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Sobre os números e a (in)felicidade 

Eu detesto a matemática. A recíproca é verdadeira. Isso começou lá pela 3ª, 4ª série. A coisa só foi se agravando ao longo do tempo. Meu cérebro simplesmente tem um bloqueio com números. Eu durmo quando vejo problemas e expressões. Literalmente. Se eu tiver que resolver alguma coisa, ou eu surto ou eu caio de sono. Contudo, eu adoraria conseguir calcular tudo direitinho. No segundo grau, eu sentava ao lado de um menino que fazia contas mirabolantes de cabeça. Tenho até hoje um mix de admiração e inveja da capacidade dele.

Mas a questão aqui não é bem essa. Se eu dependesse da minha proeza matemática pra ser feliz, teria que injetar Prozac na veia só pra sobreviver. To falando dos números em si. Tem gente que acha que só vai ser feliz usando roupa tamanho 38. Se colocar 400 ml de silicone. Se tiver um aplique pra deixar o cabelo com 50 centímetros. Esquecem que a forma não é tudo. Há a questão do conteúdo. E esse, é difícil mensurar. 

Ainda sobre números, tem gente que se apega a questão da idade. Mulheres, principalmente. Eu mesma queria ter 10 anos a menos. E quem não quer? Mas a idade cronológica não é tudo. Tem gente com 40 em condições físicas, culturais, intelectuais e outros “ais” bem melhor que gente de 15. E vice versa. Tem gente que acha que não pode se relacionar com alguém 10 anos mais novo ou 12 anos mais velho só por causa dos benditos números. 

Tem gente que vincula a felicidade ao salário. O cara pode ganhar 10 mil por mês e achar pouco pro nível de ostentação que ele deseja. Em compensação, tem gente que se vira nos trinta e consegue até ser feliz recebendo R$ 678,00 por mês. 

O que a gente não entende é que pra ser feliz não é preciso usar 38. Nem ter o corpo esculpido por cirurgiões. Nem ser 10 anos mais novo. Nem se relacionar com alguém na média de idade esperada pela sociedade. Também não é preciso receber 36 mil euros de salário. Pra ser feliz a gente só precisa ter felicidade. ;)



 Escrito por Sara 8:) às 12h28 AM
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Sobre TVs. Ou não.

Responda a seguinte questão: você quer uma TV e tem duas opções pra conseguir. Ei-las:

 1. Vai até uma loja e escolhe a que tem o tamanho exato que você quer. Você seleciona a cor, a marca, as polegadas e tals.  

2. Você encontra várias TVs jogadas na rua. Algumas meio usadas e outras novinhas em folha. Com tamanhos, cores e marcas diferentes.

Você prefere pagar ou levar pra casa uma TV largada que vai ficar legal na sua estante? Bem, se você não for muito alienado, vai preferir pegar uma TV de graça. Aí eu pergunto: pq raios as pessoas compram cachorros? Hoje eu fui comprar uma bateria pro meu celular e vi uma aglomeração num corredor do shopping. As pessoas estavam olhando filhotes de cachorros.

Filhotes engaiolados em espaços diminutos. Filhotes que são tratados como mercadoria. Filhotes que ficam expostos à luz e a centenas de pessoas durante o funcionamento do shopping e que mergulham na absoluta escuridão e solidão depois que a loja fecha. Filhotes que são dados como brinquedinhos. Filhotes que são desmamados bem cedo. Filhotes cujas mães não passam de reprodutoras que geram lucro pros donos.

 

Pq comprar um bichinho nessas condições se você encontra nas ruas e locais de adoção? São vários, de todos os tipos, cores e raças (até os que são chamados de sem raça definida). Bichinhos carentes de uma pessoa amorosa e um lar pra viver. Pq?



 Escrito por Sara 8:) às 10h40 PM
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TOC

Eu tenho umas manias que acho aceitáveis. Nem a psiquiatra ou a psicóloga diagnosticaram TOC. Bem, na época que eu ainda ia à psicóloga, antes de tudo ficar repetitivo e eu me estressar no consultório. Não tenho problema com coisas um pouco bagunçadas. Meu quarto pode confirmar isso. Desculpa, mãe. Algum dia eu arrumarei. Um dia que não seja chamado de “hoje” 

Não fico com siricuticos se alguma coisa estiver torta, se um pontinho verde aparecer no meio de pontos amarelos. Não piso só nos quadrados ímpares e por aí vai. Mas (sempre tem um mas), eu simplesmente não consigo passar a mão que eu segurei na barra do ônibus no meu cabelo ou rosto. Não encosto a cabeça no assento do ônibus. Não coloco nada na minha cama. Se quiser me deixar louca, é só colocar um troço no meu edredom. Quer dizer, se for roupa lavada, ok. Agora, se for alguma coisa suja, eu surto. Assim que eu chego em casa, lavo as mãos. Não faço carinho na Tigresa com a “mão de rua”. Acho que nas barras do transporte público têm líquido amniótico, seminal, remela, meleca, mão de cara que fez xixi e não lavou a mão, suor, vírus, bactérias, peste bubônica, câncer, pneumonia, raiva rubéola, tuberculose e por aí vai. 

Não sou hipocondríaca. Nem curto tomar remédio, na verdade. Acho que rola toda uma teoria da conspiração entre médicos e indústrias farmacêuticas em alguns casos. Atocham remédio na galera só pro lucro aumentar. Não duvido. Médico é meio carniceiro, gente. Tá, tem uns bacanas que vão lá pro meio do nada e fazem jus ao juramento de Hipócrates. Porém, parece que a maior parte faz o juramento do hipócrita mesmo. Se a pessoa não tiver um bom plano de saúde ou não pagar a consulta particular, deixam morrendo no corredor do hospital. Ah, mas Sara, o governo... Tá, o governo deixa de fazer uma pregada de coisas. Falta a fartura. Contudo, quem não conhece médico da rede pública que entra mais tarde e sai mais cedo? Ou mesmo o médico do plano que te atende roboticamente, como se diagnosticar alguém fosse parte de uma linha de montagem? Então pronto. Enfim, toda essa explicação pra dizer que se alguém espirrar ou tossir perto de mim, me sinto numa cena de House: a doença esguichada pelo ar e atingindo meus órgãos. Eca. 

Uma vez sentou um garoto com catapora do meu lado. Ou sarampo, sei lá. Tava todo cheio de pontos vermelhos assustadores. Busão lotado. Fiquei com a cara pra fora da janela, tentando não encostar na criança. Já tenho marca de espinha na cara, não to a fim de ter marcas de doenças infantis no corpo todo. Ah, mas é só se coçar, Sara. E o que você acha que eu ia fazer com as minhas unhas? Ia me lanhar toda. Pra tirar, só me jogando num tonel de peeling ácido e depois tacando massa corrida. 

Toda essa divagação isso pq fui num hospital público hoje. To bem, graças a Deus. Tudo beleza. Era uma maternidade. Não, não to grávida. Não é nenhum milagre natalino e eu não tenho um noivo chamado José. Também não conheço nenhuma grávida. Fui lá por causa de uma contingência da vida. 

Enfim, meu, que sensação! Primeiro pq o prédio parece uma prisão. Depois, pq eu me senti como o Rick de The Walking Dead acordando no hospital infestado de zumbis. Tá, não vi nenhum. Mas aposto que eles poderiam tomar o prédio. E seria difícil escapar, pq o prédio é meio torto, com entradas sem saídas (não me pergunte. Tem que ir lá pra ver). Se não fosse pelos zumbis, os funcionários insatisfeitos poderiam correr atrás da galera com seringas infectadas. Isso sem falar das doenças pululando no ar. Fiquei sentada com os olhos arregalados, balançando as pernas freneticamente. Mas deve ser comum ter umas manias mesmo. Um dos meus sonhos era ter uma roupa de apicultor invisível. Ia andar tranquila na rua, sem me preocupar com a sujidade dos lugares, de carros jogando água e esgoto na galera, podendo apertar a mão dos velhinhos que você tem certeza que têm um pouco de Parkinson na hora de fazer xixi e não usam sabonete e tals. Nem é TOC no fim das contas. É só preservação da espécie. Da minha, no caso. 

Sei lá, acho que se eu sentar de boa no meio de um hospital cheio de gente com doenças contagiosas, se ficar com cara de “pode vir quente que eu estou fervendo de anticorpos”, as paradas sinistras vão querer me pegar. Não dá pra ficar de boa assim, gente. Deixando alguém tossir na tua cara. Tipo: é alergia, a pessoa engasgou, é tuberculose ou alguma parada de filme? Na dúvida, é melhor prevenir. Até pq, quase todo mundo sabe que os vírus e bactérias são tipo alienígenas feiozões. Só que menores. E querem aportar no seu corpo e fincar a bandeira, declarando a posse do território. Sei lá, só acho. Mas tenho quase certeza.



 Escrito por Sara 8:) às 1h09 AM
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Como proceder na festinha de natal quando alguém perguntar por seu namorado ou namorada:

1. Olhe para os lados, como se tivesse procurando o indivíduo. 
2. Ué, mas cadê? Estava por aqui. Só um minuto que eu vou procurar.
3. Suma por uns 10 minutos e passe pelas pessoas se elas viram. Antes que elas tenham tempo de perguntar "quem?", você segue adiante, com olhar preocupado.
4. Simule um ataque de desespero.
5. Segure nos ombros da pessoa que te perguntou pelo seu/sua namorado(a).
6. Diga que precisa chamar a polícia, pois obviamente esse é um caso de sequestro.
7. Entre em pânico.
8. Diga que ele(a) trabalhava com documentos secretos pra polícia norueguesa, com conexões nos EUA.
9. Comece a gritar: "sequestro! Abdução! Ninguém está salvo!".
10. Jogue-se no chão.
11. Finja um ataque epilético, seguido por um falso desmaio.
12. Aposto que a essa altura, a pessoa já esqueceu o que te perguntou.



 Escrito por Sara 8:) às 1h07 AM
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Enquanto isso, na consulta com o ortopedista:

- Bom dia, Sara. Qual é o problema?
- Eu to crocante.
- Hã? Crocante?
- É. Meus pés e joelhos começaram a estalar. Coisa horrível! Não é coisa de velho?
- Não, você não é velha.
- Mas eu to ficando, né? É o começo do fim: a crocância.
- Fica em pé pra eu ter certeza de uma coisa.
- Eu sou toda torta, doutor.
- Não é isso, não. Você é longilínea. Alta, magra, um corpo bom.
- E daí?
- E é por isso que faz os barulhos de vez em quando. Sem contar que você é mulher.
- E?
- Pessoas longilíneas tem a tendência a frouxidão nos “xxx” (não lembro o nome que ele disse). E o estrogênio contribui pra isso.
- Frouxa? O problema é que eu to frouxa?!
- Não você, os “xxx”. E isso é comum.
- E como é que eu amarro as coisas soltas?
- Hahahahaha! Não tem como. Já te disse. Você é longilínea e tem a ação do estrogênio. 
- Hum. Então o lance é engordar até meu joelho virar uma bola de gordura e abafar os sons...
- Hahahahahaha!
- ... e tomar muita testosterona. Receita aí pra mim.
- Hahahahaha! Não! Isso vai te deixar com barba.
- Olha só como eu sento torta. To toda jogada aqui na cadeira. Como eu resolvo o problema? É a velhice?! É a velhice?!
- Não. Mas a velhice pode ajudar a parar com isso.
- Pq vou ficar demente e não vou lembrar de nada nem ouvir o barulho?
- Hahahahaha! Não. Pq um dia todo mundo morre.
- Ah, obrigada, viu. Tá dizendo que só quando morrer para. Aliás, só pq eu to aqui no consultório, não fez barulho nenhum. Olha só (fiz rotações nos pés e pernas > silêncio). Então tá, né? Pelo menos não to morrendo disso e não é nada que vai fazer meu joelho cair da perna assim, do nada. 
- Hahahahaha. 
- Vou embora. Bom ano novo.
- Pra você também. Boa crocância em 2014.
- Hey! Eu quero ser chocolate ao leite e não crocante. Foi por isso que eu vim aqui, mas não adiantou nada. Acho que vou colocar uns sinos pra fazer mais barulhos.
- Hahahahahaha!



 Escrito por Sara 8:) às 1h05 AM
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Meu sonho de consumo é o povo no bus/trem suando álcool gel.



 Escrito por Sara 8:) às 10h02 PM
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Teste de paciência

 

O telefone toca. Eu atendo:

-Alô, boa noite.

-Quem ta falando?

 

[A pessoa liga pra minha casa e pergunta quem ta falando?! Eu é que quero saber, oras! Coisa irritante. Sem contar a voz de mulher que ainda não é idosa, mas tá meio caduca e meio pra lá de Bagdad e se acha no direito de ser inconveniente. Sabe aquela voz tremida de gente claramente meio pacanda das idéias? Então...]

 

-Quem fala?

-Quem tá falando?

-Quem é você?

-A senhora quer falar com quem?

-Com xyz. [meu pai]

-Ele está viajando.

-E você é quem? Esposa dele?

-Filha.

 

[Suspiro]

 

-Cadê ele?

-Meu pai viajou.

-Viajou? Pra onde?

 

[Pra China, só pra entupir o pulmão com a poluição da capital. Como assim “Pra onde?”?! Deixa de ser fofoqueira!]

 

-Para a casa do meu avô.

-Pai da sua mãe?

 

[Oi? Ai fazer alguma diferença pra senhora?!]

 

-Pai do meu pai.

-Ah... O pai do seu está doente?

-O pai da minha já morreu faz tempo. O pai do meu pai tá bem.

-E ele tá pra ficar doente?

-...

-Ele está bem de saúde?

 

[Pq? A senhora é médica ou trabalha vendendo assistência funeral?]

 

-Sim, está. O que a senhora quer?

-Não, é que eu liguei pra casa do wkç e ele também não estava em casa. Ninguém está em casa. O que será que aconteceu?

 

[Não sei, não quero saber e to ficando com raiva de você.]

 

-As pessoas saem, é feriado... O que a senhora quer?

-Convidar seu pai pra uma série de conferências. Será que ele pode?

-Não sei. Eu peço pra ele retornar.

-Mas será que ele vai?

 

[Respira, Sara! Respira!]

 

-Senhora, eu não posso responder pelo meu pai.

-Ah. Mas então, será que ele vai?

-Eu vou pedir pra ele retornar a ligação.

-Quando ele volta?

-Não sei.

-Ué, mas ele vai passar o mês inteiro na casa do seu avô?

-Senhora, eu não disse que ele vai passar o mês inteiro na casa do seu avô. Eu disse que não sei quando ele volta.

-Será que vai ficar lá até maio?

-Não.

-Mas quando é que ele volta, então?

-...

 

[Se não fosse uma senhora da igreja e a ligação não fosse pro meu pai, eu diria que ela é intrometida pra caramba e que Deus não gosta de fofoca. Sério.]

 

-Você não sabe, né?

-Não, senhora. EU NÃO SEI. NÃO SEI. EU PEÇO PRA ELE RETORNAR, OK? PODE DEIXAR.

-Mas eu espero até quando, minha filha? Pq se não for o seu pai, eu preciso ligar de novo pro wkç pq ele não estava em casa. A conferência é no fim de maio.

-Até lá ele responde.

-É dia 28 e 29 de maio, minha filha. Será que até lá ele voltou?

-Voltou.

-Mas e amanhã, será que ele voltou?

-Senhora, eu não sei.

-É pro fim de maio.

-A senhora falou.

-Dia 28 e 29.

-Eu já anotei.

-Será que eu vou conseguir falar com algum dos dois?

-Possivelmente.

-E eu ligo de volta?

-Oi?

-Eu ligo de volta?

-...

-Pro seu pai. Eu ligo de volta?

-Pode ligar, mas hoje ele não está aqui.

-E amanhã, será que ele chega?

-...

-Vou esperar até segunda. Segunda o feriado acabou. Ele deve voltar, né?

-É.

-Então vou fazer isso, pq eu não posso esperar até o fim de maio. Se ele não ligar, eu ligo.

 

[Liga, criatura! Eu é que não te atendo mais. Afff!]



 Escrito por Sara 8:) às 9h52 PM
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É isso:

Tirinha do blog www.bichinhosdejardim.com



 Escrito por Sara 8:) às 10h23 AM
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Com sal deve ficar bom

Mãe: vai comer?

Eu: vou.

Mãe: Comida?

Eu: Tava pensando em comer esse jornal aqui...

 

Ela riu.



 Escrito por Sara 8:) às 11h13 PM
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O medievalismo da Panasonic – Parte 3

 

A Ivonete que-chega-tarde-e-diz-isso-na-maior-naturalidade-do-mundo não retornou, mas pelo menos ligou para o DDD da Panasonic. Hoje de manhã uma tal Márcia entrou em contato comigo e disse que eu não recebi o valor do aparelho pq eu não quis responder a pesquisa de satisfação da empresa.

 

OI?!

 

Ela disse que a autorizada entregou a pesquisa no ato da entrega do aparelho e que dependia somente da minha boa vontade em responder o questionário para receber o dinheiro.

 

OI?!?!

 

Pensem numa pessoa com raiva. Pois é. Eu estava mais brava que essa pessoa. A autorizada não entregou pesquisa alguma. A Márcia disse que sim e que desde abril eles ligavam toda semana pedindo o documento. Mentira. Afinal, o aparelho foi deixado lá em 27 de abril, no fim do mês. Falei pra ela que poderia responder a pesquisa pelo telefone mesmo. Ela disse que não tinha as perguntas e não poderia fazer isso. Eu teria que ir até a autorizada. Recusei. Pedi pra enviarem por mail. Ela disse que a Panasonic NÃO TRABALHA COM MAIL EXTERNO. Arcaicos demais. Qualquer empresa meia boca tem um mail pra contato com os clientes. Ela disse que poderia me mandar via fáquichi (sim, ela pronunciou fax desse jeito). Eu disse que não tinha fax em casa e brinquei que essa tecnologia devia ser muito nova por lá e que eles devem trabalhar mais com o telégrafo. Depois de debater e gritar muito (pq uma hora a gente perde a paciência), ela disse que ia me mandar um mail com a pesquisa, mas eu não deveria responder para o mail da Panasonic, pq ELES NÃO RECEBEM MAIL DE CLIENTES. Eu deveria responder a pesquisa e encaminhar para a autorizada, que encaminharia o mail pra eles. SURREAL.

 

Respondi a pesquisa de (in)satisfação e liguei para a autorizada. Afinal, eles não me mandaram preencher nada e a Panasonic estava cobrando isso deles. A Ivonete atendeu (miraculosamente!) e eu pedi pra falar com o chefe dela. Descobri que o chefe é o tal “moço” que recebe os produtos. Ele disse que a Panasonic NUNCA entrou em contato com eles pra cobrar nada.

 

Jamais comprarei algo da Panasonic novamente. Além do aparelho não funcionar, o atendimento é péssimo. A empresa é mentirosa e no meu ponto de vista está me roubando. Afinal, há 4 meses e 10 dias está com um dinheiro que pertence a mim e não a ela. Pra finalizar, perguntei se a empresa tinha twitter (eu já sabia que não tem). A Márcia respondeu ofendida: CLARO QUE NÃO! Parece até que eu perguntei se ela tinha 36 tipos diferentes de DSTs.  

 

História real, apesar de parecer surreal. Do jeito que essa empresa é atrasada, devem fabricar os produtos usando máquinas a vapor. Ou usam artesões recém saídos dos feudos...



 Escrito por Sara 8:) às 2h23 PM
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O medievalismo da Panasonic – Parte 2

 

O “fale conosco” da Panasonic deveria ser chamado de “não fale conosco pq nós não queremos falar com você”. Ligação 0800 só funciona para a grande São Paulo. Paguei muito interurbano do Rio para São José dos Campos. E o pior: você liga e não há ninguém disponível para atender. Quando consegui falar com alguém, a atendente Cristiane disse que eu teria que passar pelo menos um mês com o aparelho pra então ligar de volta e reclamar. Passados 30 dias, gastei novamente uma grana pra tentar falar com eles. Segundo a orientação da Panasonic, eu deveria entregar o aparelho na autorizada Panasonic e em breve receberia meu dinheiro de volta.

 

Encurtando a história: a autorizada fica num ponto “morto” entre Madureira e Cascadura. É uma dificuldade conseguir falar com eles. Várias vezes a atendente Ivonete disse que mora longe e chega atrasada e por isso o lugar fica fechado e ninguém atende ao telefone (um despautério chocante a funcionária dizer isso). Informaram que eu deveria levar o aparelho entre 9 e 11 horas da manhã, no dia em que “o moço que faz o recolhimento passa aqui” (palavras da Ivonete). O tal moço nunca estava lá e ela não sabia informar quando ele estaria. Dependi da boa vontade alheia pra levar o aparelho, afinal, estava trabalhando nesse horário. Depois de algumas tentativas, o depilador foi recebido em 27 de ABRIL, ou seja: há 4 meses e 10 dias atrás.

 

O tempo passou e eu não recebi o valor pago de volta. Tentei contato com a Panasonic e a autorizada, sem sucesso. Ontem, por um golpe de sorte, a Ivonete atendeu na autorizada. Disse novamente que chegou tarde pq é difícil acordar cedo pra quem mora longe. ¬¬ Esbravejei ao telefone e exigi uma resposta ontem ainda. Ela disse que não tinha nada a ver com isso. Argumentei que tinha e muito. Afinal, o produto foi deixado lá e a ordem de serviço foi emitida pela autorizada. Depois de perder a paciência e ser obrigada a gritar, essa funcionária exemplar (de jornal de quinta categoria) disse que retornaria no mesmo dia. (Continua)



 Escrito por Sara 8:) às 1h56 PM
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O medievalismo da Panasonic – Parte 1

 

Em março, procurava algo que já nem lembro mais o quê nas grandes lojas virtuais. O site do Walmart mostrava um depilador Panasonic na promoção. Decidi comprar o modelo Wet/Dry ES 2051. O site da empresa (bem sem graça, por sinal), informa que o produto tem as seguintes características:

 

Depilação sem dor

Mentira. O depilador machuca mais que depilação com cera. E o pior: não arranca nenhum pelo.

Evita irritações e marcas na pele

Outra mentira. Além de irritar a pele, o aparelho provoca machucados.

 

Flexibilidade na depilação seco e molhado

Nem quis molhar esse treco. E seco não é nada flexível nem prático.

 

Fácil de usar e limpar

Redefinam o significado de "fácil", então.

 

Sem fio

Ok.

 

Recarregável

Ok. Mas demora um tempão).

 

Como o depilador não depila e ainda machuca a pele, resolvi devolver o produto e pedir o valor pago de volta, conforme a promoção dos 100 dias pra testar da Panasonic. Desde então, a saga de Frodo pra destruir o anel em Mordor parece brincadeira de criança perto da dificuldade em receber a grana. (Continua)



 Escrito por Sara 8:) às 1h40 PM
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Sobre apertos de mão e xixi

Falei sobre isso agora com a minha mãe. Ela perdeu o ar de tanto rir, coitada. O pior é que ela tenta ficar séria, mas não consegue. Enfim, acho que comentar isso ao vivo e com o recurso dos gestos deixa a coisa engraçada. Mas o fato é que isso é um assunto sério. Bem sério. Todos os domingos eu fico perturbada quando as pessoas apertam a minha mão. Por dois motivos:

1. a minha mão é gelada e SEMPRE as mesmas pessoas comentam “mão gelada, coração quente”. Repetição chata ¬¬.

2. quando alguns senhores apertam a minha mão, tenho nervoso. Chamar aquilo de “aperto” é hipérbole. Se você vai apertar a mão de alguém, não precisa quebrar os ossos de tanto aplicar força, mas também não encoste muito levemente, pq isso é horrível. Associo essa falta de força à mão xixizada. Se um homem não consegue segurar a sua mão por poucos segundos, também não consegue segurar nada no banheiro e acaba molhando a mão e as calças. É o que penso. E é o que me deixa nervosa quando esse tipo de homem aperta a minha mão. Vou direto lavar, apreensiva.

Concordam com essa teoria ou ela não tem fundamento?

 



 Escrito por Sara 8:) às 10h05 PM
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Plaquinha

Tocaram a campainha. Fui atender. O diálogo é surreal:

 - Pois não.

- Eu quero saber se eu posso colocar uma plaquinha aqui.

- Plaquinha? Que plaquinha?

- De candidato.

- Como assim colocar uma plaquinha se eu nem sei quem é o candidato?!

- É o fulano.

- Eu não autorizo colocar uma plaquinha aqui em casa. Muito menos de um candidato que eu não gosto.

- Eu também não gosto dele, mas eu preciso de dinheiro e ele ta pagando pra eu fazer isso.

 

É por essas e outras que a política está como está e a nossa vida também.



 Escrito por Sara 8:) às 5h44 PM
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Cor da pele

Cor da pele tá na moda. E quando se fala em “cor da pele”, é um tom de pele que não corresponde a qualquer pele. As asiáticas, africanas não têm o chamado “cor da pele”. Meio preconceituoso isso. Enfim, só eu ou mais alguém acha estranho a cor da pele quando ela está em outro lugar que não seja a própria pele? Lingerie cor da pele parece peça do armário de alguma idosa. Meia calça cor da pele idem. Pq não usar uma preta, cinza, azul marinho, por exemplo? E as unhas, então? Chamam os esmaltes cor da pele de nude. Chega a dar nervoso ver isso. Imagine pagar uma manicure ou passar um tempo pintando as unhas pra no fim, o resultado ser unhas com cor de dedos. Parece que a mulher está sem unhas. Argh. E quando é alguma blusa ou calça legging a situação também é crítica. Dez em cada dez mulheres que usam uma peça assim tem um corpo fora dos atuais padrões de beleza. Aí, você olha de relance e incauto, pensa: caramba! Como essa mulher sai sem roupas de casa?!

Farei a campanha cor da pele só na pele.



 Escrito por Sara 8:) às 5h20 PM
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Notebook

Comprei um note há três meses e ele veio com umas lasquinhas finas perto do teclado. Procrastinei horrivelmente para enviá-lo para a assistência técnica e quando levei meu brinquedinho a uma agência dos Correios, o tratamento foi péssimo e eu não pude enviar. Segundo eles, eu tinha que envolver a caixa em papel pardo. Mais uma semana de atraso. Quando finalmente coloquei no sedex, a garantia de 90 dias já tinha passado. Meio que estou torcendo pra perderem o note no meio do caminho. Já apaguei todos os arquivos e paguei um seguro em caso de extravio. Caso os Correios percam o note, recebo o valor declarado. Daí, posso comprar outro e não pagarei a pequena fortuna que a MSI provavelmente me cobrará pelo conserto.

Ou não, claro.



 Escrito por Sara 8:) às 4h13 PM
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"Atente para este furdunço que acontece aí" no twitter vira "ó o auê aí, ô"

Criei um twitter (um tanto quanto obrigada por uma disciplina da faculdade). Ainda não entendi muito bem a função disso e nem sabia como responder o comentário do Rogério (agora eu já sei). Aquilo parece uma feira com todo mundo gritando poucas palavras ao mesmo tempo. Para reflexão, algumas frases de Saramago:

"A tão louvada clareza das sínteses é, não raro, enganosa."   

"De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido."

"Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação."

P.S.: não sou contra novas tecnologias. Nem contra a reflexão sobre modismos, claro. Em si, a coisa não é só boa ou ruim. Depende do uso.

Ah! O endereço do meu twitter é https://twitter.com/sara_rio 



 Escrito por Sara 8:) às 4h50 PM
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Série: Seriados/ Que dureza! ou Adoráveis selvagens (Complete Savages)

Produzido por Mel Gibson, a série mostra a rotina de Nick, um bombeiro que foi abandonado pela mulher. Ela surtou por cuidar de seis homens em casa e ele ficou com um baita incêndio: cuidar de cinco filhos homens e um cachorro. Infelizmente a Record não exibiu o seriado por muito tempo e ontem, por acaso, descobri que a Band está exibindo e que eu ainda acho o máximo os dois irmão mais velhos: Jack, que não larga o violão e o baby face Chris.

Abertura aqui. O cachorro é o máximo.

 



 Escrito por Sara 8:) às 12h16 PM
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Série: Seriados/ Um maluco no pedaço (Fresh Prince of Bel-Air)

Antes de virar um queridinho de Hollywood e atuar em filmes dramáticos como Eu sou a lenda e À procura da felicidade, Will Smith era um rapaz magrelo de bigodinho que mudou a vida da parte rica da família. Pelo tema de abertura (clica), já dava pra perceber que ele adorava subverter as regras e arrumava confusões. Will saiu de um bairro pobre pra morar com os tios e primos numa mansão em Bel-Air. Tudo isso pq ele arrumou confusão com uns vendedores de drogas e a mãe dele quis afastá-lo de casa (até onde lembro). Se não me engano, foi a primeira ou uma das primeiras séries a ter o elenco principal composto por negros. O enredo mostra a dificuldade de adaptação da família com esse novo morador totalmente diferente e vice versa. Os diálogos dele com os primos Carlton (um nerd que era sempre zoado) e Hilary (uma patricinha burra) eram só ótimos. Melhor ainda, eram as falas e trejeitos do sarcástico mordomo Geoffrey.

Dancinha indescritível do Carlton aqui.

 



 Escrito por Sara 8:) às 12h02 PM
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Série: Seriados/ Blossom Russo

 Assim que chegava do SENAC, tomava banho e sentava pra almoçar na frente da TV assistindo Blossom. Depois, saía correndo pros cursos que fazia à tarde. O dia ficava melhor só de assistir a abertura do seriado com a música My Opinionation (clica). Blossom era tudo o que eu queria ser: bonita, inteligente e sarcástica. E tinha o que eu queria ter: o Joey (Wow!).

Nick Russo era o pai músico que lidava com o divórcio e tentava criar os três filhos sozinho. Além deles, havia a Six, a amiga que falava de forma quase ininteligível e Anthony, o outro irmão, viciado em drogas. A série tratava de problemas da adolescente de forma leve e aberta. Era engraçada e melancólica ao mesmo tempo. Pena que acabou, mas praticamente tudo acaba. Ah! A Mayim Bialik, que interpretava a Blossom, apareceu em no hilário e imperdível seriado The Big Theory (#4x23).

 



 Escrito por Sara 8:) às 11h18 AM
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Série: Seriados

Hoje eu começo uma série de posts sobre seriados. Se eu vou terminar, não faço a menor ideia, claro. Adoro seriados. Gostaria de ter nascido nos EUA pq eles produzem lotes de seriados por lá e aqui, temos novelas. ¬¬

Qual é o seu seriado favorito (dos atuais e dos extintos)?



 Escrito por Sara 8:) às 10h35 AM
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Aparelho. E não é telefônico. (Parte V – o consultório)

O consultório dela é bem confortável e a sala de atendimento é meio infantil. Tem a Pucca, o Bob esponja e outros personagens infantis com aparelhos. No suporte pra luz, ela colou mini bichos de pelúcia e tem um gato de olhos azuis arregalados que fica “olhando” pra sua cara. Quase não dá pra desviar os olhos daquele mini bicho de pelúcia que te encara. Ele é novo e quando o vi pela primeira vez, estava com uma blusa com pássaros. Parecia que ele estava olhando pras aves. O negócio é cômico. Pra completar, ela tem borrachinhas pro aparelho com o formato da cara do Mickey. O ruim é que ela não me deixou usar. Disse que gruda muito mais comida e machuca. ¬¬

Assim que meus dois dentes superiores estiverem alinhados, colocarei em ambos.

 



 Escrito por Sara 8:) às 12h26 PM
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Aparelho. E não é telefônico. (Parte IV)

Colar os braquetes (clica) é tranquilo. Não dói. Só incomoda ficar com os afastadores na boca. Eles impedem que você fale e encoste um lábio no outro e facilita pro dentista colar as pecinhas na sua boca. Mas nem demora muito. Depois de colar todos os braquetes, é hora de passar o fio e colocar a borrachinha. Já troquei três vezes e coloquei diferentes tons de azul. A minha vontade é colocar tudo colorido, mas até achar um estágio, não rola fazer entrevista com um carnaval na boca. Enfim, quando ela passa o fio, rola uma baita pressão nos dentes. No começo, é necessário tomar sopa batida, mas depois de um tempo a pressão diminui e dá pra mastigar melhor. Já comi até pipoca e amendoim (esses alimentos estão proibidos no folheto que ela me deu). Só os dentes da frente que ficam sempre doloridos. Deve ser pq é na frente que a mudança é mais necessária. Não sei se o ponto de pressão é sempre frontal ou depende do problema de cada um. Só volta a incomodar pra comer na hora da revisão, quando o fio é trocado e a pressão volta. Mas depois de um ou dois dias, a pressão diminui. Comer é ruim pq tudo gruda no aparelho, principalmente dos lados. Acontece de eu parar de comer, escovar os dentes pra tirar alimento e voltar a comer. Arroz é o ó. Metade você ingere e a outra metade fica presa. Laranja e abacaxi também. Pra limpeza, comprei escovas especiais pra passar entre o fio do aparelho e também um fio dental caro, todo diferenciado. Nem sempre eu escovo como deveria, usando 1: a escova de dentes normal com cerdas macias. 2: a escova com a cabeça menor entre os fios. 3: a escova que tem uma ponta bem menor, que parece um escovão. 4: o fio dental especial. Dá trabalho e demora tanto que quando você escova os dentes do almoço, já está na hora da janta.

Os dois dentes inferiores que são truncados estão na mesma após três meses, mas a minha presa que era encavalada está no lugar. Desceu. O problema é que os dois dentes do lado deram uma subida e estão meio tortos. Por causa disso, ontem ela me deu vários elásticos. Mandou eu dormir com eles, inclusive. Achei que ia engolir isso durante a noite, me engasgar e morrer. Mas to viva e me perguntando se é pra colocar em dois em cima e três embaixo ou três em cima e dois embaixo. Não dá pra abrir a boca direito com ele. É até tranquilo, exceto pra espirrar e bocejar pq ele prende a boca. A previsão de conserto é de um ano e meio. 



 Escrito por Sara 8:) às 12h05 PM
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Aparelho. E não é telefônico. (Parte III – os anéis)

 Depois que as borrachinhas do sofrimento são retiradas, há espaço para a colocação dos anéis. São quatro no total. Dois em cima, dois embaixo. Eles vão ajudar a segurar o fio do aparelho. Não sei se é padrão, mas eu e meu irmão ficamos uma semana só com os anéis antes de colocar o restante do aparelho. Fiquei mais de uma hora no consultório. A ortodontista não parava de dizer que a minha boca e pequena e meus dentes parecem de criança. Daí, a demora. Ela testou vários anéis e todos ficavam largos. Por fim, ela colocou os quatro e amassou usando brocas e alicates. Não dói. Só incomoda e te deixa receoso por causa das ferramentas e os barulhos. E a pressão nos dentes, claro. O processo é finalizado com uma colinha de gosto pra lá de ruim.  

Ela disse que existe uma cera que não deixa os ferrinhos machucarem a boca, mas ela não quis dar a tal cera, pq eu deveria formar calos na boca e me acostumar com a dor e as aftas. Tive ambas. Inclusive uma estalactite. Só posso chamar aquela coisa gigante que se formou dessa forma. Foi a maior afta que já tive na vida. A protuberância era realmente imensa, sem exageros. E doía/ardia/incomodava/me dava medo.

Recentemente, o anel superior esquerdo ficou preso numa bala mastigável e caiu. Anteontem o superior direito estava mais frouxo que bambolê. Ao invés de colocar os anéis novamente, ela grudou uma pecinha direto no dente, eliminando os anéis. Ou seja: eu não precisava ficar com as borrachinhas sinistras que constituem a pior parte do processo graças à dor que não passa.

Dica: se você estiver pra colocar aparelho, converse com o/a dentista e pergunte sobre a possibilidade de colar a pecinha no dente ao invés de colocar o anel. Não sei se dá pra fazer isso embaixo também, pq ainda tenho os anéis inferiores, mas eliminar 50% da inflamação das gengivas e a dor decorrente disso já é um alívio.



 Escrito por Sara 8:) às 11h35 AM
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Aparelho. E não é telefônico. (Parte II – as borrachinhas sinistras)

A ortodontista ficou meio contrariada quando não aceitei a operação, mas disse que a opção era minha. Caro. Afinal, deformar minha boca, serrar meus ossos, me deixar dormente pq eu estaria com os nervos cortados sem o meu consentimento, seria algo como Jogos Mortais. Por falar em Jogos Mortais, a parte mais dolorosamente dolorosa do tratamento é logo no início, quando são colocadas borrachinhas entre os dentes para preparar o espaço que receberá os anéis de fixação. Meu irmão começou o tratamento um pouco antes e quando reclamou da dor das borrachinhas, eu zoei muito a criatura, dizendo que as mulheres é que são resistentes à dor. Um tempinho depois, foi a minha vez de passar mal por causa das borrachinhas. Elas provocam uma inflamação na gengiva e é impossível IMPOSSÍVEL comer qualquer coisa além de sopa batida no liquidificador. Só de encostar a arcada superior na inferior é o suficiente para ver estrelas. Se por acaso alguma coisa bater (mesmo que sem muita força), você constelações. Nessa fase, pensei em desistir de acertar os dentes. Nem a novalgina adiantava. E mesmo com uma cara péssima, que externava o sofrimento, tinha gente perguntando se doía. Dava vontade morder a pessoa. Quer dizer, bater, pq morder é impossível.

 



 Escrito por Sara 8:) às 11h14 AM
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Aparelho. E não é telefônico. (Parte I)

Depois de ouvir de vários dentistas que eu deveria usar aparelho (como se eu não visse a presa lá em cima e os dois dentes truncados embaixo. Humpf.), estou com a boca de arame farpado há três meses. Se você está prestes a colocar um, coma tudo e mais um pouco. Preferencialmente coisas como sucrilhos, amendoim e maçã, pq depois que você colocar, passará um tempo sem degustar coisas assim. Tudo começa com exames nada agradáveis. Um deles serve pra fazer o molde da sua arcada e colocam um negócio tipo gesso na boca. O outro estica a sua boca até os confins e você tem que morder uma plaquinha que dá um nervoso danado na gengiva. Mas essa etapa não é dolorida.

Quando levei os exames para a ortodontista, ela disse que para resolver 100%, eu deveria usar um aparelho por dois anos para deformar mais a arcada. Eu tinha que ficar com os dentes beeem pra frente para ser operada. Entrei em pânico. Ela disse que o procedimento era simples: cortariam meu maxilar, puxariam os ossos, mudariam a posição e depois eu usaria aparelho por mais dois anos pra ficar BOM. Comentei que a dor seria horrível e ela respondeu que eu tomaria anestesia geral e a inervação seria cortada. Além do mais, eu ficaria pelo menos seis meses sem sentir dor pq a boca estaria dormente. E ela falou isso no tom mais “isso não é nada demais” do mundo.

Oi? Dois anos pra estragar os dentes pra depois tomar anestesia geral, ter os ossos serrados e passar pelo menos seis meses com a boca dormente? Mas pq, doutora? A resposta foi bizarra. Ela disse que a pontinha do meu nariz não coincide perfeitamente e simetricamente com o risquinho do centro da boca, que não bate 100% com o meio do queixo. Perguntou se eu nunca percebi isso. Não. Eu nunca percebi. Percebo novos defeitos em mim a cada minuto da minha existência, mas essa tal linha invisível da total simetria eu nunca vi. Continuo não vendo, aliás. Eu disse que não faria isso nem tirando o cavalinho do sol e a égua da chuva. Pq corrigir um problema não perceptível, ainda mais quando envolve tanto tempo e sofrimento? Dae, ela tentou de novo: disse que eu não tenho um nariz grande. É que a minha boca não e muito pra frente. Logo, só parece que o nariz é grande. ¬¬

Oi? Meu avô paterno é narigudo. Os irmãos do meu pai são narigudos. Meu pai é narigudo. Perto deles o meu nariz é até pequeno, mas puxei esse lado familiar do nariz pra frente. Sorte. Pq do lado da minha mãe, os narizes são grandes pro lado. Se houvesse um mix, eu teria um túnel e não um nariz.

 



 Escrito por Sara 8:) às 10h35 AM
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Copa 2010 - Tiago Leifert e Caio Ribeiro

O que é a Central da Copa, minha gente? O Tiago Leifert é cômico. Apresenta o programa de forma descontraída. Comete erros, parece um bichinho amalucado de desenho infantil, não lê o teleprompter e parece mais amalucado com aquele lance de “voz da consciência” quando ouve o que estão falando através do ponto eletrônico. Não tem como não gostar desse formato irreverente. Agora, a voz do Caio... Aposto que se ele mandar alguém se jogar de uma ponte, a pessoa se joga. E em paz, com a certeza que tudo ficará bem quando ela acordar toda quebrada no hospital. Na contramão dos narradores histéricos ou com tom de voz chato, algo acontece quando ele fala. É um mix de nana neném com eu estou aqui para garantir a sua segurança aliado a um calma, vai dar tudo certo. Uma lista de compras de supermercado lida pelo Caio é mais calmante que aqueles CDs pra meditação. Voz de bom moço. Ele dá a impressão que não perde a calma nem em caso de hecatombe mundial. Que voz! Que voz!

 



 Escrito por Sara 8:) às 10h15 AM
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Copa 2010 – Sincretismo do linguajar

Numa comemoração de gol feito por um companheiro, (o gol do Maicon contra a Coréia do Norte, se não me engano), o Robinho soltou as rimas pra zorra e baralho. Até aí, tudo normal. Anormal foi a comemoração do gol que ele mesmo fez contra o Chile: com os dois indicadores pro alto, ele soltou um “glória a Deus!”. Já o Kaká cute-cute, coisinha mais fofa da vovó, titia e torcedoras, bradou um p*taquepariu! ao perder um gol.

Aliás, já viu as frases criadas sobre o Kaká badboy? Clica aqui.  

 



 Escrito por Sara 8:) às 9h35 AM
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Copa 2010 – Um dia sem Globo

Recebi um mail falando sobre a campanha “Um dia sem Globo”, promovida por internautas indignados com a picuinha entre o Dunga e alguns jornalistas da Globo. Nesses momentos eu percebo que uma matéria chata de doer, chamada “Mídia”, ajuda pra alguma coisa. Bora lá:

O popular “ibope” é medido pelo instituto homônimo. Através de um dispositivo chamado Peoplemeter, conectado ao aparelho televisor de um pequeno espaço amostral da população brasileira, é possível obter dados referentes às preferências televisivas. Por meio de um software, o IBOPE verifica quais são os canais mais assistidos e o tempo gasto em cada programa, dentre outros critérios de pesquisa.

Ou seja: quem não tem o Peoplemeter instalado, não tem a programação "rastreada" na pesquisa IBOPE. A maior parte desses aparelhos está instalada na cidade de São Paulo.

Isso é feito para nortear a publicidade em cada cidade e emissora. O anunciante escolhe qual é a faixa de horário, programa e canal mais vantajoso para anunciar o seu produto.   

Como o tempo de cada comercial é comprado previamente e os anunciantes da copa da África do Sul são os mesmos em cada transmissão (todos os intervalos da copa têm os mesmos anunciantes, que compraram esse tempo de exposição. Basta atentar para os comerciais), eles não serão vistos por quem optar por outro canal. A Globo pode perder dinheiro futuramente, caso os anunciantes sintam-se ameaçados pela fala de audiência, principalmente em grandes coberturas. Maaaaaaaaaaaassssss, o seu ibope não será verificado, a não ser que você tenha o tal dispositivo instalado. Se o mote da campanha é verificar o ibope, ele só vai baixar se o povo que tem o peoplemeter assistir o jogo em outro canal. Se a ideia é fazer o povo ouvir os comentários do Neto, na Band ou mostrar o alcance das mídias sociais, aí ta valendo.

 



 Escrito por Sara 8:) às 10h51 AM
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Copa 2010 – Qual é a das criancinhas? Em dúvida

Uma das partes do jogo que eu faço questão de ver (principalmente se as seleções têm um time com homens bonitos), é a abertura. É legal a saída dos jogadores, o árbitro pegando a bola, os hinos sendo cantados (exceto o da Espanha que não tem letra. Acho que faltou imaginação pros espanhóis), zoom nas seleções... Agora, algo absolutamente ininteligível pra mim é a participação daquelas crianças na frente dos jogadores. Quando essa tradição começou? Qual a razão disso? Se alguém tiver a resposta, por favor me conte.

 



 Escrito por Sara 8:) às 9h57 PM
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Copa 2010 – Sem o Tzorvas

Triste a saída da Grécia da copa. Digo, a saída do Tzorvas (de perfil). Além de ser bonito, o cara faz defesas muito boas. É duplamente bom. Deveria ter um regulamento que assegura que jogadores bonitos permanecem até a final da copa, mesmo que as suas seleções sejam eliminadas. A final seria linda de ver.

Buscando fotos dele na net, achei uma dele carregando um totó. Joguei no youtube e o resultado é um vídeo cômico e muito fofo. Assistam um gato segurando um totó:

<clica no endereço aqui embaixo que vai. O Uol é ruim com esse lance de links>

http://www.youtube.com/watch?v=A5IMctHADQQ 



 Escrito por Sara 8:) às 6h07 PM
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Copa 2010 – Jogos bons de ver

(Post para meninas <cliquem no nome em azul para ver as fotos>)

Segue a relação dos jogadores bonitos dessa copa. Decidi escrever isso depois que o marido da amiga da minha amiga (!) perguntou se eu achava o Kaká realmente REALMENTE bonito (sim, ele enfatizou o “realmente”).

Brasil:

Kaká, claro. É um dos motivos pra eu ver o jogo, além de torcer contra o Brasil. Ele não é LINDO, mas é cute cute, coisinha fofa da vó, da tia e das torcedoras. Mais fofo que roupa que ficou de molho no amaciante. E fica uma graça quando está zangado.

Espanha:

Fernando Torres: bonitinho.

Gerard Pique: meninas, em respeito ao meu namorado, olhem a foto e imaginem o comentário. :#

Victor Valdez: se não me engano, é o goleiro mais bonito dessa copa.

Sergio Ramos: além de ter um tanque no lugar da barriga, o cabelo do cara é invejável.

Grécia:

Tzorvas: não é um deus grego, mas deixa o jogo mais bonito.

Argentina:

Gonzalo Higuain: perto dos argentinos que eu vi na Argentina *medo*, ele é muito bonito, além de jogar bem.

Sergio Aguero: belo reserva.

Cabelos invejáveis: Sergio Romero, Martin Demichelis.

França:

Andre Pierre Gignac: torci pra ele fazer um gol em prol do zoom nessa carinha. As fotos dele no Google não são muito boas, mas em campo o cara fica muito bonito.

Portugal:

Cristiano Ronaldo: ele antes aparentava ser marrento. Agora, está dócil e paciente. Merecia até fazer outro gol na goleada de Portugal ontem. Muito bom aquele segundo tempo. Saía gol de 5 em 5 minutos.

Inglaterra:

Beckham: infelizmente ele não está jogando, mas felizmente ele fica no banco com um terno que cai muito bem.



 Escrito por Sara 8:) às 1h24 PM
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Copa 2010 – Critérios para torcer

Eu não torço pra time algum. Também não torço pra seleção brasileira (explicações no post de 14.06.06, com o título “Copa”). Mas, durante a copa, sou contagiada pelo espírito competitivo e quase sempre escolho um país pra torcer. Aliás, o marido da amiga da minha amiga (!) achou que eu era entendida de futebol, pq fiz alguns comentários sobre a copa atual e a passada. Enfim, a minha torcida depende de vários fatores absurdamente absurdos e aleatórios. Exemplos:

1. Nunca torço pra França. Motivos: eles são pouco higiênicos (ouvi relatos de brasileiros que foram lá e contaram coisas que chocam meu padrão Protex de ser); acho muito, muito estranha a última conquista deles na Copa. Depois da expulsão injusta do Kaká por um árbitro francês no último domingo, eles ganharam minha eterna torcida contra.

2. Se houver um jogo entre uma nação colonizadora imperialista e uma nação explorada, torço pela nação que foi explorada. Como agora sou contra o Brasil na Copa, ainda não sei o que fazer no próximo jogo entre brazucas e portugas, que exploraram as terras tupiniquins.

3. Não torço pra países que comem cachorros. Acho que todos os animais devem ser felizes e que os totós devem abanar o rabo de felicidade sempre. Logo, que a Coréia com seus jogadores de pele ruim voltem logo pra casa.

4. Se jogar Japão e EUA, por exemplo, torcerei pelo Japão, pq foram literalmente detonados pelos EUA.

5. O critério-mor da minha torcida envolve: ser bom e ser bom. Torci horrores no ano que a Itália ganhou o título pq a maioria dos jogadores era composta por homens bonitos e que jogavam bem (ou seja, são duplamente bons). E tinha o Buffon, que apesar de não ser bonito, está na minha lista de “melhores goleiros”, junto com o Oliver Kahn, que é apenas bom, pq joga bem, mas não é bom nesse critério estético que eu inventei, pq é feio.

Às vezes torço baseada em nenhum dos critérios anteriores. E nesses jogos eu alucino. Na copa passada eu gritei loucamente num jogo entre Holanda e outra seleção que não recordo. Pulei, gritei, xinguei, torci muito. Sábado torci pela Austrália contra Gana. O jogo não foi tão emocionante quanto o da Holanda, mas também pulei, gritei, xinguei e torci.

Ser tresloucada é fogo. 



 Escrito por Sara 8:) às 12h22 PM
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Um post nada engraçado

Sabe aquela sensação de que tudo está errado? Que você nunca conseguirá fazer algo bom e prolífero? Que você nunca conseguirá ser organizado? Que você nunca será realmente feliz? Espero que vocês não saibam, pq isso é ruim.

Eu não sou do tipo deprimida (consigo fazer gente de todo tipo rir e ficar solta em pouco tempo. Desde que eu não tenha nada contra a pessoa e assuma uma postura claramente acintosa, claro), mas várias coisas me deixam muito mal. Ver uma senhora com uma certa idade vendendo amendoim no trem, por exemplo. Não saber coisas que eu gostaria de saber também me deixa mal, muito mal.

Às vezes eu penso em deixar tudo (?) de lado e não fazer nada. Ficar o dia todo de meias na frente do micro, assistindo seriados, por exemplo. Ou ver todos os jogos da copa. Eu nem curto futebol (demora muito pra fazer um gol), mas a copa é bacana. E olha que eu nem torço pro Brasil. Mas, virar o Homer Simpson não dá.

Nunca faço o que preciso fazer. Nunca termino o que começo. Nem escrevo mais no blog! Ando cansada, me sentindo velha, ultrapassada e sem perspectivas (credo).

O ponto positivo é que acho que aprendi a fazer as unhas (oooh, grande coisa!). Sim, grande coisa. Nunca achei que seria capaz de fazer isso e resolvi tentar até conseguir. Agora, pinto as unhas duas vezes por semana. Na realidade, isso tem um propósito mais nobre que deixar minhas unhas azuis (adoro azul). Como nunca cumpro meus propósitos, a “auto manicuração” (neologismo péssimo) serve para exercitar minha paciência, perseverança e superação. Só falta aplicar isso para as N coisas que desejo e preciso realizar.

Pra mim o copo está sempre metade vazio. E isso não é pessimismo. É enxergar a realidade. E sim, há controvérsias.

 



 Escrito por Sara 8:) às 11h50 AM
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Lost [fim]

 

Acabei de assistir o episódio final de Lost. Os produtores terão que me pagar uma terapia, pq ta brabo. Amanhã eu falo melhor (na verdade, falarei o pior) desse final nada explicativo e bem cachoeira de água fria, tipo o final de Prison Break. Deprimente, irritante, não satisfatório: assim é o fim dessa série que conquistou uma pregada de fãs durante seis anos.

To deprimida e torrando a paciência via MSN de duas criaturas que nem assistiam a série.

Snif.



 Escrito por Sara 8:) às 1h27 AM
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Tempo

O dia tem 24 horas.

1 minuto tem 60 segundos.

1 dia de trabalho demora 8 horas multiplicado por 15 ou 27 dias (sim, há variação) pra passar. Você entra às 8 da manhã e depois de 3 horas, o relógio marca 8:10. Sério. Até chegar a hora de ir embora, passaram-se semanas.

Quando você está em casa, 24 horas duram apenas algumas horas ou uns 46 minutos, dependendo do dia.

Quando você está fazendo algo bom, com pessoas que você gosta, se divertindo, o tempo passa rápido. Quando está em uma atividade entediante, com pessoas idiotas, doido pra sair de uma situação, o tempo empaca.

Ou seja: o tempo é mutável. É uma variável variantemente variável. Pode marcar no relógio e conferir.



 Escrito por Sara 8:) às 8h49 PM
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Free

(E não é o cigarro). Ou Goodbye Blue Monday!

Música para o post [Clique no nome da música se você quiser ouvir. O uol vive bugado e não mostra o link ¬¬]: Green Day - Good Riddance (Time Of Your Life)

Olá, senhoras e não senhoras!

Tudo bem com vocês? Quanto tempo se passou desde as últimas postagens frenéticas e com alguma graça...

A questão é que ultimamente eu estava (ainda estou, mas espero que passe logo) cansada, frustrada e meio pra baixo por alguns motivos. Dentre eles:

1. povinho zé mané da faculdade que não faz nada e deixa todos os trabalhos pra eu fazer.

2. os funcionários nada perspicazes e altivos que eu atendia no trabalho.

3. falta de sono que ocasionaram olheiras mais notáveis e falta de tempo pra assistir seriados. Não dá pra ficar minimamente feliz sem acompanhar o pacote básico composto por Supernatural, House, Lost, The Big Bang Theory. Não dá.

Resolvi seguir a recomendação do capitão Nascimento e pedi pra sair. Sair do emprego. Hoje foi meu primeiro dia sem isso:

- Nome da empresa, Sara, boa tarde.

- Quem é que ta falando?

¬¬

E sem coisas do gênero. Ultimamente estava brabo. Teve funcionária que não preencheu a filiação do cônjuge pq “o meu marido só tem filhos comigo. Ele não tem filhos com outra mulher. A filiação dele é a mesma da minha”. O pior é que você argumenta e a pessoa não entende. Cinco anos. Cinco longos anos. Fazer o quê? Se eu pudesse voltar no tempo, consertaria várias coisas no fim das contas,  estragaria outras, com certeza.

Estou usando aparelho (conto a saga aqui quando apertar o ferro essa semana. Sentir dores atrozes me motivará). Fiquei viciada em fazer unhas (nunca liguei pra isso,mas recentemente devorei dicas e mais dicas de blogs e conhecidas. Só isso explica o fato da criatura pintar as unhas às cinco horas da madruga na rodoviária de Vitória). Graças a um bom orientador bom, estou escrevendo artigos e participando de congressos (por isso estava às cinco horas em Vitória, esperando os ônibus começarem a circular). Mas o importante é o naipe do ser que me substituirá na empresa. Ela não sabe usar a calculadora do Windows (?! o_O). Eu, imbuída do altruísmo, ensinei (!).

Eu: fulana, essa é como uma calculadora comum.

Ela: *aflita* mas eu nunca usei isso!

Eu: Mesmo que você não tenha usado, essa é como uma calculadora qualquer.

Ela: *mais aflita* mas ESSA eu nunca usei, não sei como é.

Eu: *suspirando* você já usou ALGUMA calculadora?

Ela: já.

Eu: então, é IGUAL. Basta colocar os números e escolher a operação.

Ela: *trêmula* ta dando tudo errado!

 

Eu realmente não sei como, mas o resultado foi absurdo. Acho que sentirão saudades de mim na empresa. Ou não, claro.



 Escrito por Sara 8:) às 9h23 PM
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Acho que virei um zumbi.

Em breve (eu acho), atualizações.



 Escrito por Sara 8:) às 2h42 PM
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Pérolas

Acabei de ouvir do telemarketing: "a senhora entra em contato e vamos estar verificando as possibilidades possíveis".

 

Bom saber que são possíveis.



 Escrito por Sara 8:) às 4h14 PM
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E isso pq o windows é um SO amigável...

Acabei de receber o seguinte diálogo real, narrado e protagonizado pelo meu irmão, que trabalha em um suporte de informática. Preciso dividir a pérola com vocês.

Perdido:- Por favor, poderia falar com a Luiza?

Irmão:- No momento ela está em reunião

Perdido:- A Cláudia?!

Irmão:- Está em atendimento

Perdido:- O Fernando ou o Gustavo, então?!

Irmão:- Estão em atendimento

Perdido:- Será que você pode me ajudar?

Irmão:- Pois não.

Perdido:- Eu não consigo encontrar a lixeira.

Irmão:- Desculpe, não entendi. Como assim?

Perdido:- A lixeira do meu computador.

o_O

Irmão:- Provavelmente está na direita da tela, no canto inferior.

Perdido:- Obrigada, eu achei agora.

 

E sim, perdido é um eufemismo.

P.S.: Tenho muitas coisas pra comentar aqui, mas quando tenho algum tempo, não tenho paciência.



 Escrito por Sara 8:) às 11h01 AM
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O sábio e a montanha

 

O sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida, o universo e tudo mais. O sábio, entrou no google para olhar a montanha. O sábio percebeu que não tinha condicionamento físico suficiente para escalar algo tão alto. O sábio fez matrícula em uma academia. Comprou roupa de ginástica, garrafinha térmica de água, tênis com amortecedor. O sábio adquiriu resistência física. Então, o sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida, o universo e tudo mais. O sábio conversou com algumas pessoas que faziam trilha. O sábio percebeu que precisava de equipamentos especiais para dormir no meio do caminho até o topo da montanha. O sábio comprou sapato e roupas especiais. O sábio comprou uma mochila reforçada, comidas especiais e isotônicos. O sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida, e o universo, mas resolveu fazer um curso de orientação sobre rumos do vento, como suportar bem a altitude e como usar uma bússola. O sábio decidiu comprar um GPS, um celular com GPS e um notebook com conexão GPRS (caso ficasse entediado ou precisasse pagar alguma conta pela internet). O sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida. Mas, choveu no dia previsto para a saída. Ele adiou. O sábio decidiu fazer um curso sobre como captar as vibrações vibrantes da montanha. O sábio decidiu mais uma vez subir a montanha e preparou novamente a mochila. Percebeu que ela estava deveras pesada. O sábio contratou um carregador para a sua mochila e aprendeu a falar armênio, língua do carregador. Afinal, o sábio não queria deixar de se comunicar com o funcionário. O sábio decidiu subir a montanha para meditar sobre a vida, mas resolveu começar a escrever um livro sobre como é a experiência montanhosa. Quando regressasse, terminaria o livro e incluiria belíssimas fotos de sua meditação na montanha. O sábio decidiu se transformar num fotógrafo profissional, em prol de seu livro que seria um best-seller, com certeza. O sábio decidiu subir a montanha para meditar. Antes, resolveu ter aulas de alongamento para evitar estiramentos quando estivesse nas posições de meditação. O sábio decidiu subir a montanha. Como sua casa ficaria desabitada, anunciou que estava alugando durante o período da subida. O sábio não gostou dos prováveis inquilinos e vendeu a propriedade. Alugou um flat. O sábio decidiu que não queria decidir mais nada. O sábio não sabia mais o motivo de querer subir a montanha, já que poderia ver em fotos e meditar em casa. O sábio questionou a razão de ser chamado de sábio. E a montanha, bem, a montanha ainda está no mesmo lugar.



 Escrito por Sara 8:) às 4h13 PM
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Autoajuda* é para os fracos

 

 

“As pessoas de nosso tempo, observou Albert Camus, sofrem por não serem capazes de possuir o mundo de maneira suficientemente completa:

 

Exceto por vívidos momentos de realização, toda realidade para eles é incompleta. Suas ações lhe escapam na forma de outras ações, retornam sob aparências inesperadas para julgá-los e desaparecerem, como a água que Tântalo desejava beber, por algum orifício ainda não descoberto.

 

         Isso é o que cada um de nós sabe por um olhar introspectivo: isso é o que nossas próprias biografias, quando examinadas em retrospecto, nos ensinam sobre o mundo em que vivemos. Mas não quando olhamos ao redor: quanto aos outros que conhecemos, e especialmente pessoas de que sabemos – “vistas à distância, [sua] existência parece ter uma coerência e uma unidade que na verdade não pode ter, mas que parece evidente ao espectador”. Isso é uma ilusão de ótica. A distância (quer dizer, a pobreza de nosso conhecimento) borra os detalhes e apaga tudo o que não se encaixa na Gestalt. Ilusão ou não, tendemos a ver as vidas dos outros como obras de arte. E tendo-as visto assim, lutamos para fazer o mesmo: ‘Todo o mundo tenta fazer de sua vida uma obra de arte’.

         Essa obra de arte que queremos moldar a partir do estofo quebradiço da vida chama-se “identidade”. Quando falamos de identidade há, no fundo de nossas mentes, uma tênue imagem de harmonia, lógica, consistência: todas as coisas que parecem – para nosso desespero eterno – faltar tanto e tão abominavelmente ao fluxo de nossa experiência. A busca da identidade é a busca incessante de deter ou tornar mais lento o fluxo, de solidificar o fluido, de dar forma ao disforme. Lutamos para negar, ou pelo menos encobrir, a terrível fluidez logo abaixo do fino envoltório da forma; tentamos desviar os olhos de vistas que eles não podem penetrar ou absorver.

 

(...)

As identidades parecem fixas e sólidas apenas quando vistas de relance, de fora. A eventual solidez que podem ter quando contempladas dentro da própria experiência biográfica parece frágil, vulnerável e constantemente dilacerada por forças que expõe sua fluidez e por contracorrentes que ameaçam fazê-la em pedaços e desmanchar qualquer forma que possa ter adquirido.

A identidade experimentada, vivida, só pode se manter unida com o adesivo da fantasia, talvez o sonhar acordado. Mas, dada a teimosa evidência da experiência biográfica, qualquer adesivo mais forte – uma substância com maior poder de fixação que a fantasia fácil de dissolver e limpar – pareceria uma perspectiva tão repugnante quanto a ausência do sonhar acordado.”

 

Trecho do livro A Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman

 

*Aqui diz que a grafia agora é assim.



 Escrito por Sara 8:) às 1h33 PM
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Tempo

 

O tempo é uma coisa que eu não entendo. Você acorda, está chovendo horrores, tudo escuro e tals. Você coloca um casaco e sai de casa com o guarda-chuva. Dez minutos depois, faz um sol de rachar. Não entendo essas variações bruscas. Sério. Agora, eu não fico por aí comentando “tá chovendo muito, né?” “na tv disseram que ia abrir sol” e outras frases do gênero. Taí um troço irritante: gente puxando assunto, falando sobre... O tempo! Basta você entrar num elevador, subir no ônibus ou ficar em um local com desconhecidos. Querem falar. Há uma necessidade imperiosa. Na falta de um tema interessante, sempre usam o tempo. Irritante. E sempre, SEMPRE se referem ao tempo como “louco”, “maluco” e afins. O tempo nuca está normal para as pessoas. Nunca. Para aguentar as agruras cotidianas, penso em algumas respostas enquanto para essas situações.  

 

“É, tá fazendo sol, né?”

“Não no planeta de onde eu vim.”

 

“É... De manhã estava chovendo e agora está fazendo sol. Tempo maluco!”

“Maluco mesmo. Não teve nem um show de pirotecnia no interstício!”

 

“Engraçado, na televisão disseram que ia chover na quinta feira.”

“Engraçado? Hilário pra caramba! HAUHAUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHUAHUAHHUAHUAHA!”

 

“Tempo doido, né?”

(sussurrando) “Doido?! Quem te disse que eu sou um ser doido?!” (gritando e ameaçando bater na pessoa) “MEU PSIQUIATRA LIGOU PRA VOCÊ?! FALA! FALAAAA!”

 

“O tempo tá feio, né?”

“Não tanto quanto você.”

 

“Detesto tempo fechado”

“Detesto quem não consegue manter a boca aberta dentro do elevador e vem com esse papinho de tempo...”

 

“Tempo maluco!”

“Olha aqui, maluco é a mãe, hein?! Eu tive alta da clínica! Disseram que eu já estava curada da minha desordem mental.”

 

“Tá quente demais hoje, não?”

“É comum sentir calores na menopausa, senhora.”

 

“Tá sentindo frio, não? Hoje o dia está horrível.”

“Na minha terra, ursos polares e criogenia são coisas comuns.”

 

“E o tempo, hein?”

“Carambaaaaa! Eu soube. Bafão, hein? Ba-fão! Pior é que foi um escândalo isso, vazou e tudo. Não se pode mais confiar em ninguém atualmente.”

 

 

Essas pessoas deveriam passar um dia em Curitiba. Meu, um dia em Curitiba muda a sua concepção sobre o tempo. Lá chove, faz sol, neva, cai granizo (se bobear, até granito), venta pra caramba em um período de 10 minutos. Bizarro. Tenho pena dos noticiários locais que precisam passar a previsão do tempo para aquele lugar.



 Escrito por Sara 8:) às 5h02 PM
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Quadro de Karabekian (Parte 2)

- Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa?

         Uma observação tão pequena foi capaz de conseqüências tão arrasadoras porque a matriz espiritual do bar do hotel estava no que eu gosto de chamar de condição pré-terremoto. Forças incríveis estavam trabalhando em nossas almas (...)

         Uma das forças, certamente era a cobiça por dinheiro que infestava tantas pessoas no bar do hotel. Elas sabiam o quanto Rabo Karabekian havia recebido por seu quadro e também queriam cinqüenta mil dólares. Poderiam se divertir um monte com cinqüenta mil dólares, ou pelo menos achavam isso. Mas elas tinham que ganhar dinheiro do jeito difícil, apenas alguns poucos dólares por vez. Isso não estava certo.

         Outra força era o medo que essas mesmas pessoas tinham de que suas vidas pudessem ser ridículas, de que a cidade toda pudesse ser ridícula. (...)

- Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa? Perguntou ele a Bonnie MacMahon.

Bonnie MacMahon explodiu. (...)

- Ah, é? – disse ela. – Ah, é? (...)

- Você não acha Mary Alice Miller grande coisa? – perguntou. – Bem, eu não acho a sua pintura grande coisa. Já vi quadros melhores pintados por crianças de cinco anos.

Karabekian desceu do banco alto para poder encarar todos aqueles inimigos de pé. (...)

- Escute... – disse ele, muito calmamente -, eu li o editorial contra a minha pintura em seu maravilhoso jornal. Li cada palavra das cartas ofensivas que vocês foram tão atenciosos de mandar para Nova York.

Isso constrangeu algumas pessoas.

- A pintura não existe antes de eu fazê-la – prosseguiu Karabekian. – Agora que ela existe, nada me faria mais feliz do que vê-la reproduzida muitas e muitas vezes, e vastamente melhorada, por todas as crianças de cinco anos da cidade. Adoraria que seus filhos descobrissem, de um jeito agradável e divertido, o que eu levei muitos anos furiosos para descobrir.

- Agora, dou-lhes minha palavra de honra – continuou – de que o quadro do qual a cidade de vocês é proprietária mostra tudo o que realmente importa na vida, sem nada ter sido deixado de fora. É um quadro sobre a consciência de cada animal. É o cerne imaterial de cada animal, o “eu sou” para o qual todas as mensagens são enviadas. É tudo aquilo que está vivo em cada um de nós, num rato, num cervo, numa garçonete de bar. É inabalável e puro, independente de qualquer aventura absurda que venha a nos acontecer. Uma pintura sagrada do Santo Antônio sozinho é um facho de luz vertical inabalável. Se uma barata estivesse perto dele, ou uma garçonete de bar, o quadro mostraria dois fachos de luz. Nossa consciência é tudo o que está vivo e que talvez seja sagrado em cada um de nós. Todo o resto é maquinário morto.

- Acabei de ouvir desta garçonete de bar aqui, deste facho de luz vertical, uma história sobre o marido dela e um idiota que estava prestes a ser executado em Shepherdstown. Muito bem... deixem uma criança de cinco anos pintar a interpretação sagrada desse encontro. Deixe essa criança de cinco anos arrancar a idiotice, as grades, a cadeira elétrica à espera, o uniforme do guarda, a arma do guarda, os ossos e a carne do guarda. Qual é esta pintura perfeita que qualquer criança é capaz de pintar? Dois fachos de luz inabaláveis.

         O êxtase floresceu no rosto de Rabo Karabekian.

 

 

Outras parte do livro no post Livros 2008 - #10: Café-da-manhã dos Campeões



 Escrito por Sara 8:) às 5h03 PM
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Quadro de Karabekian (Parte 1)

 

Cumprindo a promessa (?), a parte do discurso do Karabekian sobre esse quadro aqui. Catei o e-book, mas não achei. Apenas as primeiras páginas. Quem tiver a fim de conferir o estilo, tá aqui.

 

Suprimi algumas partes com (...), ou não terminaria a digitação tão cedo.

 

“E também fiz, no meu tampo de mesa de fórmica, uma réplica invisível de uma pintura de Rabo Karabekian, intitulada A tentação de Santo Antônio. (...)

A obra original tinha seis metros de largura e cinco de altura. O campo era Abacate havaiano (...). A listra vertical era fita adesiva cor de laranja luminosa fosforescente. Esta era a peça de arte mais cara (...). O preço da tela era um escândalo. Foi a primeira aquisição para a coleção permanente do Centro Memorial de Artes Mildred Barry. Fred T. Barry, o presidente do conselho de administração da Barrytron Ltda., havia desembolsado cinqüenta mil dólares do próprio bolso pelo quadro.

         A cidade de Midland ficou indignada. (...)

 

...

 

Então fiz Beatrice dizer o seguinte a Rabo Karabekian no piano-bar:

         - Vou fazer uma confissão trrível, eu não faço idéia de quem foi Santo Antônio. Quem foi ele, e por que alguém quereria tentá-lo?

         - Não sei e detestaria descobrir – respondeu Karabekian.

         - Você não tem utilidade para a verdade? – perguntou Beatrice.

         - Você sabe o que é a verdade? – replicou Karabekian.

- É uma coisa maluca em que meu vizinho acredita. Se quero fazer amizade com ele, pergunto no que ele acredita. Ele me diz, e eu respondo “Pois é... isso é verdade”.

 

...

 

         Eu não tinha respeito algum pelo trabalho criativo nem do pintor nem da escritora. Achava que Karabekian e seus quadros sem sentido haviam se envolvido numa conspiração com milionários para fazer as pessoas pobres se sentirem idiotas. (....)

 

...

 

Rabo Karabekian pediu que Bonnie MacMahon lhe contasse alguma coisa a respeito da garota adolescente na capa do programa do Festival de Artes. Ela era o único ser humano internacionalmente famoso na cidade de Midland. Era Mary Alice Miller, a Campeã Mundial de Nado Peito de Duzentos Metros Feminio. Bonnie disse que ela tinha apenas quinze anos. (...)

E Bonnie MacMahon contou a Beatrice e a Karabekian que o pai de Mary Alice, que era membro da comissão condicional de Shepherdstown, havia ensinado Mary Alice a nadar pelo menos quatro horas por dia, todos os dias, desde seus três anos de idade.

Rabo Karabekian pensou nisso e depois disse em voz, para que muitos pudessem ouvi-lo:

         - Que tipo de homem transformaria a própria filha num motor de popa? (...)

...



 Escrito por Sara 8:) às 5h02 PM
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Picasso

 

Ontem eu estava mal. Mané ontem. Ontem E hoje. Estácio e sua costumeira e contumaz desorganização de começo de aulas, alunos falando de disciplinas que ainda não cursei, a sensação cíclica que não farei nada de proveitoso na vida, a mediocridade pairando no ar... Eis que vejo agora um trabalho de uma disciplina on line (absurdo pagar o mesmo preço por uma aula não presencial) e tenho a certeza que estava certa:

 

 

Descreva e identifique os detalhes visuais da obra “Três Músicos” de Pablo Picasso, com propósito interpretativo em relação ao título. O que você vê nesta pintura? Atividade 1: Analise as formas, cores, texturas e padrões e categorize-os como sendo colados ou pintados. - Que cores ou formas têm texturas ou padrões que parecem com pedaços de papel? - Quais formas parecem coladas? - Quais formas ou cores parecem pintadas? Neste contato com Picasso, o que você sugere para a criação de uma colagem? Atividade 2: Analise a pintura, relacionando abstrações com a figura humana. - Que artifício o artista empregou para imprimir, em cada face, um desenho similar? - Todas as faces têm máscaras? Como ele ao mesmo tempo pintou cada face diferente? - Como ele representou os braços de cada figura diferentes da outra? - O que os trajes acrescentam à pintura? - Como Picasso manteve as pernas dos homens e as pernas da mesa separados? - Por que você acha que Picasso adicionou formas geométricas em torno dos três homens?

 

Sorte (?) que minha imaginação para explicação de quadros é à la Rabo Karabekian*.

 

 

*Trecho do livro amanhã. Ou não, claro.



 Escrito por Sara 8:) às 2h40 PM
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Ônibus – coisas que irritam (parte 3)

 

22. Mochila nas costas é algo irritante. Não basta o corredor lotado de humanos (?)?! Pra diminuir mais ainda o já diminuto espaço para a passagem, as pessoas ficam com a mochila nas costas, à la tartarugas. Não ninjas, claro.

 

23. Alguns beócios sentam lá na frente, quase no colo do motorista, só pra terem o prazer de gritar ESPERA AÊ QUE EU TO DESCENDO! *Ódio*. Se vão descer, pq não levantam logo? Não, não. Eles precisam sacanear todo mundo. Eles deveriam levar uns choques só pra aprenderem a deixar de ser bestas.

 

24. Basta a temperatura descer um tiquinho ou chover meia gota que o povo cerra as janelas do ônibus. TODAS as janelas. E claro, CLA-RO que pelo menos três pessoas tossirão, espirrarão e manifestarão ter alguma doença. Fico logo cabreira, imaginando a quantidade de coisas ruins espalhadas em um ambiente hermeticamente fechado e infecto. Argh!

 

25. Tem gente que não se contenta em dar o sinal para descer. Os caras apertam a campainha umas dez vezes e ainda gritam desesperadamente “vou descer no próximo, piloto!”. Gritam várias vezes a mesma coisa, claro. Eles sentem satisfação em fazer isso. Só pode.

 

26. É chato aturar pessoas que chamam os motoristas de ônibus de “piloto”. Putz! Tá em helicóptero? Tá em avião? Então não chame o motorista de “piloto”, caramba!



 Escrito por Sara 8:) às 1h30 PM
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Ônibus – coisas que irritam (parte 2)

 

14. Gente com mau gosto olfativo deveria se obrigada a usar desodorante sem perfume. Fora de brincadeira, aturar odores nauseantes já de manhã cedo é dose! Pra piorar, os maus cheiros se fundem num troço que deixaria aquelas marginais fedegosas de Sampa com inveja.

 

15. Ônibus no verão é a própria sucursal do inferno. Um monte de gente suada, fedida, com as axilas pingando, totalmente aglutinada. Ecaaaa! E sempre SEMPRE há a “mulher da toalhinha”. A criatura passa a porcaria da toalha no corpo todo, assoa o nariz e encosta aquela porcaria nos outros passageiros. Dá pra ter vertigens só de imaginar.

 

16. Vá tamborilar os dedos na tamborinlolândia! Não é legal quando o cara que está com o celular nas alturas começa a tamborilar. Nem quando as pessoas com gosto duvidoso se empolgam e além de cantar o pagode famigerado, resolvem tamborilar perto de você ou atrás do banco onde você miraculosamente conseguiu sentar.

 

17. Eu não sou psicóloga. Se fosse, não faria consultas grátis no meio do ônibus. Mas é claro que a pessoa problemática não liga pra isso. Ela começa a contar todas as desgraças da vida e quer que você responda. Mesmo que esteja com fones de ouvido. Mesmo que sustente o ar de desinteresse total. Ela não sossega enquanto você não emite uma opinião. Não sossega enquanto você não conversar com ela. Não sossega enquanto a conversa não for animada e empática.

 

18. Na frente do ônibus, há o número e o destino dele. No ponto, nego já começa a perguntar: qual ônibus passa no Chimbobó. Você diz que o 123 passa em Chimbobó. O 123 surge no horizonte, ostentando “Chimbobó” lá no alto. A pessoa sobe no ônibus e pergunta para o motorista: “Esse ônibus passa em Chimbobó?”. Ele responde que sim. A pessoa vira então, para meia dúzia de gente e repete a pergunta, com ar meio assustado/duvidoso. Depois de ter certeza que a porcaria do ônibus passa em Chimbobó, ela começa a inquirir quanto tempo falta pra chegar. Depois de exaurir quem está próximo, ela começa a questionar se há um viaduto verde depois da pracinha, no ponto de Chimbobó...

 

19. Não sou miss bodega nenhuma, mas cara, como tem gente feia nos ônibus! Putz grila! Medonho. Feio é pouco. Gente feia E estranha. Você vê cada coisa...

 

20. Idosos. Nada contra os idosos. As senhoras lá da igreja me adulam (pq eu falo meia dúzia de besteiras pra elas) e vice versa, mas idoso em ônibus é o ó. Parece que liberam os portões dos asilos no horário que as pessoas estão indo ou saindo do trabalho. Basta você sentar (miraculosamente, não se esqueça), que o coletivo pulula de senis que resolvem parar bem na sua frente.

 

21. Ainda na linha milagre: se você sentar, as pessoas tentarão grudar em você. Sim, basta sentar e logo tem alguém se atirando loucamente e com sofreguidão.

 

 

Teletransporte, pleeeeeeease!

 

(Aceito sugestões de coisas que te irritam nos ônibus).



 Escrito por Sara 8:) às 1h44 PM
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Ônibus – coisas que irritam

 

Eu pego quatro ônibus por dia. Não consigo parar de pensar em todo tempo da minha vida que perdi em coletivos. Pelo nome percebe-se que não é algo profícuo: “coletivo”. Por acaso você escolhe a coletividade que dividirá o espaço com você? Não. Só por isso já é possível notar que andar de ônibus não é algo bom. Abaixo, algumas situações corriqueiras que tiram totalmente minha paz de espírito:

 

1. Você dá sinal e o motorista desventurado para trocentos metros antes. Ou depois. Você corre pq está atrasado e precisa pegar logo o transporte. O desditoso motorista dá ré, engata a primeira ou qualquer coisa que tire o ônibus da tua frente e te faz andar desesperado atrás dele.

 

2. Na tentativa de usar algo que aprendeu em casa, você usa a educação. “Bom dia/ boa tarde/ boa noite". E claro, o motorista não responde. Se bobear, ainda reclama.

 

3. Você, que usa o cartão fornecido na empresa, fica empacado nas escadas da porta de entrada, pq a tiazinha cata as moedas na bolsa gigante ou o tiozinho resolve pagar a passagem com uma nota de R$ 50,00.

 

4. Enfim você consegue passar o cartão. E pra variar, há uma pessoa com abastada quantidade de tecido adiposo trancando a roleta. Ou um cara com marra de bad boy. Ou uma magrelinha com cara triste. Essas pessoas atravancam o caminho e atrasam a viagem.

 

5. Depois que você passa da roleta, percebe que o ônibus parece bem mais lotado. Aí, começa a briga para achar um lugar para colocar os pés e um lugar pra se segurar.

 

6. Aproveitando o pouco espaço, os tarados passam se esfregando em todas as mulheres.

 

7. Celulares deveriam ser proibidos nos ônibus. Meu, ninguém personaliza a porcaria do toque? Hoje qualquer um tem celular com MP3. Não posso crer que todos usam o toque padrão. Aí, você está no ônibus e um celular qualquer toca um som padrão qualquer, que mesmo sendo padrão, varia de um telefone para o outro. TODO MUNDO começa a revirar bolsas e bolsos procurando o aparelho, com ar diligente. Sim, deveras diligente. Parece que o mundo acabará se não acharem o telefone. RAIOS! Ninguém conhece o toque do próprio celular?!

 

8. Dae, alguém atende e começa a GRITAR. ALÔ! ALÔ! TO NO ÔNIBUS, PASSANDO EM FRENTE A PADARIA. VOU DESCER EM FRENTE AO MERCADINHO DA ESQUINA E PEGAR O 789, PRA PASSAR NA... Irritantemente, a pessoa gritará durante a maior parte do seu trajeto. E a conversa nunca parece ser proveitosa. Pior é quando decidem brigar com quem está do outro lado da linha.

 

9. Sempre tem alguém ouvindo uma música altamente duvidosa no celular. Pq essas pessoas não usam fone de ouvido?! Pq isso tira o prazer em atormentar outrem, colocando um pagode, um funk ou um forró (todos com letras horrendas) no último volume. Tortura. Tortura.

 

10. O motorista parece ter estudado todas as leis de Newton (inércia, dinâmica, ação e reação) só pra sacanear os passageiros. Sim, pq o dito cujo passa as marchas igual a cara e todo mundo é arremetido pra tudo que é lado, de forma abrupta. É massa, velocidade e aceleração numa combinação perigosa.

 

11. Gente enorme nos ônibus chamados de “micro”. É micro mesmo! Se alguém mais gordinho passar, fica entalado. E sempre tem gente grande passando. Ou gente magra com sacolas variadas. Dois corpos podem SIM ocupar o mesmo lugar no espaço, se esse espaço for um ônibus.

 

12. Sempre tem alguma mulher sentada que se prepara como se fosse pra descer do ônibus. Elas colocam a bolsa em posição de saída (quem anda de ônibus conhece bem o tipo). Você fica esperançoso, achando que finalmente sentará, mas a monstra faz isso só pra aguçar suas pernas cansadas. Se bobear, descem quase no ponto final.

 

13. Maximizando tudo isso aí e mais um pouco, engarrafamentos e congestionamentos terminam de ferrar o já ferrado juízo.

 

 

Alguém pode, por favor, descobrir como a gente se teletransporta? Obrigada.



 Escrito por Sara 8:) às 12h57 PM
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Instruções para os meus amigos

 

1. Estique o braço direito.

2. Estique o esquerdo.

3. Coloque a mão direita em cima do ombro esquerdo.

4. Coloque a mão esquerda no ombro direito.

5. Agora aperte.

6. Seja feliz, pq eu gosto muito de você e quero que você seja feliz. Ótimo dia do amigo pra você.



 Escrito por Sara 8:) às 1h34 PM
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Teatro municipal: 100 anos. Sara: 100 crédito.

 

Ontem foi a comemoração do Teatro Municipal, aqui no Rio. A frente do prédio está linda, com vitrais e nova pintura. A apresentação do coral foi um desbunde. Dentre as músicas, a Marselhesa e bolero de Ravel. Tirando um tenor e uma soprano (eles têm extensão vocal, treinam muito e tra lá lá lá lá, mas eu não gosto de gente gritando desse jeito), foi um show. Fiquei no apartamento de uns amigos e a dona da casa foi fazer comida lá pra meia noite. Ajudei e fiz o macarrão, totalmente desacreditada pelos presentes, que comeram. Repetiram. Elogiaram. E ficaram surpresos. Ai, ai... Enfim, algumas dicas simples da Ana Maria Brega, que não cozinha lá essas coisas, mas sabe o básico:

 

- Quando fizer macarrão, deixe a água ferver antes de colocar óleo e sal, pq eles retardam a fervura.

 

- Doure a cebola antes do alho, pq ele doura mais rápido e vai queimar se você colocar os dois juntos.

 

- Se usar orégano (delícia!), não jogue direto na panela. Coloque um pouco em uma mão (ambas devem estar secas) e com a outra, macere o orégano. Exemplificando, pra ficar mais fácil: coloque as palmas das mãos pra cima. Ok. Agora encoste as duas. Ok. Agora friccione. Ok. Basta fazer isso com o orégano. Pq? Pra liberar odor e sabor. Faz uma diferença abissal.

 

- Se gostar de mussarela (de acordo com a etiqueta do mercado) ou muçarela (de acordo com um programa de perguntas e respostas do Sílvio Santos), coloque um monte quando o molho já estiver pronto. Espere o queijo derreter todo (mexendo pra misturar bem com o molho) e coloque o macarrão. Delícia.

 

Vocês já devem saber disso aí, mas enfim... A dona da casa falou que eu preciso voltar mais vezes pra cozinhar e uma amiga disse que a outra nunca repete e ela repetiu. E cá entre nós, eu não sei cozinhar. Mas do jeito que as pessoas falam, daqui a pouco falei meu próprio programa de culinária, à lá Larica Total...

 

P.S.: agora fiquei com fome.



 Escrito por Sara 8:) às 4h35 PM
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Chuchu

 

Domingo minha mãe pediu que eu fizesse chuchu. Geralmente faço macarrão, pq segundo ela, eu faço o melhor macarrão lá em casa. Suspeito que ela quer que eu cozinhe e adula para que eu faça. Enfim, descasquei o chuchu e cortei em cubinhos, perguntando mentalmente se não existe uma máquina que deixe os vegetais em cubos. Respondendo mentalmente que se não existe, deveriam inventar. Coloquei o chuchu pra cozinhar com um pouco de manjerona na água só pra dar um cheirinho bom. Fiz o refogado separado. Minha mãe apareceu reclamando. Detesto cozinhar com platéia, pq sempre reclamam. Quando comem sem ver o processo, elogiam. Quando meus pais assistem, é reclamação na certa.

 

Mãe: Sara, você faz o refogado, depois acrescenta o chuchu, o molho e cozinha tudo junto.

Eu: Bem, tá errado, mas já tá feito.

 

De noite, meu pai foi jantar. Não sabia que eu tinha feito o chuchu.

Pai [empolgado]: mas que chuchu gostoso! Parece até chuchu que eu comia no interior!

Mãe: Foi a Sara quem fez. E eu disse que ela fez errado, pq (ela explicou o processo), mas parece que ela está virando uma cozinheira de mão cheia!

 

 

Lição de vida para uma pessoa sem fé em si mesma: tenho que colocar na cabeça que se eu fiz um CHUCHU (a coisa mais sem graça do reino dos vegetais) ficar bom, eu posso fazer quase qualquer coisa.

 

Ou não, claro.



 Escrito por Sara 8:) às 12h20 PM
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Wanderlust

 

Esse é o nome da síndrome que eu tinha, mas não sabia nomear. Quase pirando de tédio em um escritório sem janelas, Wanderlust* ataca novamente. PRECISO viajar. PRECISO conhecer lugares novos. PRECISO conhecer gente nova. A mesmice cansa e me deixa pirada e até deprimida.

 

* De acordo com a Wikipédia: “Wanderlust é uma expressão derivada do alemão: ‘’wandern’’, ‘’a vagar’’, e ‘’Lust’’, ‘’desejo’’. É comumente definido como um forte desejo de viajar, ou de ter um forte desejo de explorar o mundo. Não é somente um simples desejo, é uma sensação que toma todo o corpo e a mente, e em uma seqüência de fatores, incluem-se uma sensação de desconforto nas pernas, nos músculos, e aquele desejo incontrolável de ir, de seguir um rumo qualquer em direção ao desconhecido ou a algum lugar que se vá encontrar algo novo, que é a razão daquele desejo de ir”.



 Escrito por Sara 8:) às 3h16 PM
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Verdades da vida

 

 

Quem usa camisetas atarracadas com as palavras “sexy” ou “chic” escritas em lantejoulas NÃO É sexy nem chique. Geralmente é uma mocréia gorda usando chinelo com adornos plásticos gigantes, de um mau gosto absurdo; com cabelos desgrenhados; unhas com esmaltes escuros descascando; saias de tecidos duvidoso, com estampa de oncinha, zebrinha ou um floral bem chamativo. Ou são mulheres mais ou menos bombadas; sem um pingo de classe, estilo, elegância ou sofisticação; do tipo que têm cara de quem pega sol na laje enquanto ouvem músicas que depreciam o sexo feminino.

 

Pronto, falei.



 Escrito por Sara 8:) às 9h00 AM
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De férias em casa, surtando pra escrever outro artigo

 

Mãe: Fulando deve ter ido dormir feliz. Já levou uns coices hoje.

Eu: coice nenhum!

Pai: Se isso não foi coice, nem quero estar perto quando ela resolver dar um coice. Só o vento vai me derrubar!

 

Mãe: Ela hoje está ligada em 220.

Pai: 220?! 780! É o máximo que pode ser usado. O máximo que eu já vi usar nas indústrias é 440. A Sara é 780.



 Escrito por Sara 8:) às 1h08 AM
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Boy (lendo uma reportagem na internet): ó: inteligência é afrodisíaco, dizem pesquisas.

Eu: Tá. Vê se tem alguém querendo dar pro Stephen Hawking...



 Escrito por Sara 8:) às 12h02 PM
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o_O

 

*Indicação visual*

- Que foi?

*Indicação visual apontando para a mulher de calça caída e calcinha aparecendo*

- Puuuuuutz!  Huahuahuahuahuah!

- Cara, fala sério... Como é que ela sai na rua desse jeito?

- Muito sem noção, meu!

- Demais! E essa calcinha de fora?

- Huahuauhuahua! Deve ser cega, só pode! Meu, muito ridículo!

- Sem noção nenhuma, olha isso. E tá crente que tá pagando de gatinha!

- Affe, não sente que tá com a b*nda e essa calcinha estranha toda de fora?

- Sei lá, sei que eu é que não sairia de casa assim! Eca!

- Cada uma...

- Hahuhauhauhuahuah! [A risada cessa bruscamente] Nossa... Ei, ela é cega!

- Só pode, afinal, para sair assim de casa, TEM QUE ser cega!

- Não, não... Olha a bengala. Ela é MESMO cega!

*choque*

- Mas não tem ninguém acompanhando? Sei lá, ela pode ser cega, mas não sente a b*nda toda de fora? Cegos têm os outros sentidos mais apurados, inclusive o tato!

- Sei lá, meu, sei que a gente tá zoando uma cega!

- Aiiii, agora eu tô com peso na consciência...

- ...

- ...

 

 

Ficamos mal um bom tempo. Estarrecidos. Dica: não saia com a metade das nádegas do lado de fora. Você pode não ver, mas os outros, sim.

o_O



 Escrito por Sara 8:) às 1h17 PM
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Mais que coisa!!!! (sic)

 

É feio o que eu vou digitar agora, mas é a mais pura verdade: quem está fazendo faculdade e troca MAS com MAIS e exclama loucamente assim, ó: (gent!!!!! Que coisa legal!!!! To mt emocionada!!!!!!!!) não tem credibilidade comigo. Não tem.

 

Quem lota o orkut alheio com mensagens de ursos gigantescos tremeluzentes, com frases de auto-ajuda que terminam em “mande pra todo mundo que você ama” não tem um papo interessante.

 

Quem fica com o orkut lotado dessas coisas tremeluzentes que terminam em “mande pra todo mundo que você ama” não concatena os pensamentos muito bem.

 

Quem envia corrente ou piadas em N slides é idiota. Sério. Alguns são especializados em lotar a caixa alheia com slides e correntes e principalmente, correntes feitas em slides de powerpoint.

 

 

Duvidam? Então façam o teste. Achem um ser que troca mas por mais, que exclama loucamente e que manda slides ou scraps idiotinhas e tentem manter um diálogo profícuo.

.

.

.

 

Eu avisei...



 Escrito por Sara 8:) às 1h02 PM
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Ideia. ARGH!

 

Eu detesto a reforma ortográfica. Mas o que me deixa mais frustrada/indignada é o corte do acento na palavra idéia. Esse acento não é um simples acento. Ele representa uma lâmpada, um “plim”, um FINALMENTE TIVE UMA BOA IDÉIA!

A falta de acento tira todo o “fator eureka” da coisa. E o pior: temos que escrever ideia desse jeito sem graça, essa coisa macarrão-sem-molho-sem-sal-sem-tempero-nenhum.

 

¬¬



 Escrito por Sara 8:) às 11h53 AM
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You were there when I needed you

 

No começo da faculdade alguém perguntou minhas notas. Quando eu disse, ele retrucou:

- Parece um cara aí que só tira dez. Em tudo.

- EM TUDO?!

- Em tudo. Inteligente pra caramba...

 

Pensei: se alguém consegue, eu devo tentar. Pq não? De medíocre, já basta minha vida. Desde então, quero tirar a maior nota em todas as matérias. Não por arrogância ou por achar que sou melhor que alguém. Mas cacildas, eu sei o que é se lixar. Na antiga faculdade foi assim. Dessa vez, curto a maioria das coisas que estudo (as teóricas, pelo menos) e quero sim, ter padrão classe A. Enfim, a questão é que esse cara era o melhor aluno da Estácio. Não pelos 10 (uma pessoa não pode ser definida como “boa” só pelas notas), mas por ser bom de forma holística. Culto, inteligente, criativo, engraçado, cdf pacas... E calhou dessa criatura me conhecer um tempo depois. E calhou dele ser Jó - versão ultimate e resolver aturar meus surtos esse semestre. Pq gente, há algo MUITO errado com o mundo. Há algo muito errado com quem deixa pessoas que não escrevem direito darem aulas. Há algo muito errado com alunos que acham que a leitura deve ser vinculada às provas. Há algo muito errado em pagar uma faculdade e nem ir assistir as aulas ou não ligar a mínima. Há algo muito errado e parece que ninguém percebe (bem, vocês percebem, meus caros, mas a maioria está geograficamente distante).

 

Entre uma reclamação e outra, entre um surto e outro, entre um “eu não vou conseguir fazer essa porcaria”, ele estava lá. E sem me dizer “calma” (se quiser me deixar mais nervosa, diga “calma”. Nêmesis total...). Aturou até as esquizofrenias pré-provas. Pq eu fico mucho loca. Dá um branco danado, eu fico agitada, grito... Exemplificando: aí, Fu (apelido carinhoso para Foucault), fala daquela parada... Do panóptico. Aí, tipo, o cara olha e... Pior é que quando estou nesse estado crítico, eu consigo explicar a matéria de forma inteligível para os demais. “Sara, não entendi a matéria. Me explica?”. “Então, sabe aquela parada que ele fala? Então, essa merda serve pra bla bla bla”. “Ahhhh! Agora eu entendi. Fica fácil assim”.

 

To perdendo o foco... A questão é: se eu não surtei completamente (sim, eu surtei um pouco. Exemplos? “professor, sua aula é chata pra kct, a matéria é chata pra caramba, é o ó PENSAR em vir pra cá assistir isso. ARGH”. E: “Qual é o seu método de ensino? Esse negócio de copiar textos mal escritos no quadro não dá certo, professora.”), foi graças a essa criatura, que tentou manter o fiozinho de sanidade que está prestes a partir. E o melhor: não se ofereceu pra fazer os meus trabalhos, sabendo que eu ficaria no mínimo, indignada. Só ficou por perto dizendo “você consegue. Vai dar tudo certo.”

 

Digressões à parte, obrigada. Mesmo.

 

“Agora você vai embora e eu não sei o que fazer. Ninguém me explicou na escola. Ninguém vai me responder.”



 Escrito por Sara 8:) às 11h40 AM
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