algo bom. Abaixo, algumas situações corriqueiras que tiram totalmente minha paz de espírito: 1. Você dá sinal e o motorista desventurado para trocentos metros antes. Ou depois. Você corre pq está atrasado e precisa pegar logo o transporte. O desditoso motorista dá ré, engata a primeira ou qualquer coisa que tire o ônibus da tua frente e te faz andar desesperado atrás dele. 2. Na tentativa de usar algo que aprendeu em casa, você usa a educação. “Bom dia/ boa tarde/ boa noite". E claro, o motorista não responde. Se bobear, ainda reclama. 3. Você, que usa o cartão fornecido na empresa, fica empacado nas escadas da porta de entrada, pq a tiazinha cata as moedas na bolsa gigante ou o tiozinho resolve pagar a passagem com uma nota de R$ 50,00. 4. Enfim você consegue passar o cartão. E pra variar, há uma pessoa com abastada quantidade de tecido adiposo trancando a roleta. Ou um cara com marra de bad boy. Ou uma magrelinha com cara triste. Essas pessoas atravancam o caminho e atrasam a viagem. 5. Depois que você passa da roleta, percebe que o ônibus parece bem mais lotado. Aí, começa a briga para achar um lugar para colocar os pés e um lugar pra se segurar. 6. Aproveitando o pouco espaço, os tarados passam se esfregando em todas as mulheres. 7. Celulares deveriam ser proibidos nos ônibus. Meu, ninguém personaliza a porcaria do toque? Hoje qualquer um tem celular com MP3. Não posso crer que todos usam o toque padrão. Aí, você está no ônibus e um celular qualquer toca um som padrão qualquer, que mesmo sendo padrão, varia de um telefone para o outro. TODO MUNDO começa a revirar bolsas e bolsos procurando o aparelho, com ar diligente. Sim, deveras diligente. Parece que o mundo acabará se não acharem o telefone. RAIOS! Ninguém conhece o toque do próprio celular?! 8. Dae, alguém atende e começa a GRITAR. ALÔ! ALÔ! TO NO ÔNIBUS, PASSANDO EM FRENTE A PADARIA. VOU DESCER EM FRENTE AO MERCADINHO DA ESQUINA E PEGAR O 789, PRA PASSAR NA... Irritantemente, a pessoa gritará durante a maior parte do seu trajeto. E a conversa nunca parece ser proveitosa. Pior é quando decidem brigar com quem está do outro lado da linha. 9. Sempre tem alguém ouvindo uma música altamente duvidosa no celular. Pq essas pessoas não usam fone de ouvido?! Pq isso tira o prazer em atormentar outrem, colocando um pagode, um funk ou um forró (todos com letras horrendas) no último volume. Tortura. Tortura. 10. O motorista parece ter estudado todas as leis de Newton (inércia, dinâmica, ação e reação) só pra sacanear os passageiros. Sim, pq o dito cujo passa as marchas igual a cara e todo mundo é arremetido pra tudo que é lado, de forma abrupta. É massa, velocidade e aceleração numa combinação perigosa. 11. Gente enorme nos ônibus chamados de “micro”. É micro mesmo! Se alguém mais gordinho passar, fica entalado. E sempre tem gente grande passando. Ou gente magra com sacolas variadas. Dois corpos podem SIM ocupar o mesmo lugar no espaço, se esse espaço for um ônibus. 12. Sempre tem alguma mulher sentada que se prepara como se fosse pra descer do ônibus. Elas colocam a bolsa em posição de saída (quem anda de ônibus conhece bem o tipo). Você fica esperançoso, achando que finalmente sentará, mas a monstra faz isso só pra aguçar suas pernas cansadas. Se bobear, descem quase no ponto final. 13. Maximizando tudo isso aí e mais um pouco, engarrafamentos e congestionamentos terminam de ferrar o já ferrado juízo. Alguém pode, por favor, descobrir como a gente se teletransporta? Obrigada.
Escrito por Sara 8:) às 12h57 PM
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Instruções para os meus amigos 1. Estique o braço direito. 2. Estique o esquerdo. 3. Coloque a mão direita em cima do ombro esquerdo. 4. Coloque a mão esquerda no ombro direito. 5. Agora aperte. 6. Seja feliz, pq eu gosto muito de você e quero que você seja feliz. Ótimo dia do amigo pra você.
Escrito por Sara 8:) às 1h34 PM
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Teatro municipal: 100 anos. Sara: 100 crédito. Ontem foi a comemoração do Teatro Municipal, aqui no Rio. A frente do prédio está linda, com vitrais e nova pintura. A apresentação do coral foi um desbunde. Dentre as músicas, a Marselhesa e bolero de Ravel. Tirando um tenor e uma soprano (eles têm extensão vocal, treinam muito e tra lá lá lá lá, mas eu não gosto de gente gritando desse jeito), foi um show. Fiquei no apartamento de uns amigos e a dona da casa foi fazer comida lá pra meia noite. Ajudei e fiz o macarrão, totalmente desacreditada pelos presentes, que comeram. Repetiram. Elogiaram. E ficaram surpresos. Ai, ai... Enfim, algumas dicas simples da Ana Maria Brega, que não cozinha lá essas coisas, mas sabe o básico: - Quando fizer macarrão, deixe a água ferver antes de colocar óleo e sal, pq eles retardam a fervura. - Doure a cebola antes do alho, pq ele doura mais rápido e vai queimar se você colocar os dois juntos. - Se usar orégano (delícia!), não jogue direto na panela. Coloque um pouco em uma mão (ambas devem estar secas) e com a outra, macere o orégano. Exemplificando, pra ficar mais fácil: coloque as palmas das mãos pra cima. Ok. Agora encoste as duas. Ok. Agora friccione. Ok. Basta fazer isso com o orégano. Pq? Pra liberar odor e sabor. Faz uma diferença abissal. - Se gostar de mussarela (de acordo com a etiqueta do mercado) ou muçarela (de acordo com um programa de perguntas e respostas do Sílvio Santos), coloque um monte quando o molho já estiver pronto. Espere o queijo derreter todo (mexendo pra misturar bem com o molho) e coloque o macarrão. Delícia. Vocês já devem saber disso aí, mas enfim... A dona da casa falou que eu preciso voltar mais vezes pra cozinhar e uma amiga disse que a outra nunca repete e ela repetiu. E cá entre nós, eu não sei cozinhar. Mas do jeito que as pessoas falam, daqui a pouco falei meu próprio programa de culinária, à lá Larica Total... P.S.: agora fiquei com fome.
Escrito por Sara 8:) às 4h35 PM
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Chuchu Domingo minha mãe pediu que eu fizesse chuchu. Geralmente faço macarrão, pq segundo ela, eu faço o melhor macarrão lá em casa. Suspeito que ela quer que eu cozinhe e adula para que eu faça. Enfim, descasquei o chuchu e cortei em cubinhos, perguntando mentalmente se não existe uma máquina que deixe os vegetais em cubos. Respondendo mentalmente que se não existe, deveriam inventar. Coloquei o chuchu pra cozinhar com um pouco de manjerona na água só pra dar um cheirinho bom. Fiz o refogado separado. Minha mãe apareceu reclamando. Detesto cozinhar com platéia, pq sempre reclamam. Quando comem sem ver o processo, elogiam. Quando meus pais assistem, é reclamação na certa. Mãe: Sara, você faz o refogado, depois acrescenta o chuchu, o molho e cozinha tudo junto. Eu: Bem, tá errado, mas já tá feito. De noite, meu pai foi jantar. Não sabia que eu tinha feito o chuchu. Pai [empolgado]: mas que chuchu gostoso! Parece até chuchu que eu comia no interior! Mãe: Foi a Sara quem fez. E eu disse que ela fez errado, pq (ela explicou o processo), mas parece que ela está virando uma cozinheira de mão cheia! Lição de vida para uma pessoa sem fé em si mesma: tenho que colocar na cabeça que se eu fiz um CHUCHU (a coisa mais sem graça do reino dos vegetais) ficar bom, eu posso fazer quase qualquer coisa. Ou não, claro.
Escrito por Sara 8:) às 12h20 PM
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Wanderlust Esse é o nome da síndrome que eu tinha, mas não sabia nomear. Quase pirando de tédio em um escritório sem janelas, Wanderlust* ataca novamente. PRECISO viajar. PRECISO conhecer lugares novos. PRECISO conhecer gente nova. A mesmice cansa e me deixa pirada e até deprimida. * De acordo com a Wikipédia: “Wanderlust é uma expressão derivada do alemão: ‘’wandern’’, ‘’a vagar’’, e ‘’Lust’’, ‘’desejo’’. É comumente definido como um forte desejo de viajar, ou de ter um forte desejo de explorar o mundo. Não é somente um simples desejo, é uma sensação que toma todo o corpo e a mente, e em uma seqüência de fatores, incluem-se uma sensação de desconforto nas pernas, nos músculos, e aquele desejo incontrolável de ir, de seguir um rumo qualquer em direção ao desconhecido ou a algum lugar que se vá encontrar algo novo, que é a razão daquele desejo de ir”.
Escrito por Sara 8:) às 3h16 PM
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Verdades da vida Quem usa camisetas atarracadas com as palavras “sexy” ou “chic” escritas em lantejoulas NÃO É sexy nem chique. Geralmente é uma mocréia gorda usando chinelo com adornos plásticos gigantes, de um mau gosto absurdo; com cabelos desgrenhados; unhas com esmaltes escuros descascando; saias de tecidos duvidoso, com estampa de oncinha, zebrinha ou um floral bem chamativo. Ou são mulheres mais ou menos bombadas; sem um pingo de classe, estilo, elegância ou sofisticação; do tipo que têm cara de quem pega sol na laje enquanto ouvem músicas que depreciam o sexo feminino. Pronto, falei.
Escrito por Sara 8:) às 9h00 AM
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De férias em casa, surtando pra escrever outro artigo Mãe: Fulando deve ter ido dormir feliz. Já levou uns coices hoje. Eu: coice nenhum! Pai: Se isso não foi coice, nem quero estar perto quando ela resolver dar um coice. Só o vento vai me derrubar! Mãe: Ela hoje está ligada em 220. Pai: 220?! 780! É o máximo que pode ser usado. O máximo que eu já vi usar nas indústrias é 440. A Sara é 780.
Escrito por Sara 8:) às 1h08 AM
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Boy (lendo uma reportagem na internet): ó: inteligência é afrodisíaco, dizem pesquisas. Eu: Tá. Vê se tem alguém querendo dar pro Stephen Hawking...
Escrito por Sara 8:) às 12h02 PM
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o_O *Indicação visual* - Que foi? *Indicação visual apontando para a mulher de calça caída e calcinha aparecendo* - Puuuuuutz! Huahuahuahuahuah! - Cara, fala sério... Como é que ela sai na rua desse jeito? - Muito sem noção, meu! - Demais! E essa calcinha de fora? - Huahuauhuahua! Deve ser cega, só pode! Meu, muito ridículo! - Sem noção nenhuma, olha isso. E tá crente que tá pagando de gatinha! - Affe, não sente que tá com a b*nda e essa calcinha estranha toda de fora? - Sei lá, sei que eu é que não sairia de casa assim! Eca! - Cada uma... - Hahuhauhauhuahuah! [A risada cessa bruscamente] Nossa... Ei, ela é cega! - Só pode, afinal, para sair assim de casa, TEM QUE ser cega! - Não, não... Olha a bengala. Ela é MESMO cega! *choque* - Mas não tem ninguém acompanhando? Sei lá, ela pode ser cega, mas não sente a b*nda toda de fora? Cegos têm os outros sentidos mais apurados, inclusive o tato! - Sei lá, meu, sei que a gente tá zoando uma cega! - Aiiii, agora eu tô com peso na consciência... - ... - ... Ficamos mal um bom tempo. Estarrecidos. Dica: não saia com a metade das nádegas do lado de fora. Você pode não ver, mas os outros, sim. o_O
Escrito por Sara 8:) às 1h17 PM
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Mais que coisa!!!! (sic) É feio o que eu vou digitar agora, mas é a mais pura verdade: quem está fazendo faculdade e troca MAS com MAIS e exclama loucamente assim, ó: (gent!!!!! Que coisa legal!!!! To mt emocionada!!!!!!!!) não tem credibilidade comigo. Não tem. Quem lota o orkut alheio com mensagens de ursos gigantescos tremeluzentes, com frases de auto-ajuda que terminam em “mande pra todo mundo que você ama” não tem um papo interessante. Quem fica com o orkut lotado dessas coisas tremeluzentes que terminam em “mande pra todo mundo que você ama” não concatena os pensamentos muito bem. Quem envia corrente ou piadas em N slides é idiota. Sério. Alguns são especializados em lotar a caixa alheia com slides e correntes e principalmente, correntes feitas em slides de powerpoint. Duvidam? Então façam o teste. Achem um ser que troca mas por mais, que exclama loucamente e que manda slides ou scraps idiotinhas e tentem manter um diálogo profícuo. . . . Eu avisei...
Escrito por Sara 8:) às 1h02 PM
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Ideia. ARGH! Eu detesto a reforma ortográfica. Mas o que me deixa mais frustrada/indignada é o corte do acento na palavra idéia. Esse acento não é um simples acento. Ele representa uma lâmpada, um “plim”, um FINALMENTE TIVE UMA BOA IDÉIA! A falta de acento tira todo o “fator eureka” da coisa. E o pior: temos que escrever ideia desse jeito sem graça, essa coisa macarrão-sem-molho-sem-sal-sem-tempero-nenhum. ¬¬
Escrito por Sara 8:) às 11h53 AM
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You were there when I needed you No começo da faculdade alguém perguntou minhas notas. Quando eu disse, ele retrucou: - Parece um cara aí que só tira dez. Em tudo. - EM TUDO?! - Em tudo. Inteligente pra caramba... Pensei: se alguém consegue, eu devo tentar. Pq não? De medíocre, já basta minha vida. Desde então, quero tirar a maior nota em todas as matérias. Não por arrogância ou por achar que sou melhor que alguém. Mas cacildas, eu sei o que é se lixar. Na antiga faculdade foi assim. Dessa vez, curto a maioria das coisas que estudo (as teóricas, pelo menos) e quero sim, ter padrão classe A. Enfim, a questão é que esse cara era o melhor aluno da Estácio. Não pelos 10 (uma pessoa não pode ser definida como “boa” só pelas notas), mas por ser bom de forma holística. Culto, inteligente, criativo, engraçado, cdf pacas... E calhou dessa criatura me conhecer um tempo depois. E calhou dele ser Jó - versão ultimate e resolver aturar meus surtos esse semestre. Pq gente, há algo MUITO errado com o mundo. Há algo muito errado com quem deixa pessoas que não escrevem direito darem aulas. Há algo muito errado com alunos que acham que a leitura deve ser vinculada às provas. Há algo muito errado em pagar uma faculdade e nem ir assistir as aulas ou não ligar a mínima. Há algo muito errado e parece que ninguém percebe (bem, vocês percebem, meus caros, mas a maioria está geograficamente distante). Entre uma reclamação e outra, entre um surto e outro, entre um “eu não vou conseguir fazer essa porcaria”, ele estava lá. E sem me dizer “calma” (se quiser me deixar mais nervosa, diga “calma”. Nêmesis total...). Aturou até as esquizofrenias pré-provas. Pq eu fico mucho loca. Dá um branco danado, eu fico agitada, grito... Exemplificando: aí, Fu (apelido carinhoso para Foucault), fala daquela parada... Do panóptico. Aí, tipo, o cara olha e... Pior é que quando estou nesse estado crítico, eu consigo explicar a matéria de forma inteligível para os demais. “Sara, não entendi a matéria. Me explica?”. “Então, sabe aquela parada que ele fala? Então, essa merda serve pra bla bla bla”. “Ahhhh! Agora eu entendi. Fica fácil assim”. To perdendo o foco... A questão é: se eu não surtei completamente (sim, eu surtei um pouco. Exemplos? “professor, sua aula é chata pra kct, a matéria é chata pra caramba, é o ó PENSAR em vir pra cá assistir isso. ARGH”. E: “Qual é o seu método de ensino? Esse negócio de copiar textos mal escritos no quadro não dá certo, professora.”), foi graças a essa criatura, que tentou manter o fiozinho de sanidade que está prestes a partir. E o melhor: não se ofereceu pra fazer os meus trabalhos, sabendo que eu ficaria no mínimo, indignada. Só ficou por perto dizendo “você consegue. Vai dar tudo certo.” Digressões à parte, obrigada. Mesmo. “Agora você vai embora e eu não sei o que fazer. Ninguém me explicou na escola. Ninguém vai me responder.”
Escrito por Sara 8:) às 11h40 AM
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Gosma (parte 2) Não satisfeita em olhar o site, fui até a loja do Boticário conferir a gosma ao vivo. Não satisfeita em ir sozinha, arrastei meu amigo para externar minhas impressões (não que eu não externe impressões quando estou sozinha, mas o povo acha meio doido quem fala sozinho). Enfim, há uma gosma azul que consegue ser PIOR que a gosma laranja no site/outdoor/etc. E olha que eu gosto da cor azul... Pra piorar, alguns produtos da linha causam repulsa. Mas nem pagando alguém em sã consciência deve ter vontade de usar aquilo... Os translúcidos são bacanudos, passam a idéia de fescor e tals, mas fizeram um creme azul claro que ergh! Não dá pra ter vontade de usar. E um meio preto/meio vinho/meio cor de sangue pisado? O ó. Erraram na mão não só na campanha, mas também na elaboração de alguns produtos. Bora usar Avon, Natura ou outra coisa qualquer e deixar isso aí pro Nimbar*. *Nimbar era uma gosma gelatinosa alienígena do seriado trash “Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills”, que o SBT exibia. Não achei foto da gelatina que certamente curtiria a publicidade da nova linha do Boticário, mas dá pra ver o Nimbar aqui e ainda conferir os vídeos dessa série cheia de (d)efeitos especiais.
Escrito por Sara 8:) às 3h45 PM
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Gosma Apesar de estudar publicidade, não estou aficionada em olhar todas as campanhas que rolam por aí. Tão pouco estou apta ainda para produzir peças (não tive aulas de corel e photoshop. Se for professor obtuso desse semestre, to frita!). Porém, algumas coisas são chamativas demais. Não por serem boas, mas por entrarem na categoria quem-criou-essa-m-e-como-o-cliente-aprovou-essa-insanidade?! Coisas que até que nunca estudou NADA de publicidade percebe. Sem brincadeira, olhem aqui e me digam QUEM em sã consciência fica compelido a usar um produto que parece uma gosma. E putz! O site coloca a gosma BORBULHANTE! Deve ser algum tratamento pra Fiona e Shrek. Só pode...
Escrito por Sara 8:) às 2h35 PM
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Hã? Esperei ansiosamente para receber a prova de comunicação empresarial. A professora é tão ruim, mas tão ruim que nem sabe enrolar minimamente quando dá aula. Além de escrever mal, falar mal, ela consegue exibir como é [ironia mode on] BOA através da prova. Ó: “2ª Questão – No texto Caminho das Pedras da Comunicação (Gomes de Matos, G) aprendemos que aceitar que a habilidade de escutar está relacionada à capacidade auditiva e que pensamos que nós escutamos bem a maior parte do tempo e o que escutamos é o que em geral foi falado, são conceitos errôneos. Rediga um texto explicando tal afirmativa.” Além da citação em formato amalucado, das frases emboladas, dos vários “que”, a superação é o “Rediga um texto”. Vou repetir: REDIGA um texto. Sim, a palavra “rediga” existe, mas nesse caso, a questão é a criatura trocar o G pelo J: “jirafa” (sic). “Rediga um texto”... Céus! O restante das questões tem a pontuação totalmente esquizofrênica. Eu quase surtava a cada aula. Reclamei com ela, com a coordenação e nada aconteceu. Eu PAGUEI pra assistir uma coisa (m#rda) com esse nível. ARGH! 1. Quem não sabe escrever não deve ser professor de comunicação. 2. Quem não sabe pontuar deveria morrer sem ar (essa foi só pra rimar). 3. COMO uma criatura dessas vira professora de universidade? 4. Alguém está brincando com a minha (já abalada) sanidade... P.S.: Só de sacanagem, usei na prova palavras como ininteligível, idiossincrático, profícuo, holístico etc. Não que eu seja boa, mas com certeza, qualquer um com meio neurônio redige (não redije, argh!) um texto melhor que o dela.
Escrito por Sara 8:) às 11h20 AM
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Agora é oficial: pra ser jornalista não precisa ter diploma. Entrei pra fazer jornalismo. Um professor me fez optar por publicidade, graças à aula em clima de velório. Ele falava só das agruras da profissão enquanto o de publicidade mostrava N possibilidades. Ainda bem que desisti do jornalismo. Leia aqui.
Escrito por Sara 8:) às 9h14 AM
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Não dormi fazendo trabalho anteontem (acho, pq já perdi a noção do tempo). Agora eu acredito nas (raras) pessoas que dizem isso. Mais de 24 acordada. Semestre cruel.
Escrito por Sara 8:) às 10h44 AM
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Enrolem tudo com plástico bolha! Voltei para a auto escola (sem hífen ou com? Droga de novas regras). Sim, ainda não tenho carteira de motorista. O antigo instrutor era chato que doía, eu só podia treinar aos sábados e ele ficava no celular o tempo todo, conversando com a amante. Um despautério. Quando eu reclamava dos pedestres malucos que se atiravam no carro, que atravessavam sem olhar para os lados em com sinal aberto, ele dava uma de paz e amor, não reclame e blá blá blá. Irritante. Segunda eu comecei em uma AE aqui em frente ao trabalho. Como estava sem minha identidade, treinamos numa ruazinha morta. Ontem, o cara já sabendo que eu ainda não domino a parada (eu disse “sou uma m*rda na direção”. Acho que isso explica meu nível), me fez dirigir em ladeiras engarrafadas. Ô aula divertida! O cara é neurótico. Buzina loucamente, xinga os outros motoristas, mete a cabeça pra fora do carro pra reclamar de quem atravessa com sinal fechado, me deixou “correr” ladeira abaixo e tudo mais. Ele: olha só que mulher lesada! Nessa rua estreita, ela quer tirar as coisas do carro com a porta aberta na RUA, não dá pra gente andar direito. Pq ela não tira as coisas pelo outro lado?! Eu: pq ela burra ou quer mostrar a bunda pros outros. (Detalhe: carro emparelhado com o da mulher, vidros do carro que eu dirigia abertos) Ele retruca: Ninguém quer ver essa bunda feia, não! Vai pro outro lado e libera a passagem! Cômico. Muito cômico. Agora essa carteira sai, ou eu não me chamo Cleotrércia. P.S.: To rindo muito com isso aqui que me mandaram por mail: Cidade Alerta, Datena chega e fala: - Olha isso, olha irresponsabilidade! Veja só, essa psicopata sobre rodas, atropelando um caminhão de gasolina enquanto ri! Isso é coisa de louco, uma barbaridade! Acompanhe. Hauhuahahuahuahuauhauhauhauhauhauhauhuaha
Escrito por Sara 8:) às 10h30 AM
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Nem Hércules teve tantas tarefas pra fazer Eu odeio excel. Eu odeio a matéria mídia. Odeio mais ainda ter que fazer o trabalho de mídia no excel. O trabalho é gigantesco, chato pra caramba e deve ser entregue na próxima terça. O começo de uma música do Capital Inicial resume bem a situação: “eu não sei o que eu to fazendo, mas eu tenho que fazer”. Hoje deu vontade de correr e gritar aqui no trabalho. A letargia me conteve. Férias. Eu preciso de férias.
Escrito por Sara 8:) às 3h10 PM
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Ter um amigo... ...na vida é tão bom ter amigos / A gente precisa de amigos do peito / Amigos de fé, amigos-irmãos / Iguais a eu e você. Enquanto eu escrevia um post não postado sobre querer hibernar como os ursos, meu amigo-de-tempos-imemoriais-pq-eu-não-tenho-memória disse que queria tomar um Rivotril e apagar durante o feriado inteiro. O outro aguentou minhas reclamações e inquisições a manhã inteira (algo recorrente. Ele gosta de sofrer. Só pode!). E o Mussa* me mandou um diálogo por mail que eu queria ter falado. Eu: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Posso postar e dizer que é seu? Ele: Claro que pode... Depois passa aqui que te forneço a caixa de Prozac... =P Pena que Sampa não é aqui ao lado. Bem, to sem o Prozac, mas o diálogo tá aqui: Pessoa1: ...porque o fulano precisa amadurecer mais... Resposta: ENROLA ELE NO JORNAL. Pessoa1: ??? Resposta: PELO MENOS COM BANANAS E ABACATES DÁ CERTO... *Suspeitamos que somos irmãos de pais e mães diferentes. Temos um lado Hyde que às vezes o Jekyll não consegue controlar. Somos Housinianos e quando nos juntamos... Oh! Hyde floresce com uma acidez incrível. E não ter que controlar Hyde é um alívio. Se não fossem os papos via gmail, um de nós estaria encarcerado e o outro no hospício. P.S.: Se me prenderem, favor me selar na cela do Michael Scofield. =P
Escrito por Sara 8:) às 12h51 PM
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Tenho andado distraída, impaciente e indecisa. E ainda estou confusa. Fim de semestre sinistro. To cansada, não durmo direito, to comendo um monte de porcarias (ontem foi o fundo do poço com biscoito recheado. E nem era um dos meus favoritos da época de vício). Hoje eu quase atropelei um ônibus... To odiando a publicidade. Adoro as matérias teóricas, mas as práticas são de descabelar. To mais improdutiva que animal híbrido. O ó. Nem rola viver da agricultura de subsistência pq o quintal lá de casa não é tão grande. Sinto-me como o Charlie Brown em uma tirinha do Charles Schulz. Antes era cansativo, mas eu dava conta. Dessa vez, fiz duas matérias com pré-requisito (a nova regra aboliu esse hífen? Não lembro. A memória escoa para o buraco negro) sem ter cursado o tal pré-requisito (culpa da Escracho de Sá, que não disponibilizou). Resultado: dependo das pessoas. E depender de alguém é sinistro. O fim do semestre tá soda. Cáustica. Desejo do dia: uma caixinha de prozac. P.S.: alguém aí já leu algo do Douglas Kellner? Não cheguei a ler nenhum livro completo. Apenas dois excertos. Fiquei incomodada com “A cultura da mídia e o triunfo do espetáculo”. O cara cita Debord (radical [claro. Vejam o contexto da coisa], mas interessantíssimo) e faz um paralelo com a sociedade americana atual. Ok. Teoricamente, o cara é um teórico (!). Como raios ele dá a opinião particular sobre o filme “O Gladiador”, por exemplo? E outra: como assim EXCLAMAÇÕES?! Sim, o cara exclama. Ex.: “As extravagâncias dos concertos musicais são cada vez mais espetaculares (e caras!)”. Acho que ele deveria desenvolver essas coisas num blog, pra ter mais liberdade pra exclamar e dar opinião pessoal. Ou não.
Escrito por Sara 8:) às 9h14 AM
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Parece frase de caminhão... ...mas é um axioma recém criado pra todo mundo que está triste. Em especial pro meu amigo: Tristeza é como rameira passadeira: dá e passa.
Escrito por Sara 8:) às 8h48 AM
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Receita contra a monotonia (Copiado e colado do gmail). Amigo: preciso estudar, mas não o farei hoje kkkkkk Eu: C disse isso. Vá fazer algo divertido, então... Amigo: não to com nada divertido pra fazer rs Eu: Pega um filme. Melhor: bebe mta água, enche uns sacos de mijo e atire da janela! Amigo: e depois espero o tráfico tocar a campainha. Eu: Diversão pra família toda!
Escrito por Sara 8:) às 1h36 PM
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Voltei (?) - Ficar um tempão sem escrever aqui é problemático. Primeiro pq perco várias coisas (minha memória é o ó e ler os arquivos antigos ajuda um pouco) e depois, pq não escrevo. Tudo bem, escrevo igual a cara, mas pelo menos articulo minimamente alguma coisa. - O dia da toalha é comemorado em 25 de maio e não 26. Lembrei disso no dia certo e postei um dia depois. - Os fatos narrados a seguir gritam: ESCREVA SOBRE ISSO! > Eu, para a minha mãe: mãe, sabe pq não existe um livro de pérolas em sua homenagem? Mãe: ... Eu: pq não existem tantas árvores assim no mundo. Como diria meu colega: pessoa má, sem coração! Mãe: Sara, você está tão abatida... Precisa comer direito, garota! Eu ouvi que a gripe suína ataca as pessoas que não se alimentam bem. Eu gargalhei por um bom tempo. >> Ano passado, eu, meu irmão e um colega fomos à exposição “corpo humano: real e fascinante”. Era proibido tirar fotos e errr... Claro que eu tirei fotos! Não só de alguns corpos, mas também minhas e deles ao lado dos corpos. (Um dia eu viro ninja). Em casa, já com as fotos no pc: Eu: poxa, meu corpo tá feio. Todo acidentado meu cadáver! O seu tá muito melhor! Ô mãe, vem ver! Mãe (horrorizada): eu não! Não quero ver nada! Eu: Mas o corpo do Denis tá bem melhor! Vem ver o cadáver dele, mãe! Mãe (mais horrorizada ainda): que coisa horrível! Tira isso que eu não quero ver. Irmão: seu cadáver tá legal, sim. Eu: tá nada! Cheio de pinos, ó! O seu corpo tá beeem melhor, ó. Irmão (olhando pra minha mãe): melhor a gente parar com esse papo de meu cadáver/seu cadáver, pq a mamãe tá mal. Eu: po, mãe! Tinha que ver o pulmão todo preto, estragado, a fatia da cara do cara cotada, sem olhos, o... Filhos... Pobres mães! >>> Sabe aquele sujeitinho que só interrompe as aulas para falar sobre coisas absurdamente irrelevantes e idiotas? Então... O cara: Hoje eu acordei fora de si. >>>> Quase dormindo no bus, tentando bolar slogans e títulos pra uma campanha publicitária (matéria complicada num semestre complicado), ouvi coisas que mudaram a minha existência: Mulher #1 para a mulher #2: pq eu comprei um cerular. ceRular! Céus! Que tecnologia nova é essa? O telefone de uma outra mulher toca. E toca ALTO pacas. Ela atende. Mulher #3: amor! Você já acordou já? Eu: não, ele é sonâmbulo. (Foi maior que eu...).
Escrito por Sara 8:) às 11h59 AM
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Enferrujadas Ontem foi a final do Aprendiz, o único programa que eu assistia ultimamente (CQC é muito bom, mas dormir tarde 3 dias da semana e acordar cedo no outro dia é demais pra mim). Mr. Justus-que-cabelo-é-aquele?! mostra a imagem de 4 mulheres: Mulher Maravilha, Oprah Winfrey, Margareth Thatcher e alguém que não recordo. Mr. Justus-que-cabelo-é-aquele?!: vocês reconhecem quantas dessas mulheres? Participantes: Mulher Maravilha, Oprah e a outra eu não sei quem é. Meu, como assim elas não sabem que é a Thatcher?! Mr. Justus-que-cabelo-é-aquele?!: Vocês não reconhecem a Margareth Thatcher? Não sabem que ela foi uma mulher importante? A primeira-ministra da Inglaterra? (Cara de perdidas). Mr. Justus-que-cabelo-é-aquele?!: Qual delas inspira vocês? Participante#1: essa aí que você falou. Desculpe. Não lembro o nome dela. Mr. Justus-que-cabelo-é-aquele?!: Margareth Thatcher. Mas como ela te inspira? Você nem conhecia. Participante#1: Pq num mercado competitivo, com homens, a mulher precisa se impor, blá blá blá. Participante#2: A “Margaretí” me inspira. Pq ela era a mulher de ferro. E é importante... Hã?! COMO ASSIM?! o__O Primeiro, não conhecem a Thatcher. Depois, se inspiram numa desconhecida (??). Pra fechar com chave de ferro, transformam a dama de ferro em mulher de ferro?! Tony Stark se empolgou! P.S.: Por falar no homem de Ferro, Robert Downey Jr interpreta Sherlock Holmes em um filme com previsão de estréia pra 2010. *Medo* *Muito medo*. Minha visão do detetive criado por Conan Doyle era beeeem diferente dessa apresentada no trailer. P.S.2: Wolverine também inspira, pq é sexy, digo, lindo, digo, todo bom, digo, o homem de adamantium! =P P.S.3: Agora consigo usar verdana 10 (a melhor fonte do mundo), mas, não consigo riscar as palavras e sou obrigada a usar "digo". Isso acaba com a graça. Humpf!
Escrito por Sara 8:) às 11h30 AM
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Sim, eu sumi. Volto em breve, se a faculdade não acabar comigo. O que importa é: FELIZ DIA DA TOALHA!
Escrito por Sara 8:) às 4h20 PM
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Livros 2008 - #21 Os Sofrimentos do Jovem Werther Autor: Johann Wolfgang von Goethe Resumo do resumo: Werther ama Lotte, que se casou com Albert. Devido ao amor não correspondido, Werther suicida-se. Sim, a história é triste. Goethe cria um clima intimista na obra. Ficamos compadecidos ao ler o romance. Alguns se compadeceram (e provavelmente se identificaram) tanto que, inspirados pelas cartas de Werther ao amigo, suicidaram-se também. Recomendação: leia, mas não se mate! “O que é o homem, para que se atreva a lamentar-se a respeito de si mesmo? Meu amigo, prometo corrigir-me. Nunca mais, como era meu costume, ficarei a remoer os pequenos aborrecimentos que a sorte nos reserva. Quero gozar o presente e considerar o passado como passado. Você está certo, os homens sofreriam menos se não se concentrassem tanto (e só Deus sabe por que eles são assim!) na lembrança de seus males, em vez de tornar o presente suportável.” (...) “as pessoas de condição elevada mantêm sempre uma fria reserva para com as pessoas comuns só pelo temor de diminuir-se com essa aproximação. Além disso, há os imprudentes que só fingem condescendência para melhor ferir, com sua arrogância, o pobre povo.” “Como a espécie humana é uniforme!” (...) “também os adultos, tal qual as crianças, caminham vacilantes e ao acaso sobre a terra, sem saber de onde vêm nem pra onde vão! Agem sem objetivos determinados e deixam-se governar, como as crianças, por meio de biscoitos, bolos e vara de marmelo. Ninguém acredita que seja assim, mas na minha opinião, não há verdade mais palpável.” “Mas coragem! Um temperamento adaptável tudo suporta... Um temperamento adaptável! Dou risada ao ver que essas palavras me surgiram do bico da pena. Oh! Para mim, bastaria um pouquinho desse temperamento adaptável para fazer de mim o homem mais feliz sobre a face da terra. Como! Outros, com um pouco de força e talento pavoneiam-se diante de mim, imbuídos de doce complacência para consigo próprios, e eu não confio nas minhas forças e nos meus dons? Deus do céu, que tantos dons me concedeu, por que não ficou uma parte, concedendo-me em lugar deles, a confiança em mim mesmo e o contentamento de espírito?” “Nossa imaginação, inclinada por natureza a exaltar-se, e, ainda, excitada pela poesia, dá corpo a uma escala de seres onde ocupamos sempre um lugar o mais insignificante. Tudo o que está fora de nós parece mais belo, e todos os homens mais perfeitos que nós. E isso é natural porque sentimos demasiado as nossas imperfeições, e os outros sempre parecem possuir precisamente aquilo que nos falta. Desse modo, nós lhes concedemos tudo quanto está em nós mesmos e, para coroar a obra, lhes atribuímos também certas qualidades ideais. E assim criamos nós mesmos um conjunto de perfeições que por sua vez cria o nosso tormento. Por outro lado, quando perseveramos em nossos próprios esforços, apesar da nossa fraqueza e dificuldades, avançamos muito mais que os outros, que remam e usam vela: é quando nos igualamos ou suplantamos os demais, que sentimos o nosso verdadeiro valor.” (...) “cada dia compreendo melhor quão insensato é vivermos a julgar os outros por nós mesmos.” “Esses tolos não vêem que a posição não tem a mínima importância, porque aquele mesmo que ocupa o primeiro lugar raramente desempenha o principal papel! Quantos reis são governados pelo seu ministro e quantos ministros são governados pelo seu secretário! Quem é então o primeiro? Ao que me parece, aquele que, vendo mais longe que todos nós, é bastante poderoso ou bastante astuto para dirigir as nossas faculdades e as nossas paixões no sentido da realização dos seus planos.” “Não há tesouro comparável à tranquilidade da alma! Ah! Meu caro amigo, é uma pena que essa jóia, tão bela e preciosa, seja tão frágil!” ““Veja o que você agora representa nesta casa: tudo para eles! Seus amigos lhe têm em consideração e estima, você dá a eles muitos momentos de alegria e supõe que seu coração não poderia viver sem eles. No entanto... Se você partisse, se desaparecesse desse círculo, por quanto tempo sentiriam o vazio que a sua ausência lhes causaria? Por quanto tempo?...” Ah! O homem é tão efêmero, que mesmo onde está verdadeiramente seguro da sua existência, no único lugar em que sua presença produz uma impressão real – na memória e no coração dos amigos – mesmo ali ele vai apegar-se e desaparecer, e logo!” (...) “não são os nossos pedidos impulsivos que farão com que Deus conceda a chuva e o sol.” Uma frase melhor que a outra, não? Do tipo to-maneando-a-cabeça-em-concordância.
Escrito por Sara 8:) às 2h21 PM
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Livros 2008 - #20 O Manifesto do Partido Comunista Autor: Karl Marx Fiquei embasbacada ao ler “O Manifesto do Partido Comunista”. Como é que demorei tantos anos pra ler essa obra?! Como?! Não é à toa que Marx influenciou muita gente boa por aí e até hoje é base pra estudos. A leitura é absurdamente inteligível e com uma verve envolvente. Sem contar o “resumão histórico” que ele faz sobre as transformações burguesas... Babei! No fim do livro, Marx vaticina que a burguesia acabará. Não é o parece, mas quem sabe? Se o feudalismo acabou (Amém, aleluias!), não dá pra prever o que acontecerá na História... Enfim, Se você também ainda não leu, LEIA! [A burguesia] “foi a primeira a mostrar o que pode realizar a atividade humana. Criou maravilhas que nada têm a ver com as pirâmides do Egito, os aquedutos romanos e às catedrais góticas; realizou expedições muito diversas das migrações dos povos e das Cruzadas.” “A história de todas as sociedades que existiram até hoje é a história de luta de classes. (...) A nossa época, a época da burguesia, caracteriza-se, entretanto, por ter simplificado os antagonismos de classe. A sociedade inteira vai se dividindo cada vez mais em dois grandes campos inimigos, em duas grandes classes diretamente opostas entre si: burguesia e proletariado.” “A própria burguesia moderna é o produto de um longo processo de desenvolvimento, de uma série de revoluções nos modos de produção e de troca.” “A burguesia desempenhou na história um papel extremamente revolucionário.” “A burguesia rasgou o véu de comovente sentimentalismo que envolvia as relações familiares e as reduziu a meras relações monetárias.” “A burguesia não pode existir sem revolucionar continuamente os instrumentos de produção e, por conseguinte, as relações de produção, portanto todo o conjunto de relações sociais.” “Através da exploração do mercado mundial, a burguesia deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo de todos os países. (...) As antigas indústrias nacionais foram destruídas e continuam a ser destruídas a cada dia. São suplantadas por novas indústrias, cuja introdução se torna uma questão de vida ou morte para todas as nações civilizadas – indústrias que não mais empregam matérias-primas locais, mas matérias-primas provenientes das mais remotas regiões, e cujos produtos são consumidos não somente no próprio país, mas em todas as partes do mundo.” “A necessidade de mercados cada vez mais extensos para seus produtos impele a burguesia para todo o globo terrestre. Ela deve estabelecer-se em toda parte, instalar-se em toda parte, criar vínculos em toda parte.” “Toda luta de classes é uma luta política.” “O objetivo imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os demais partidos proletários: constituição do proletariado em classe, derrubada da dominação da burguesia, conquista do poder político pelo proletariado.” “A abolição das relações de propriedade que até agora existiram não é característica distintiva do comunismo. Todas as relações de propriedade estiveram sempre submetidas a uma contínua modificação histórica. A Revolução Francesa, por exemplo, aboliu a propriedade feudal em favor da propriedade burguesa. O que caracteriza o comunismo não é a abolição da propriedade em geral, mas a abolição da propriedade burguesa.” “O preço médio do trabalho assalariado é o mínimo de salário, ou seja, a soma dos meios de subsistência necessários para que o operário viva como operário. Portanto, o que o operário assalariado obtém com sua atividade apenas é suficiente para reproduzir sua pura e simples existência.” “Na sociedade burguesa, o capital é independente e pessoal, enquanto o indivíduo ativo é dependente e impessoal. (...) Nas atuais relações burguesas de produção, por liberdade compreende-se o livre comércio, a livre compra e venda.” “As separações e os antagonismos nacionais entre os povos desaparecem cada vez mais com o desenvolvimento da burguesia, com a liberdade de comércio, com o mercado mundial, com a uniformidade da produção industrial e com as condições a ela correspondentes.” “Será necessária uma profunda inteligência para compreender que, com as modificações das condições de vida dos homens, das suas relações sociais, da sua existência social, também se modificam suas representações, suas concepções e seus conceitos, numa palavra, a sua consciência?” “As idéias dominantes de uma época sempre foram apenas idéias da classe dominante.” Leia aqui. (Tradução diferente da que eu li, mas é de graça, heheheh).
Escrito por Sara 8:) às 4h55 PM
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"Vou te dizer por que está aqui. Você sabe de algo. Não consegue explicar o quê. Mas você sente. Você sentiu a vida inteira: há algo errado com o mundo. Você não sabe o que, mas há. Como um zunido na sua cabeça te enlouquecendo (...) A Matrix está em todo lugar. À nossa volta. Você pode vê-la quando olha pela janela ou quando liga sua televisão. Você a sente quando vai para o trabalho, quando vai à igreja, quando paga seus impostos. É o mundo que foi colocado diante dos seus olhos para que você não visse a verdade. Você é um escravo. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro. Nasceu numa prisão que não consegue sentir ou tocar. Uma prisão para sua mente." By Morpheus “Você sabe de algo. Não consegue explicar o quê. Mas você sente. Você sentiu a vida inteira: há algo errado com o mundo. Você não sabe o que, mas há. Como um zunido na sua cabeça te enlouquecendo.” Ô...
Escrito por Sara 8:) às 8h05 AM
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Livros 2008 - #19 O Jesus que eu nunca conheci Autor: Philip Yancey Geralmente, quando falamos a palavra “Jesus”, imaginamos um homem caucasiano, de olhos claros, voz mansa, com um ar riponga ou um líder revolucionário, agitador da massa. Após inúmeras pesquisas tanto em filmes, seminários e bibliotecas de diferentes religiões, Yancey apresenta Cristo sob um outro prisma do geralmente não comentado nas igrejas e em outros livros. O que gosto nele é a franqueza de admitir as dúvidas, o caráter questionador (porém não cético). Identifico-me. Gosto ainda mais da capacidade de procurar por respostas e apresentar nova argumentação. Fatos históricos, políticos e sociais da vida de Jesus são levados em consideração quando ele comenta a vida desse indivíduo que marcou a História. O capítulo do sermão do monte é... UAU! Nunca ouvi/li dessa forma. Quem tem uma visão açucarada de Cristo talvez não goste da imagem retratada. Recomendo fortemente aos questionadores, aos que gostam de pensar de outra maneira, de sair do “senso comum”. O livro é maravilhoso! “Como o ato de dizer às pessoas que fossem boas umas para com as outras pôde levar à crucificação de um homem?” “Quando liguei o meu computador hoje de manhã, o Microsoft Windows piscou a data, implicitamente reconhecendo que, quer você creia, quer não, o nascimento de Jesus foi tão importante que dividiu a história em duas partes. Tudo o que já aconteceu neste planeta encaixa-se em uma categoria antes de Cristo ou depois de Cristo.” “Sinto-me atraído por Jesus irresistivelmente, porque ele se posicionou como o divisor de águas da vida – minha vida. “Digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus”, ele disse. De acordo com Jesus, o que penso dele e como reajo vai determinar meu destino por toda eternidade.” “Das muitas razões para a encarnação, certamente uma foi para responder à acusação de Jó: ‘Tens olhos de carne?”. Durante algum tempo, Deus teve." “Ocorre-me que todas as teorias distorcidas acerca de Jesus espontaneamente geradas desde o dia de sua morte só confirmam o tremendo risco que Deus assumiu quando se estendeu sobre a mesa de dissecação – risco que parece ter aceito de bom grado. Examinem-me. Testem-me. Tirem suas conclusões.” “A arte do Natal apresenta a família de Jesus em imagens prensadas de papel dourado, em que Maria, calma, recebe as boas novas da anunciação como um tipo de bênção. Mas isso não é tudo que Lucas conta na história. Maria ficou “grandemente perturbada” e “teve medo” como o aparecimento do anjo, e, quando o anjo pronunciou as sublimes palavras acerca do Filho do Altíssimo cujo reino não teria fim, Maria teve uma idéia muito mais mundana em sua mente: Mas eu sou virgem!” “Nove meses de desajeitadas explicações, o prolongado rastro do escândalo – parece que Deus preparou as circunstâncias mais humilhantes possíveis para a sua entrada, como se fosse para evitar qualquer acusação de favoritismo.” “Quanto mais conheço Jesus, mais impressionado fico com o que Ivan Karamazov chamou de “milagre da restrição”. Os milagres que Satanás sugeriu, os sinais e as maravilhas que os fariseus exigiram, as provas irrefutáveis pelas quais anseio – nenhum deles oferecia sério obstáculo a um Deus onipotente. Mais espantosa é as sua recusa de agir e de esmagar. A terrível insistência de Deus na liberdade humana é tão absoluta que ele nos garantiu o poder de viver como se ele não existisse, de cuspir na sua face, de crucificá-lo.” “Essa qualidade de restrição em Jesus – alguém quase poderia chamá-la timidez divina – me tomou de surpresa. Percebi que, enquanto absorvia a história de Jesus nos evangelhos, esperava dele as mesmas qualidades que encontrara na igreja fundamentalista do sul, na minha infância. Ali, muitas vezes me sentia vítima de pressões emocionais. A doutrina era servida num estilo assim: “Creia e não faça perguntas!”. Manejando o poder do milagre, do mistério e da autoridade, a igreja não deixava lugar para as dúvidas. Também aprendi técnicas manipuladoras para “ganhar almas”, algumas das quais implicavam uma distorção de mim mesmo para a pessoa com a qual eu falava. Mas agora não sou capaz de encontrar nenhuma dessas qualidades na vida de Jesus.” “Jesus viveu um ideal de realização masculina que dezenove séculos mais tarde ainda escapa à maioria dos homens. Três vezes, pelo menos, ele chorou na frente dos seus discípulos. Não ocultou seus temores nem hesitou em pedir ajuda: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte”. Quantos líderes fortes de hoje se mostrariam tão vulneráveis?” “Que significado podem as bem-aventuranças ter para uma sociedade que honra o agressivo, o confiante e o rico?”
Escrito por Sara 8:) às 1h32 PM
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Paciência, por favor! Paciência! Detesto atender funcionário ignorante. Depois de explicar mais uma vez a mesma coisa, o cara não entendeu e ainda deu mais uma prova da imbecilidade inerente: pedimos ao banco pra repassar o salário dele pra uma conta e o valor foi devolvido, devido ao erro na numeração. Confirmei agência e conta e perguntei se não tinha dígito. Ele: não tem não. Só um espacinho e um zero do lado, mas o dígito, que é o tracinho, não tem. ¬¬ Eu mereço?!
Escrito por Sara 8:) às 2h31 PM
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Poder Seguinte: você é inteligente. E consegue formular teorias. Se você lê o blog desde os tempos imemoriais, eu tenho certeza disso. Ou se você lê há pouco tempo também. Embora não tenha o intelecto de Salomão, tenho amigos inteligentes, divertidos e questionadores (Oh! Deus, o que eu fiz pra merecer isso?). Então, se possível, por favor, deixe sua opinião, pq a dúvida está phodendo meu juízo. Como canta o Dinho*: “Eu não tenho as respostas e também não sei se essas são as perguntas certas...” Tive um arroubo no bus e consegui (?) formular tosca que paira no ar da minha cachola essa semana: É hiperbólico ou reducionista afirmar que todas as relações humanas são permeadas e entrelaçadas pelo poder e que ele é inerente a todos os meios e fins? *Sorry, André!
Escrito por Sara 8:) às 10h29 AM
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Lista de pérolas – Férias 2009 (Parte 3) No Uruguai, ao parar nos pedágios, dissemos para o nosso amigo dizer gracias quando recebesse o troco. Ele disse que diria obrigado e blá blá blá. - Ele nem tenta falar o idioma deles... - Claro! Eu não sou espanhol. (Não, não estávamos na Espanha, e sim no Uruguai...). Ainda no Uruguai: - Quem é o presidente do Uruguai? - É a mulher lá, a Cristina de Kirchner. (Ela é presidente da Argentina!).
- Nada mais que o Gustavo Kuerten... (Ele queria dizer o nadador Gustavo Borges e não o tenista Guga...).
- Ali tem um síber café... - Nós: SÍber café?! - É. E o estranho é que aqui é com C e não com S. Eu:- Mas Cyber é com C mesmo, oras. -Ah! É? - É. E pronuncia-se saiber e não síber. (Também ensinamos que é igual e não “ingual”, mas ele continua falando errado. Realmente, nem parece que fez pós, tsk, tsk, tsk...). Fora da estrada, entrando em uma cidade no Uruguai: - Tá tudo apagado aqui. Será que é racionamento? - De luz? - Não, de água! Dã!
No URUGUAI: - Parece a Ponte da Amizade! To brincando. Eu sei que a Ponte é na Argentina. (A Ponte da Amizade fica no Paraguai. Se você quer comprar coisas baratas e está no Brasil, atravesse-a!). Queria ver um filme em espanhol e compartilhei a idéia. A resposta? - Mas não adianta, pq tem legenda. (Sem comentários...). Num museu em Montevidéu, havia um cachorro empalhado que me lembrou muito a Fifi. Fiquei um tempão olhando o bicho e quase chorei. Durante esse momento ai-que-saudade-da-minha-filha-que-eu-nunca-mais-verei, meu amigo falou, em tom sério: - Tem um cachorro empanado aqui! (Não resisti e ri muito! “Cachorro empanado”, kkkkkkkkkkkkkk!). Na Argentina, ficamos em um albergue maravilhoso e cheio de brasileiros. Um amigo reclamou: - Não gostei. Aqui só tem português.
- Brasília é muito engraçado. Apesar de ter aqueles números: SQS... (Aposto que ele matou aulas de matemática e português.).
De volta ao Brasil, em Foz do Iguaçu: - Será que a maré das cataratas tá alta? (Maré.).
- Vamos para o marco dos três poderes! (Na verdade, ele queria tirar fotos no marco que “separa” os Brasil, Paraguai e Argentina).
Antes de visitarmos o Paraguai: - To pensando em comprar um GPS. - Vai comprar um GPS pra colocar no carro? (Não, na geladeira...).
No zoológico de Foz: - Aquilo ali nos engradados são bichos... E, no apagar das luzes, quase em casa, depois de 18 horas seguidas de viagem: - Realmente, nós fizemos uma viagem que não é da nossa ouçada. (OUÇADA! OUÇADA! What the hell is that?! To pensando em dar uma gramática, um dicionário e um curso de português pro cara, hauahuahuahuahauha!).
Escrito por Sara 8:) às 4h22 PM
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Lista de pérolas – Férias 2009 (Parte 2) - Será que eles colocam radar escondido na floresta? (Esse é o mesmo ser da exposição. Pra ele, um ajuntamento de árvores, é denominado “floresta”.). - Vinte dividido por cinco... Cinco! (E olha que a fraca em matemática sou eu, hauhauhauha.). Em Itajaí, meu amigo (outro) encontrou com um amigo dele, virtual. Pra puxar assunto, ele faz o brilhante comentário: - Cara, aqui vocês concentram as coisas mais no centro, né? (Concentrar, centro...). - Isso aqui é um bicicletário. A cidade toda tem bicicletário! (Ele se referia às ciclovias. Ciclovias...). - Dois mil de diária por dia. (Viva o pleonasmo! E err... Essa é minha). - Será que dentro do banco tem uma agência? (??? !!!). - Meu cartucho tá aí? (Ele se referia ao cartão de memória. E nem dá pra dizer que ele pensou em videogame antigo, pq na época dele, as crianças brincavam com ábaco!). Essa vale mais pela resposta rápida: - Quanto será esse posto aqui? - Você nem sabe se está à venda! - Tá com dinheiro pra comprar? Na mesa de café da manhã em Floripa, tinha aveia. Meu amigo pegou, colocou num prato e comeu. - Poxa, pensei que era sucrilhos... (Como é que alguém consegue confundir aveia e sucrilhos?! Não sei. O que sei, é que ele será zoado pelo resto da vida, hauahuahuah!). Na praia da Joaquina, em Floripa: - Aqui é chão. - Claro. Eu nunca voei! (HAUHAUAHUAHUAHUAHA! O melhor é que perturbamos o cara com isso durante todo o resto da viagem.).
Indo para Gramado: - Eu olhei o google maps e pensei que Gramado era dentro de Maquiné. (Nota: Maquiné é um mato brabo, sem estradas asfaltadas, perdido no meio do nada. Pra completar, a única alma viva por lá era um policial mais branco que palmito, trabalhando de bermuda e sandália. Não, definitivamente, Gramado não fica em Maquiné!). Fomos a um café colonial em Gramado (listado no livro “100 experiências gastronômicas para se ter antes de morrer” [título bem ridículo, por sinal. Quem é que come depois de morto? Pode até comer, mas ninguém voltou pra contar.] Enfim...), bebi um vinho muito bom que estava na mesa (não, não sou alcoólatra e o vinho parecia suco) e na hora de pagar a conta, perguntei o nome do vinho pro gerente, que estava recebendo no caixa. Ele me deu uma garrafa de presente (e eu só perguntei o nome do vinho!). Já no carro, com o vinho dentro (e ninguém bêbado): - A concentração de álcool é a mesma em qualquer quantidade que eu beber, né?
No Lago Negro, ainda em Gramado: - Aquilo é um rato ou é um pato? (Hã?!).
Escrito por Sara 8:) às 4h05 PM
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Lista de pérolas – Férias 2009 (Parte 1) A seguir, lista de todas as pérolas (que eu só lembro pq anotei num bloquinho) faladas pela minha pessoinha e pelos meus amigos. É uma pior que a outra, embora exista um ser que como diz o Rodrigo, só fala m#rda. Nem parece que tem pós-graduação. Ele é o responsável pelas piores. Essas pérolas anotadas foram utilizadas durante zoações mútuas durante toda a viagem. Uma beleza!
Ah! Se conseguirem ler até o final, por favor, escolham a pior de todas e postem a opinião nos comentários. Obrigada.
No primeiro dia de viagem, na Régis Bittencourt, conhecida como “Rodovia da Morte”, havia um congestionamento e um carro identificado como “Autopista Régis Bittencourt”. AUTOPISTA. Daí, meu amigo, com cara de quem sabe o que está falando, soltou essa: - É por isso que está demorando. Deve ter sido algum acidente. Ali tem um carro escrito autópsia... (AUTÓPSIA! Hahuahauhauhauhauha! Imaginem como seria bizarro fazer uma autópsia em plena rodovia...).
- Aquela rilux... (Escreve-se Hilux e fala-se “ráilux”).
- Um postergast... (Ele se referia ao evento sobrenatural chamado de poltergeist. Como diz meu amigo (outro, rs): ele tem um vasto cabedal léxico.).
- Tem dois sols aqui. (SOLS! Afff...).
- O bíer é pra cá? (Após rirmos por meia hora, ensinamos que o correto é píer, com P).
- O bolneário... (balneário, balneário!).
Fomos ao shopping estação de Curitiba e tiramos fotos do Museu Ferroviário. Logo ao lado, há o Museu da Farmácia. Quis tirar foto de um molde onde eram feitos supositórios antigamente. A atendente do museu não permitiu. Quase duas horas depois, quando comentei o quanto era ridículo não poder tirar fotos lá, uma vez que não são pinturas antigas, meu amigo sai com essa:
- Sara, não pode tirar foto pq é segredo. Nós:- ??? - É pra preservar a técnica. Eu:- Que técnica?! Quem fabrica remédios daquele jeito ainda hoje?! E outra: era uma EXPOSIÇÃO!! - Mas pode ser um tipo de exposição secreta, sei lá, eu não estou conseguindo explicar, uma parada meio FBI...
Estamos chocados até hoje. O pior, é que ele insiste nesse lance de preservar o segredo, a tal técnica. 
Escrito por Sara 8:) às 3h55 PM
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A ignorância não é uma benção Ok, ontem eu comentei, ou melhor, reclamei sobre a reforma da língua portuguesa. Não li grandes coisas a respeito do assunto (o que é estranho, uma vez que “jogo tudo no google”), devido a uma insatisfação com a mudança (teremos que aprender novas regras. ARGH!) e por saber que os “portugueses” falados e escritos são diferentes em cada lugar. Mas hoje comecei a achar que a real intenção não é unificar unificaaar a língua, e sim, dar mais visibilidade ao português. (Mais uma vez, se eu estiver errada, me corrijam, please). Como eu descobri? Engarrafamento = bus totalmente parado + tédio + o livro “Redação Publicitária Teoria e Prática” (2ª ed.) na mochila. Trecho do livro: “neste momento em que os países lusófonos se unem no fortalecimento da Comunidade Lingüística da Língua Portuguesa; em que se luta para que o português seja reconhecido também como língua oficial da ONU; em que o português vai alcançando o 4º lugar entre as línguas mais faladas do planeta”. A propósito: finalmente o trema caiu! Lingüística agora é Linguística.
Escrito por Sara 8:) às 8h38 AM
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Sono. MUITO sono. Quero minha cama. Ou um sofá. Serve uma cadeira de plástico. Um banco. Uma esteira no chão. ZZzzzZzzz. Chegarei tarde em casa todas as terças, pois tenho aula de uma matéria que envolverá números e excel (duas coisas que me confundem, me irritam e me deprimem). Enfim, voltei de férias há 2 semanas e to querendo viajar de novo. Querendo MUITO. Não agüento mais a rotina. To de saco cheio da porcaria do engarrafamento, do bus lotado cinco e tantas da tarde, do povo feio, suado e grudado. Essa é a realidade da maioria da população brasileira, eu sei. Mas e daí? Carregar mochila pesada nas costas em uma micro lata de sardinha calorenta é o ó. Ah! Eu ODEIO essa reforma no português. Desculpa aê se to falando besteira (alguém de letras por aí?), mas: o português “original” é diferente do português falado aqui. Ou seja: deixa do jeito que está, oras. Isso vai unificar o quê? (Esse acento caiu?). Pedirei reembolso de todas as aulas de português que tive até hoje... Em breve (espero), posts mais simpáticos e engraçadinhos e a conclusão da lista de livros em 2008.
Escrito por Sara 8:) às 9h05 AM
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Oi, gente! Milhoes de coisas pra contar, mas falta tempo e um teclado decente (com acentos, interrogacao e letras nao apagadas). Estou em Buenos Aires agora. Passei por Curitiba, que se fosse bom nao comecava com essa silaba, Floripa, Itajai, Gramado, Balneario camboriu, Montevideo, Punta, Colonia del Sacramento e sei la mais onde... Enfim, quando as ferias acabarem, volto pra ca.
Escrito por Sara 8:) às 4h41 PM
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F5
Primeiro de Janeiro de 2009. Não, não faço promessas para o novo ano. Também não tenho um caderno metas (não mais). Não sei pq, mas consigo descumprir tudo o que proponho a longo prazo. Começo com um entusiasmo esfuziante e no meio do caminho... Pluft! (aposto que quando abandono alguma coisa, o som é de pluft!, ploft! ou alguma onomatopéia similar). Enfim, a lista de livros lidos em 2008 não acabou, mas eu PRECISO terminar. Não dá pra largar tudo pela metade.
A última semana foi um tanto quanto enrolada. Meu pai, que no máximo teve cinco grandes gripes na vida (o quê seria uma gripe grande?), foi parar no CTI e ficou seis dias internado. Saiu dia 24. O médico disse que era inédito alguém sair do CTI e ir direto pra casa. Antes do lar, doce lar, a pessoa continua internada, mas na enfermaria (ou outro lugar que não lembro). Tivemos nosso próprio divino milagre natalino e o homem da roupa vermelha não tem nada a ver com isso.
Sobre o CTI:
o primeiro médico parecia o House, mas sem um pingo de charme e sem aquele par de olhos lindos.
Eu corri no CTI. Sim, põe a música de Carruagens de Fogo aê! Mas eu TIVE que correr. Não foi intencional. Estava cercada por vários idosos entubados que mal mexiam a cabeça. Dá uma pena... Espero que eles não tenham visto a cena.
Para pacientes não-idosos (caso do meu pai) só é permitida a visita de uma pessoa. Minha mãe e meu irmão estavam lá no quarto e eu entrei (sorry, mas burlar algumas regras é legal). Quando a enfermeira estava passando, entrei dissimuladamente no quarto de uma senhora que parecia solitária e conversei com ela. Saí compungida, falando pra minha mãe que:
oh!-essa-senhora-está-abandonada-tadinha!-ninguém-vem-visitar-e-ela-até-me-agradeceu-por-ir-lá.
Mãe: Sara, ela acabou de receber visita.
o_O
Na sala de espera pra visitas do CTI, as pessoas ficam tristes, apreensivas, algumas até choram e eu fiz minha tia rir (e muito). Entreguei um vídeo amador que fiz em meio a um incêndio em Merdureira, digo, Madureira e fui ao banheiro. Quando voltei, ela ainda estava rindo e reclamando que tiraram o celular das mãos dela.
Ah! Descobri que estou anêmica. Meu pai teve que tomar sangue (Deus, um duplo obrigada pq não somos testemunhas de Jeová!) e o hospital pediu reposição. Quando a enfermeira espetou meu dedo e jogou num líquido azul, ele não desceu. Ela tirou mais sangue do meu dedo e colocou numa máquina. Deu 35 de hematomiliotinas (mentira. Esqueci o nome do negócio). E o mínimo para mulheres é de 38. Saí de lá falando bem alto: estou anêmica! Estou anêmica! Claro, vai que alguém acha que tenho sífilis ou coisa do gênero?
Minha mãe comprou 2 garrafas de Biotônico Fontoura (meu, esse troço é velho demais. E a embalagem parece a mesma, desde a sua criação, datada de antes da escrita cuneiforme) e eu não tomo nem pagando. Mas, ela está obrigando meu pai a tomar o remédio (?) com ferro e fósforo (ele será contratado para a próxima versão de IronMan). A propósito: ele fez três exames e dois não acusaram nada. O resultado do terceiro sai dia seis. Aparentemente, ele tem diverticulite (já ouviu falar em alguma doença com um nome tão divertido?). Dos males que poderiam causar o que ele teve, esse é o melhor, e com o nome legal.
Escrito por Sara 8:) às 7h58 AM
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Livros 2008 - #18 O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adams
Eu já citei esse livro aqui várias vezes. Gosto tanto do humor nonsense do história, que reli "O Guia" pela terceira vez. Aliás, a leitura é ultra rápida (descontando as pausas para risadas). Douglas Adams cria uma trama sem sentido com muito sentido (só lendo para entender) e extremamente divertida. A-d-o-r-o! A série toda é uma delícia. Já passei mal de tanto rir dentro de um ônibus e a mulher do meu lado ficou com medo, achando que eu era doida. Hahuahauhauha! Isso é tão legal!! Errr, enfim, alguns trechos da obra:
"Este planeta tem - ou melhor, tinha - o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes.
E assim o problema continuava sem solução. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais."
"O senhor teve um longo prazo a seu dispor para fazer quaisquer sugestões ou reclamações, como o senhor sabe - disse o Sr. Prosser.
- Um longo prazo? - exclamou Arthur. - Longo prazo? Eu só soube dessa história quando chegou um operário na minha casa ontem. Perguntei a ele se tinha vindo para lavar as janelas e ele respondeu que não, vinha para demolir a casa. É claro que não me disse isso logo. Claro que não. Primeiro lavou umas duas janelas e me cobrou cinco pratas. Depois é que me contou.
- Mas, Sr. Dent, o projeto estava à sua disposição na Secretaria de Obras há nove meses.
- Pois é. Assim que eu soube fui lá me informar, ontem à tarde. Vocês não se esforçaram muito para divulgar o projeto, não é verdade? Quer dizer, não chegaram a comunicar às pessoas nem nada.
- Mas o projeto estava em exposição...
- Em exposição? Tive que descer ao porão pra encontrar o projeto.
- É no porão que os projetos ficam em exposição.
- Com uma lanterna.
- Ah, provavelmente estava faltando luz.
- Faltavam as escadas, também.
- Mas, afinal, o senhor encontrou o projeto, não foi?
- Encontrei, sim - disse Arthur. - Estava em exibição no fundo de um arquivo trancado, jogado num banheiro fora de uso, cuja porta tinha a placa: Cuidado com o leopardo."
"Uma das coisas que Ford Prefect jamais conseguiu entender em relação aos seres humanos era seu hábito de afirmar e repetir continuamente o óbvio mais óbvio, coisas do tipo: Está um belo dia, ou Como você é alto, ou Ah, meu Deus, você caiu num poço de dez metros de profundidade, você está bem?. De início, Ford elaborou uma teoria para explicar esse estranho comportamento. Se os seres humanos não ficarem constantemente utilizando seus lábios - pensou ele - , eles grudam e não abrem mais. Após pensar e observar por alguns meses, abandonou essa teoria em favor de outra: se eles não ficarem constantemente exercitando seus lábios - pensou ele - , seus cérebros começam a funcionar. Depois de algum tempo, abandonou também esta teoria, por achá-la demasiadamente cínica, e concluiu que, na verdade, gostava muito dos seres humanos. Contudo, sempre ficava muitíssimo preocupado ao constatar como era imenso o número de coisas que eles desconheciam."
"Sabe - disse Arthur - é em ocasiões como esta, em que estou preso numa câmara de descompressão de uma espaçonave vogon, com um sujeito de Betelgeuse, prestes a morrer asfixiado no espaço, que realmente lamento não ter escutado o que mamãe me dizia quando eu era garoto.
- Por quê? O que ela dizia?
- Não sei. Eu nunca escutei."
"- Vamos - disse ele. - Me mandaram buscar vocês e levá-los até a ponte de comando. Pois é. Eu, com um cérebro do tamanho de um planeta, e eles me mandam buscar vocês e levar até a ponte de comando. Que tal isso como realização profissional?" (By Marvin)
"Ah! Vida! Não me falem de vida." (By Marvin)
"Se tem aqui alguma coisa mais importante que meu ego, que seja imediatamente presa e fuzilada." (By Zaphod)
"- Mas o que a gente vai fazer com um robô maníaco-depressivo?
- Você acha que o seu problema é sério? - exclamou Marvin, como se tivesse se dirigindo ao novo morador de uma sepultura.- E eu? O que faço se eu sou um robô maníaco-depressivo? Não, nem tente responder; eu sou 50 mil vezes mais inteligente que você e nem eu sei a resposta. Só ao tentar me colocar no seu nível intelectual, fico com dor de cabeça."
"Ah, a vida - disse Marvin, lúgrube - você pode odiá-la ou ignorá-la, mas é impossível gostar dela."
"É um fato importante, e conhecido de todos, que as coisas nem sempre são o que parecem ser."
P.S.:I love Marvin. Quero uma miniatura dessa coisa deprimida e fofa.
Escrito por Sara 8:) às 2h20 PM
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Livros 2008 - #17 O Contrato Social
Autor: Jean-Jacques Rousseau
Não é a toa que alguns livros são considerados como clássicos. Rousseau foi uma das figuras importantes do iluminismo e seus textos inspiraram homens e revoluções. Ele dissertou contra as práticas da época, vislumbrando uma nova organização política, que subvertia completamente o status quo! Leitura imprescindível, do tipo que você volta o parágrafo para "mastigá-lo" como um chiclete que não perde o gosto.
"O homem nasceu livre e em toda parte é posto a ferros. Quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto eles."
"Ceder à força é um ato de necessidade, não de vontade; quando muito, é um ato de prudência."
"Se não houvesse algum ponto no qual todos os interesses se conciliam, nenhuma sociedade poderia existir. Ora, é somente a partir desse interesse comum que a sociedade deve ser governada."
"Não há indivíduo ruim que não possa tornar bom para alguma coisa."
"O luxo ou é efeito das riquezas, ou as torna necessárias; ele corrompe ao mesmo tempo o rico e o pobre, um pela posse e o outro pela cobiça; vende a pátria à indolência e à vaidade; retira do Estado os cidadãos para escravizá-los uns aos outros e todos à opinião."
"Com uma alavanca suficiente, pode-se com um dedo abalar o mundo, mas sustentá-lo requer ombros de Hércules."
Versão virtual aqui.
Escrito por Sara 8:) às 2h06 PM
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Livros 2008 - #16: Identidades Culturais na Pós-Modernidade
Autor: Stuart Hall
Logo que entrei na faculdade, me informaram que "Teoria da Comunicação" era uma matéria horrível, impossível de ser compreendida e com o maior percentual de reprovação: uns 75% dos alunos repetia e o resto passava raspando. Fiquei incólume, com 8,5 de média. Teoria II foi um pouco mais traumática e marcante: trocaram a ótima professora por um cara que achei bizarro. Nas primeiras aulas, pasmei com a imbecilidade dos comentários do professor: big brother e futebol. O tema em si não era o problema, e sim o viés papo-de-salão-de-beleza.
Ele ficou doente e surgiu um professor substituto. Foi a melhor aula do semestre! O cara falava o tempo todo, num ritmo empolgante, enquanto gesticulava e despejava conteúdo de forma interessante. Perguntei se ele tinha horário disponível, ele disse que sim. Tentei a troca definitiva de professores, mas não deu certo. *Frustração*.
O professor oficial voltou e quando ele perguntou o que a turma achava das aulas dele, ninguém falou nada (as pessoas têm medo de se expor). Mas, quem pergunta espera uma resposta e eu respondi que a aula era ruim, sem conteúdo e que a cadência da voz dele provocava sono (todo mundo ficou espantado, mas quem mandou perguntar?). Ele disse que iria melhorar.
E não é que o cara melhorou? Melhorou a ponto de ficar ininteligível, pra mostrar que ele não era um idiota falando asneiras. Mas no fundo, às vezes eu tinha a impressão que ele só fazia um verborrágico jogo de palavras que a maioria não entendia o que significava. A aula começava às 19:00 e terminava 21:00. durante esse período, eu tinha certeza que o tempo tirava umas férias prolongadas e deixava o ponteiro do relógio parado. Depois de umas duas aulas assim, ele tentou uma nova abordagem, na esperança de se aproximar da turma pq até então, só eu fazia perguntas e comentários, depois de voltar da Americanas com um biscoito na mão. Eu empregava essa técnica vou-ali-e-já-volto para não entrar em coma profundo na sala de aula e pra garantir que o tempo não tinha morrido durante as férias.
Com esse lance de participação popular, a porca torceu o rabo e Barrabás foi solto e ele quase apanhou quando disse que nós não somos reais. O assunto significado/sonhos/realidade e irrealidade rendeu várias aulas. Ficamos ofendidos com a possibilidade de não existirmos. Começaram a gritar e debater com o professor. Alguns saíram da sala, revoltados com a não-existência. A partir dos textos indicados e das anotações no caderno, comecei a compreender bem a matéria e até a gostar muito dela. Ele melhorou e aproveitei para continuar questionando e criando analogias. O tema melhorou e parecia incrivelmente fácil e interessante. Fiquei com média 10. Ele dizia que eu devia fazer mestrado, que ia me dar bem pq gosto de ler e tals.
Ah! O livro: li Identidades Culturais na Pós-Modernidade três vezes, pra fazer um trabalho. O livro é pequeno, porém rico em conteúdo. Ele trata da construção das Culturas Nacionais, a globalização e o deslocamento das identidades, hibridismo, dentre outros temas. O livro é muito interessante.
Escrito por Sara 8:) às 1h57 PM
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Livros 2008 - #15: Hamlet
Autor: William Shakespeare
Quem nunca ouviu as citações "Há algo de podre no reino da Dinamarca." e "Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia."? Além da curiosidade para saber o contexto dessas frases, o motivo maior de ler o livro é indubitavelmente, o autor. Shakespeare escreve bem demais! (Ohhhh! Novidade!). Além das N frases que nos fazem refletir, há um clima divertido nos livros (infelizmente não li todos) dele.
A trama tem como cerne a vingança. Cláudio mata o próprio irmão, na intenção de ser rei em seu lugar e também desposar sua cunhada. O morto aparece em forma de fantasma para Hamlet, seu filho e pede que ele vingue sua morte.
Seria necessário um post bem maior para comentar a profundidade do texto. Mas qual é a graça de ler um resumo de uma obra assim?
Leia Hamlet!
"Procura não entrar em nenhuma briga; mas, entrando, encurrala o medo no inimigo."
"Não empreste nem peça emprestado: quem empresta perde o amigo e o dinheiro; quem pede emprestado já perdeu o controle de sua economia."
"É assim que nós, pessoas sábias e sagazes, por vias sinuosas e bolas de efeito, achamos a direção com indiretas."
"POLÔNIO: Pode deixar, senhor, serão tratados como merecem.
HAMLET: Que é isso? Trate-os melhor. Se tratarmos as pessoas como merecem, nenhuma escapa ao chicote. Trata-os da forma que consideras tua própria medida. Quanto menos merecerem, mais meritória será tua generosidade."
"É coisa consagrada: a loucura dos grandes deve ser vigiada."
"O costume, esse monstro que devora qualquer sentimento."
"Ser prestativo demais tem seus perigos!"
"Nós sabemos o que somos, mas não o que seremos."
Escrito por Sara 8:) às 4h20 PM
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Livros 2008 - #14: George e o Segredo do Universo
Autores: Lucy Hawking e Stephen Hawking
Em 2007, li "Uma Nova História do Tempo", do Hawking. O livro é muito bacana e inteligível. Eu já recomendei e faço isso de novo. Claro que pra quem estuda física, "a vida, o Universo e tudo mais"¹, o livro é água com açúcar, muito simples. Como sempre olho o site do Submarino, adicionando mais títulos na quase infinita lista de livros não lidos que tenho vontade de ler, vi "George e o Segredo do Universo". O livro foi escrito para crianças, mas como cantava Kim nos bons e velhos tempos do Catedral: "do que mais gosto em mim, gosto da parte de criança"². Quando vi a promoção de R$ 39,90 por R$ 9,90, comprei na hora.
Tive que fazer um trabalho fora do escritório e aproveitei para ler todo o livro hoje (pela seqüência, seria "Hamlet". Mas, seguindo a ordem alfabética que eu mesma impus para postar aqui [não para leitura, claro], resolvi mantê-la). São 302 páginas, mas a fonte é grande e tem vários desenhos e tem fotos do Universo. São lindas e incríveis. Me senti uma poeirinha...
Sobre o livro: George é filho de um casal completamente contra a ciência, pois acham que ela só traz malefícios. Um dia, Freddy, o porco (??) de estimação do garoto some e quando ele acha o bicho, descobre que seu vizinho é um cientista, com um poderoso computador (que me lembrou o Marvin e o computador da Nave Coração de Ouro, do Guia do Mochileiro), capaz de abrir uma janela para o Universo. A história do livro é implausível, mas as explicações são baseadas em estudos científicos.
Se você vai presentear alguma criança nesse natal e ela é esperta e curiosa, o livro é uma ótima pedida. Se você é uma criança grande e quer aprender sobre estrelas, planetas e buracos negros de uma forma simples, leia. No fim da leitura, fica uma sensação de ah!-só-isso?-Quero-aprender-mais. Gostaria de ler várias explicações da física dessa forma descomplicada e empolgante.
"A aparência da Lua no céu noturno é a mesma a cada 29,5 dias."
"Os planetas que giram em torno de estrelas que não o Sol são chamados de exoplanetas. Até agora foram vistos 209 exoplanetas. A maioria é enorme, muito maior do que a Terra."
"Cometas são grandes bolas de neve suja, não muito redondas, que perambulam em torno do Sol."
"Buraco negro é uma região onde a gravidade é tão forte que qualquer luz que tente escapar dali é atraída de volta."
Uma das maneiras de se formarem buracos negros ocorre quando estrelas que esgotaram o seu combustível explodem como gigantescas bombas de hidrogênio chamadas supernovas."
P.S.: A capa também é bacana. Além dos desenhos (comuns em livros infantis), há um fundo prateado que reflete diversas cores, dependendo da incidência da luz.
¹ Frase do livro "O Guia do Mochileiro das Galáxias".
² Carta aos que esperam
Escrito por Sara 8:) às 4h37 PM
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Livros 2008 - #13: Elite da Tropa
Autores: Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel
O livro "Elite da Tropa" deu origem ao filme "Tropa de Elite" e ambos foram ultra comentados na época do lançamento e um bom tempo depois. Assisti um pedaço do tal dvd "pirata" (até hoje, acho que foi estratégia, em grego strateegia, em latim strategi...), e vi o filme duas vezes no cinema. Assim como a maioria dos espectadores, fiquei com algumas frases de efeito do Capitão Jack Sparrow Nascimento na cabeça. O Mussa me falou do livro e claro, fiquei com vontade de ler. Afinal, livro e filme suscitaram debates, entrevistas e reportagens especiais sobre o BOPE, sobre a violência no Rio, técnicas de tortura a bandidos, vida nas comunidades carentes e corrupção na polícia, dentre outros temas.
Luiz é antropólogo e ex-subsecretário de Segurança Pública do Rio. André e Rodrigo, policiais. Eles criaram um livro com uma narrativa empolgante, do tipo que você lê em um dia, sem enjoar. Apesar da crueldade descrita, há um clima descontraído, de humor (negro, claro. Vide "golfinhos de Miami"). Assim como no filme, gírias, xingamentos e palavrões aparecem em quase todas as páginas. (Crianças, não façam isso em casa).
"Há quem pense que as pessoas se corrompem porque ganham pouco. Raciocínio estranho. Afinal, há milhões de pobres, no Brasil: gente séria e honesta. Por outro lado, os crimes de colarinho branco multiplicam-se feito epidemia. E há o próprio caso do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o BOPE, da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que até recentemente era um grupo pequeno e fechado, composto por 150 homens treinados para ser a melhor guerra urbana do mundo. Eles recebiam o mesmo salário de seus colegas da polícia convencional, mas eram incorruptíveis. Foram acusados de brutalidade desmedida, mas sua honestidade foi amplamente reconhecida."
"O BOPE não foi preparado para enfrentar os desafios da segurança pública. Foi concebido e adestrado para ser máquina de guerra. Não foi treinado para lidar com cidadãos e controlar infratores, mas para invadir territórios inimigos."
Escrito por Sara 8:) às 4h17 PM
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Livros 2008 - #12: Desventuras da Vida Cristã
Autores: Philip Yancey e Tim Stafford
“Desventuras da Vida Cristã” não é um tratado apologético, mas trata de alguns problemas enfrentados pelos cristãos com naturalismo, tentação, competição, raiva e outras desventuras. O livro é uma resposta a várias dúvidas que os autores receberam enquanto trabalhavam na Campus life. O livro é bom, mas pra quem ainda tem dúvidas ou quer estudar os temas, ele serve apenas como ponto de partida.
“Por que Deus não se fazia mais óbvio? Eu queria que ele realizasse um milagre bem orquestrado e televisionado, para que eu pudesse convidar meus amigos céticos para verem um ato de Deus que eles não teriam como negar.
O problema, como eu o enxergava, era que os atos cristãos — a oração, o amor uns aos outros, o compartilhar da fé com outros, a adoração — não eram sobrenaturais o suficiente para convencer quem quer que fosse de que o cristianismo é verdadeiro. O que precisamos de fato, eu pensava, é de uma exposição gigante, mundial e tremenda do poder de Deus. O naturalismo despencaria das alturas.
Já quando pensei nisso percebi que não funcionaria. A Bíblia registra vários exemplos de quando Deus verdadeiramente chocou o mundo. As dez pragas do Egito são um caso. (...) E o que dizer da ressurreição de Jesus? Mais de quinhentas pessoas atestaram que ele havia ressurgido dentre os mortos, mas a maioria se recusou a acreditar nelas. O próprio Deus caminhou pela terra por trinta e três anos, ensinando e realizando milagres impressionantes. Ainda assim, dentre os muitos que o ouviram, somente uma minoria creu.
Milagres — os do tipo escancarados, chamativos e sobrenaturais — serão sempre uma exceção. Ah, eu acredito que eles ocorram. Muitos de meus amigos me contam de milagres de cura, de uma mudança dramática que Deus promoveu em um viciado em drogas. Mas esses milagres que contrariam as leis da natureza por um instante — devo admitir que nunca presenciei.
Não preciso de milagres para crer; Deus tem se revelado a mim de maneira amorosa. Só me sinto incomodado quando penso em meus amigos céticos. Se Deus realmente fizesse um milagre diante de seus olhos, eles creriam? Não sei.”
"Mesmo depois de tudo o que Deus fez por mim, ainda tenho dúvidas. Sempre vou acreditar que ele é real, mas muitas vezes minhas orações parecem superficiais, palavras sonolentas que batem nas paredes e não passam do teto. Outras vezes, quando ouço um cristão descrever uma experiência que teve com o Senhor, ela não soa tão diferente daquela que você poderia ouvir em um encontro de meditação transcendental ou em uma terapia de grupo. De vez em quando, ainda me é difícil crer — verdadeiramente crer — que existe outra porção do mundo lá fora. Nunca me encontro completamente livre do naturalismo, porque o único mundo que vejo todos os dias é o natural. Como me manter crente num mundo invisível?”
Primeiro capítulo disponível aqui.
Escrito por Sara 8:) às 5h00 PM
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Agora, o uol tá implicando com o Internet Explorer. Só aparece um post e a página toda branca quando abro no IE. Mais alguém aí tb vê tudo branco? Ele só abre tudo no Firefox...
Escrito por Sara 8:) às 8h50 AM
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Livros 2008 - #11: Clássicos do Mundo Corporativo
Autor: Max Gehringer
Há uns anos, meu irmão chegou em casa* com uma revista Exame, mostrando uma propaganda da Gol. Consistia em um mapa do Brasil, com luzes que piscavam em cada Estado que a empresa atendia. Funcionava como aqueles cartões de natal luminosos, que foram mania um tempo atrás. Gostei da propaganda e da revista (preciso assinar de novo) e adorei o artigo do Max Gehringer. Curti tanto que assinei a revista e apesar de todo o conteúdo ser ótimo, eu abria avidamente nos ultra divertidos textos do Max. Comprei "Comédia Corporativa" e AMO esse livro. Sempre pego pra reler algum texto (esse hábito tem pelo menos 5 anos). Por isso, comprei "Clássicos do Mundo Corporativo". O livro é de leitura rápida, mas não fede nem cheira. Sabe macarrão sem molho? É assim. Portanto, não recomendo esse livro e deixo a dica do "Comédia Corporativa".
*O correto é "chegou a casa", mas de tanto falarmos e escrevermos errado, acho a forma certa muito estranha.
Escrito por Sara 8:) às 7h51 PM
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Esse blog está usando alguma substância ilícita...
Agora, ele justificou, mas publicou a codificação tb (e eu não mudei nada)...
Escrito por Sara 8:) às 3h53 PM
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Livros 2008 - #10: Café-da-manhã dos Campeões
Autor: Kurt Vonnegut
Eu quase não assisto mais televisão. O único programa que acompanho é o “CQC” (infelizmente, às vezes acabo caindo de sono) e ocasionalmente, quando saio mais cedo da faculdade, o “15 Minutos”, na MTV. Aguardava o programa começar, quando um cara recomendou a leitura de “Café-da-manhã dos campeões”. Fiquei com muita vontade de ler. Não consegui comprar na Internet nem nas livrarias (estava em falta). Um mês depois, após pedir que me avisassem quando estivesse disponível, comprei o livro.
Logo no começo, Kurt Vonnegut informa: “Este livro é o presente que dou a mim mesmo pelos meus cinqüenta anos. Sinto come se estivesse atravessando a cumeeira de um telhado – depois de subir um dos lados. Aos cinqüenta anos, estou programado para agir de modo infantil.”. E logo depois, para mostrar a maturidade das ilustrações, ele faz o desenho de um ânus, mais ou menos assim: *.
A história se passa em um planeta que está morrendo lentamente (a Terra) e as personagens principais são um vendedor de automóveis à beira da loucura e um escritor de ficção científica, que sem querer, incute a loucura no vendedor de carros.
Vonnegut escreve para não-terráqueos e para explicar a Terra, ilustra o livro com carneiros e maçãs, por exemplo, com um didatismo para os extraterrestres, que revela o caráter ridículo de alguns hábitos e atitudes humanas. O livro é nonsense e mistura sarcasmo, ficção científica e crítica à sociedade em questões envolvendo racismo, sexo, política, trabalho, preconceito... A trama amalucada expõe de forma divertida o quanto podemos ser idiotas, paranóicos e loucos (dentre outras coisas).
Se eu recomendo? Sim. Mas não pra todo mundo. O livro tem palavrões e desenhos de “castores escancarados” (não perguntem). Pra quem curte ironia, humor negro e nonsense e crítica social, é um prato (de café-da-manhã) cheio.
“Os piratas do mar eram brancos. As pessoas que já viviam no continente quando os piratas chegaram eram cor de cobre. Quando a escravidão foi introduzida no continente, os escravos eram negros.
Cor era tudo.”
“Quando Dwayne Hoover e Kilgore Trout se conheceram, o país deles era de longe o mais rico e mais poderoso país do mundo. Possuía a maior parte da comida, dos minerais e do maquinário e disciplinava os demais países ameaçando disparar grandes foguetes contra eles ou soltar coisas de aviões sobre eles.”
“Todos na América deviam agarrar o que pudessem e não soltar mais. Alguns americanos eram muito bons em agarrar e não soltar e eram fabulosamente bem de vida. Outros não conseguiam pôr as mãos em xongas.”
““As idéias ou a falta delas podem provocar doenças!””
“Kago não sabia que os seres humanos podiam ser derrubados por uma única idéia tão facilmente como pela cólera ou a peste bubônica. Na Terra não havia imunidade a idéias estúpidas.”
“(...) o motivo pelo qual os seres humanos não conseguiam rejeitar idéias ruins: As idéias na Terra eram sinais de amizade ou inimizade. O conteúdo delas não tinha importância. Amigos concordavam com amigos com o objetivo de expressar amizade. Inimigos discordavam de inimigos com o objetivo de expressar inimizade.”
“Os escravos foram simplesmente soltos sem possuírem coisa alguma. Eram facilmente reconhecíveis. Eram negros.”
Escrito por Sara 8:) às 3h47 PM
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